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Mudanças Positivas (1 Sm. 10:9)

וְהָיָה כְּהַפְנֹתוֹ שִׁכְמוֹ לָלֶכֶת מֵעִם שְׁמוּאֵל וַיַּהֲפָךְ-לוֹ אֱלֹהִים לֵב אַחֵר וַיָּבֹאוּ כָּל-הָאֹתוֹת הָאֵלֶּה בַּיּוֹם הַהוּא

“Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Shemu’el, Elohim lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia.” (Shemu’el Alef/1 Samuel 10:9)

Para que pudesse realizar aquilo que o Eterno tinha planejado, o rei Sha’ul (Saul) precisou mudar sua atitude com relação à humildade de sua família e quanto a ser digno do chamado. Embora a mudança tenha sido promovida pelo Eterno, uma coisa foi necessária: Ele precisou abrir seu coração. Da mesma forma, se desejamos que o Eterno realmente venha a agir através de nós, é preciso estar disposto a mudar a forma de pensar, de agir, e até os planos para o futuro. Será que estamos prontos para aceitar as transformações que o Eterno tem para nós? Para isso, não podemos temer o caminho que nos conduzirá a esse ponto, pois temer mudanças pode impedir que vivamos coisas maravilhosas.

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Substituição (Lv. 14:42)

וְלָקְחוּ אֲבָנִים אֲחֵרוֹת וְהֵבִיאוּ אֶל-תַּחַת הָאֲבָנִים וְעָפָר אַחֵר יִקַּח וְטָח אֶת-הַבָּיִת

“Depois tomarão outras pedras, e as porão no lugar das primeiras pedras; e outro barro se tomará, e a casa se rebocará.” (Wayiqrá/Levítico 14:42)

A passagem que fala sobre a casa com Sara`at, um tipo de enfermidade hoje extinto, traz uma lição importante: Para que a casa pude se tornar limpa, era necessário que se removesse as pedras contaminadas, e que se colocasse pedras limpas em seu lugar. Analogamente, há momentos em que somente poderemos de fato tornar nossas vidas limpas e retas diante do Criador se tivermos a coragem de remover aquilo que contamina, e repor com coisas puras. Amizades, empregos, convivências, regiões onde se mora, entre outros devem ser constantemente avaliados sob o prisma da retidão. Se constantemente se tornam fonte de transgressão, não hesite em substituir por algo que assegure a integridade perante o Criador.

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Avaliando o que é Negativo (Lv. 14:36)

וְצִוָּה הַכֹּהֵן וּפִנּוּ אֶת-הַבַּיִת בְּטֶרֶם יָבֹא הַכֹּהֵן לִרְאוֹת אֶת-הַנֶּגַע וְלֹא יִטְמָא כָּל-אֲשֶׁר בַּבָּיִת וְאַחַר כֵּן יָבֹא הַכֹּהֵן לִרְאוֹת אֶת-הַבָּיִת

“E o sacerdote ordenará que desocupem a casa, antes que entre para examinar a praga, para que tudo o que está na casa não seja contaminado; e depois entrará o sacerdote, para examinar a casa.” (Wayiqrá/Levítico 14:36)

Nessa passagem, observa-se que a casa afligida pela praga da sara`at (geralmente traduzida por ‘lepra’) precisaria ser desocupada, para que pudesse ser examinada. Por mais trabalhoso, ou mesmo doloroso, que fosse, o dono da casa deveria desocupá-la. Caso contrário, a casa poderia contaminar o restante de seus pertences, ou o próprio dono. Analogamente, muitas vezes precisamos nos dar conta de que certas situações em nossas vidas precisam ser deixadas, para que não contaminem coisas ainda mais importantes. Faça uma reflexão sobre todas as áreas da sua vida. Existe alguma que com frequência afronta os seus princípios morais e espirituais? Caso afirmativo, é melhor encontrar uma alternativa para deixar aquela situação, antes que aquilo que é negativo venha a contaminar outras coisas.

