Arquivo da tag: valores

Prioridades (Ex. 1:19)

וַתֹּאמַרְןָ הַמְיַלְּדֹת אֶל-פַּרְעֹה כִּי לֹא כַנָּשִׁים הַמִּצְרִיֹּת הָעִבְרִיֹּת כִּי-חָיוֹת הֵנָּה בְּטֶרֶם תָּבוֹא אֲלֵהֶן הַמְיַלֶּדֶת וְיָלָדוּ

“E as parteiras disseram a Faraó: É que as mulheres hebréias não são como as egípcias; porque são vivas, e já têm dado à luz antes que a parteira venha a elas.” (Shemot/Êxodo 1:19)

No episódio acima, as parteiras egípcias mentiram para faraó, enganando-o quanto à razão pela qual deixaram viver as crianças. E, no entanto, foram abençoadas pelo Eterno. Isso demonstra que na Torá há uma escala de valores. Embora mentir não seja algo positivo, muito pior seria permitir o assassinato de crianças. Os valores da Torá nem sempre são simplesmente faça ou não faça. Há que se estar atento pois há coisas que têm prioridade sobre outras. Quando duas coisas entram em conflito, é importante saber qual delas priorizar. Esse entendimento muitas vezes pode ser a diferença entre um justo e um fanático. Por essa razão, a reflexão constante sobre as Escrituras é fundamental.

© 5776 – Qol haTorá (www.qol-hatora.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

A Sutileza do Suborno (Dt. 27:25)

אָרוּר לֹקֵחַ שֹׁחַד לְהַכּוֹת נֶפֶשׁ דָּם נָקִי וְאָמַר כָּל-הָעָם אָמֵן

“Maldito aquele que aceitar suborno para ferir uma pessoa inocente. E todo o povo dirá: Amen.” (Debharim/Deuteronômio 27:25)

Suborno é um problema grave em nosso país, e não é difícil percebê-lo como um comportamento negativo. No entanto, quando se substitui o dinheiro por outras coisas, nem sempre fica fácil de perceber. Coisas como prestígio, status, ou mesmo a aprovação de terceiros podem ser usados como moeda de troca para nos colocar em cheque contra nossos valores pessoais. Ceder a isso pode nos desviar apenas por um milímetro, de forma quase imperceptível, dos caminhos do Criador. No entanto, a longo prazo, essa distância se torna um abismo. Seja firme em seus princípios e propósitos, pois a justiça não pode ser relativizada em prol de benefícios pessoais.

© 5775 – Qol haTorah (www.qol-hatora.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Prioridades (Dt. 23:25)

כִּי תָבֹא בְּכֶרֶם רֵעֶךָ וְאָכַלְתָּ עֲנָבִים כְּנַפְשְׁךָ שָׂבְעֶךָ וְאֶל-כֶּלְיְךָ לֹא תִתֵּן

“Quando entrares na vinha do teu próximo, comerás uvas conforme ao teu desejo até te fartares, porém não as porás no teu cesto.” (Debharim/Deuteronômio 23:25)

A Torá traz uma lógica interessantíssima sobre propriedade privada: A primeira função daquilo que produzia a terra era servir de alimento a todos, pois a terra pertencia ao Eterno. O que passasse disso, todavia, pertencia àquele que administrava e trabalhava sobre a terra. Em outras palavras, muitas vezes o certo e o errado é melhor definido por meio das prioridades, do que por ações absolutas. Por essa razão, entender bem as prioridades ensinadas pela Torá, que dizem respeito aos valores do Eterno, é muito mais importante do que saber o que fazer. Quando entendemos as prioridades, nossas ações tendem a ser mais acertadas. Ao passo que, quando fazemos sempre a mesma coisa sem refletir sobre o contexto, corremos grande risco de agirmos equivocadamente. Por essa razão, é muito importante que o conhecimento do Eterno guie nossas ações.

© 5775 – Qol haTorah (www.qol-hatora.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Reavaliações (Nm. 26:54)

לָרַב תַּרְבֶּה נַחֲלָתוֹ וְלַמְעַט תַּמְעִיט נַחֲלָתוֹ אִישׁ לְפִי פְקֻדָיו יֻתַּן נַחֲלָתוֹ

“Aos muitos aumentarás a sua herança, e aos poucos diminuirás a sua herança; a cada um se dará a sua herança, segundo os que foram deles contados.” (Bamidbar/Números 26:54)

A própria Torá traz, dentro de si, mecanismos para adaptação a novas realidades. Em um dos casos, a herança da terra seria redistribuída entre os filhos de Israel, a medida que as tribos se tornassem mais, ou menos numerosas. Assim também deve ser conosco. A Torá nunca deixou de lado seus valores centrais. Porém, se até a Torá reconhece novas realidades e se ajusta a elas, é importante que estejamos prontos a nos adaptarmos, e agirmos conforme a necessidade que se apresenta. Às vezes, a nossa própria recusa de aceitar que a vida mudou pode nos manter presos a estruturas antigas, com soluções pouco ideias. Confie no Eterno, e nunca deixe de reavaliar suas posições de vida.

