Perdas (Gn. 23:1)

וַיִּהְיוּ חַיֵּי שָׂרָה מֵאָה שָׁנָה וְעֶשְׂרִים שָׁנָה וְשֶׁבַע שָׁנִים–שְׁנֵי חַיֵּי שָׂרָה

“E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.” (Bereshit/Gênesis 23:1)

A Torá começa a parashá não falando da morte de Sara, mas sim de sua vida. Não no fim, mas em todo o processo. Quando temos uma perda, seja de alguém ou de algo, é comum focarmos naquilo que nos falta, e não naquilo que, durante um bom tempo, o Eterno nos concedeu. Focar nas lembranças boas, ao invés de na ausência, nos ajuda a termos a perspectiva de que a ausência é apenas ilusória. Não há nada na natureza que se perca. O que há é transformação. E essa transformação abre espaço para que vivamos novas coisas. O Eterno muda nossas vidas, para que possamos evoluir de acordo com a vontade dEle. Pois Ele nos prepara para coisas grandiosas no mundo vindouro.

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