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O Ápice da Santidade (Ex. 38:8)

וַיַּעַשׂ אֵת הַכִּיּוֹר נְחֹשֶׁת וְאֵת כַּנּוֹ נְחֹשֶׁת–בְּמַרְאֹת הַצֹּבְאֹת אֲשֶׁר צָבְאוּ פֶּתַח אֹהֶל מוֹעֵד

“Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação.” (Shemot/Êxodo 38:8)

Espelhos naquela época não eram baratos, como hoje. Até a Idade Média, eram feitos de metal polido, e caríssimos. Palácios adornados com espelhos eram considerados tão exuberantes como se fossem revestidos de ouro. Para uma mulher israelita, dar um espelho não só significava entregar um bem preciosíssimo, que talvez não tivesse mais a oportunidade obter, mas também significava abdicar de olhar contemplar a si mesma. O ato total de desprendimento de seu ego tornava-se um objeto voltado para a purificação. Isso ensina uma lição preciosíssima: Só atingimos a santidade desejada pelo Eterno, quando o Seu serviço é tão importante, que somos capazes de abdicar de nós mesmos em prol da vontade dEle. Mesmo que isso tenha, para nós, um preço alto.

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O Ápice da Santidade (Ex. 38:8)

וַיַּעַשׂ אֵת הַכִּיּוֹר נְחֹשֶׁת וְאֵת כַּנּוֹ נְחֹשֶׁת–בְּמַרְאֹת הַצֹּבְאֹת אֲשֶׁר צָבְאוּ פֶּתַח אֹהֶל מוֹעֵד

“Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação.” (Shemot/Êxodo 38:8)

Espelhos naquela época não eram baratos, como hoje. Até a Idade Média, eram feitos de metal polido, e caríssimos. Palácios adornados com espelhos eram considerados tão exuberantes como se fossem revestidos de ouro. Para uma mulher israelita, dar um espelho não só significava entregar um bem preciosíssimo, que talvez não tivesse mais a oportunidade obter, mas também significava abdicar de olhar contemplar a si mesma. O ato total de desprendimento de seu ego tornava-se um objeto voltado para a purificação. Isso ensina uma lição preciosíssima: Só atingimos a santidade desejada pelo Eterno, quando o Seu serviço é tão importante, que somos capazes de abdicar de nós mesmos em prol da vontade dEle. Mesmo que isso tenha, para nós, um preço alto.

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Torá, Tabernáculo e Facebook (Ex. 37:4)

וַיִּקְרָא מֹשֶׁה אֶל-בְּצַלְאֵל וְאֶל-אָהֳלִיאָב וְאֶל כָּל-אִישׁ חֲכַם-לֵב אֲשֶׁר נָתַן יהוה חָכְמָה בְּלִבּוֹ–כֹּל אֲשֶׁר נְשָׂאוֹ לִבּוֹ לְקָרְבָה אֶל-הַמְּלָאכָה לַעֲשֹׂת אֹתָהּ

“E fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro.” (Shemot/Êxodo 37:4)

Por si só, o ouro é maleável demais para se sustentar numa estrutura maior como, por exemplo, um varal. Por dentro do ouro, geralmente há algo que lhe dê sustentação. Neste caso, a madeira de acácia. Se a Torá não tivesse descrito o interior dos varais, as gerações vindouras só veriam o ouro exterior. Nos tempos do Facebook, e dos celulares com câmera, a aparência externa nunca foi tão bela. Diante de tantos semblantes de perfeição, muitos se indagam se só eles têm problemas de trabalho, famílias complicadas, e decepções. Lembremo-nos da lição do varal do Santuário: O exterior belo muitas vezes se sustenta em uma estrutura que não nem tão bela, nem tão perfeita. É essa estrutura que precisa ser sólida, para sustentar o exterior. Da mesma forma, a Torá não foi feita para dar sustentação a uma aparência exterior de judaicidade, mas sim para transformar o interior, de forma a que possamos verdadeiramente reluzir perante o Criador.