© 5775 – Qol haTorah (www.qol-hatora.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

A Marca do Justo (Dn. 1:8)

וַיָּשֶׂם דָּנִיֵּאל עַל-לִבּוֹ אֲשֶׁר לֹא-יִתְגָּאַל בְּפַת-בַּג הַמֶּלֶךְ וּבְיֵין מִשְׁתָּיו וַיְבַקֵּשׁ מִשַּׂר הַסָּרִיסִים אֲשֶׁר לֹא יִתְגָּאָל

“E Daniyel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.” (Daniyel 1:8)

Daniyel não tinha qualquer controle sobre sua situação. Ele fora levado a um local onde as práticas seriam idólatras, e onde ele estaria isolado e teria dificuldades de servir ao Eterno. Mesmo assim, Daniyel teve o mérito de se tornar um dos personagens mais importantes da história de Israel, por sua firmeza e determinação. Mesmo impedido de fazer tudo o que gostaria, e mesmo com a dificuldade do ambiente onde estava, ainda assim resistiu, e se manteve firme dentro de tudo o que estava ao seu alcance. Essa é a marca do verdadeiro Sadiq (justo).

© 5775 – Qol haTorá (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

A Atração do Pecado (Pv. 1:10)

בְּנִי אִם-יְפַתּוּךָ חַטָּאִים אַל-תֹּבֵא

“Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites.” (Mishlê/Provérbios 1:10)

É comum que pensemos no pecado como algo feio, sujo e obscuro. O que nem sempre nos damos conta é de que a transgressão pode ser extremamente atraente e sedutora. É comum que, diante do brilho e da vantagem que obteríamos caso cedêssemos, fiquemos balançados diante dos valores que o Eterno nos coloca. É importante ficar alerta, e lembrar: O momento em que estamos passando por uma tentação é a pior hora para tentarmos repensar nossos valores acerca dos mandamentos. Pois corremos o risco de ouvirmos à voz da tentação, ao invés da nossa consciência.

© 5775 – Qol haTorá (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Egoísmo e Prioridade (Dt. 23:25)

כִּי תָבֹא בְּכֶרֶם רֵעֶךָ, וְאָכַלְתָּ עֲנָבִים כְּנַפְשְׁךָ שָׂבְעֶךָ; וְאֶל-כֶּלְיְךָ, לֹא תִתֵּן

“Quando entrares na vinha do teu próximo, poderás comer uvas até ficares saciado, mas não as levarás no cesto.” (Devarim/Deuteronômio 23:25)

No versículo acima, a Torah exibe claramente a sua ordem de prioridades. Uma pessoa com fome que estivesse na plantação de outra pessoa poderia se saciar. Mas, não poderia colher e levar para si. Há o respeito à propriedade privada, porém a preservação da vida tem sempre prioridade. O direito do outro, na Torah, só existe a partir do momento em que as necessidades básicas do povo estão devidamente supridas. Em suma: O coletivo está acima do individual. Por essa razão, a observância da Torah nos esvazia do egoísmo, e cultiva o amor ao Eterno, e ao próximo, acima de qualquer coisa. Somente então poderemos desenvolver outros valores adequadamente.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

O Lar é um Santuário (Dt. 7:26)

וְלֹא-תָבִיא תוֹעֵבָה אֶל-בֵּיתֶךָ וְהָיִיתָ חֵרֶם כָּמֹהוּ שַׁקֵּץ תְּשַׁקְּצֶנּוּ וְתַעֵב תְּתַעֲבֶנּוּ כִּי-חֵרֶם הוּא

“Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas separado para destruição, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque é separada para destruição.” (Devarim/Deuteronômio 7:26)

É difícil viver em um mundo que caminha distante do Criador e de seus preceitos. Em nosso dia-a-dia, frequentemente nossos valores morais e espirituais são colocados em cheque. Por essa razão, mais do que nunca é fundamental cuidar do próprio lar. O lar de todo aquele que ama o Eterno deve ser como um santuário para o Criador. É importante barrar e impedir que a imundícia adentre nossas casas. Caso contrário, onde poderemos ter paz? A presença do Eterno não habita onde há imundícia. Se desejamos ser luz para um mundo enfermo, é preciso começar cuidando do próprio lar. Nem que isso exija de nós firmeza de posicionamento.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Valores (Especial Semana dos Ázimos)

וְהִגַּדְתָּ לְבִנְךָ בַּיּוֹם הַהוּא לֵאמֹר בַּעֲבוּר זֶה עָשָׂה יְהוָה לִי בְּצֵאתִי מִמִּצְרָיִם

“E naquele mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: Isto é pelo que YHWH me tem feito, quando eu saí do Egito.” (Shemot/Êxodo 13:8)

Um dos principais objetivos da festa dos ázimos é fazer com que cada nova geração do povo se sinta conectado aos eventos ocorridos à saída do Egito. Transmitir a nossa herança não é apenas uma questão de fé. É também uma transmissão de valores e de uma identidade. Isso indica o quanto é importante que os mais estejam presentes no crescimento dos filhos, para estabelecer esse vínculo com o povo e com a Torah. Pois os valores da Torah contribuem para a formação de uma identidade, e de um caráter íntegro perante o Criador.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Valores Eternos (Pv. 16:2)

כָּל-דַּרְכֵי-אִישׁ זַךְ בְּעֵינָיו וְתֹכֵן רוּחוֹת יהוה “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas YHWH pesa o espírito.” (Mishlê/Provérbios 16:2)

Sem perceber, o homem adquire como pessoais muitos valores que são sociais. O que pensamos ser certo ou errado, bom ou ruim, aceitável ou não, é altamente influenciado pela sociedade em que vivemos. Porém, sociedades vêm e vão, e a Torah permanece. A sociedade ocidental já dá claros sinais de estar em franca decadência. Nem sempre, os valores da Torah fazem sentido para nós, ou estão alinhados com os valores sociais que recebemos. Quando isso ocorre, devemos confiar que os valores do Eterno estão acima dos nossos. O que hoje é certo, amanha é errado. E vice-versa. Mas a Torah será sempre a constituição do povo de Israel.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.