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A Eficácia da Oração por Terceiros (Nm. 14:20)

וַיֹּאמֶר יהוה סָלַחְתִּי כִּדְבָרֶךָ

“E disse ADONAY: Conforme à tua palavra lhe perdoei.” (Bamidbar/Números 14:20)

Pode ser uma surpresa para muitos que o Eterno possa perdoar alguém através da oração de um terceiro, mas é exatamente o que ocorre aqui neste trecho da Torá. A oração por terceiros sempre esteve presente ao longo do Tanakh, porque ela tem uma função bastante importante: A de nos trazer à consciência o sentimento de unidade com o próximo. Quando entendemos que somos todos um só povo, então estamos mais perto do que o Eterno deseja de nós. O Eterno poderia cumprir Sua vontade com ou sem a oração de Moshe (Moisés), mas havia algo que Ele desejava transmitir como lição a todos os que ouvem a Torá. A eficácia da oração pelos terceiros tem, então, um sentido ainda mais nobre, de transformar a quem a faz, e a quem a recebe, trazendo uma união que o Eterno sempre desejou nos ensinar.

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Perdas (Gn. 23:1)

וַיִּהְיוּ חַיֵּי שָׂרָה מֵאָה שָׁנָה וְעֶשְׂרִים שָׁנָה וְשֶׁבַע שָׁנִים–שְׁנֵי חַיֵּי שָׂרָה

“E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.” (Bereshit/Gênesis 23:1)

A Torá começa a parashá não falando da morte de Sara, mas sim de sua vida. Não no fim, mas em todo o processo. Quando temos uma perda, seja de alguém ou de algo, é comum focarmos naquilo que nos falta, e não naquilo que, durante um bom tempo, o Eterno nos concedeu. Focar nas lembranças boas, ao invés de na ausência, nos ajuda a termos a perspectiva de que a ausência é apenas ilusória. Não há nada na natureza que se perca. O que há é transformação. E essa transformação abre espaço para que vivamos novas coisas. O Eterno muda nossas vidas, para que possamos evoluir de acordo com a vontade dEle. Pois Ele nos prepara para coisas grandiosas no mundo vindouro.

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Rito e Transformação (Os. 6:6)

כִּי חֶסֶד חָפַצְתִּי וְלֹא-זָבַח וְדַעַת אֱלֹהִים מֵעֹלוֹת

“Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Elohim, mais do que os holocaustos.” (Hoshea’/Oséias 6:6)

O povo de Israel é acusado pelo Eterno. O rito de sacrifícios e adoração acabaram se transformando num rito mecânico, sem que se produzisse em seu comportamento qualquer modificação. Os ritos da Torah foram estabelecidos por nossa causa, e não por causa do Eterno. Algo que foi, inclusive, observado por diversos dos principais exegetas judeus ao longo da história. Em sendo assim, o rito só tem valor se produzir em nós o devido efeito. A saber, coisas como arrependimento, lembrança, gratidão, fidelidade, obediência e amor. Sem isso, os ritos não têm qualquer efeito. Antes de se preocupar com qualquer rito, é fundamental compreender a sua função, e se permitir ser transformado pelas palavras da Torah.

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Esperança e Transformação (Ed. 3:12)

וְרַבִּים מֵהַכֹּהֲנִים וְהַלְוִיִּם וְרָאשֵׁי הָאָבוֹת הַזְּקֵנִים אֲשֶׁר רָאוּ אֶת-הַבַּיִת הָרִאשׁוֹן בְּיָסְדוֹ זֶה הַבַּיִת בְּעֵינֵיהֶם בֹּכִים בְּקוֹל גָּדוֹל וְרַבִּים בִּתְרוּעָה בְשִׂמְחָה לְהָרִים קוֹל

“Porém muitos dos kohanim, e lewiyim e chefes dos pais, já idosos, que viram a primeira casa, choraram em altas vozes quando à sua vista foram lançados os fundamentos desta casa; mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria.” (‘Ezra/Esdras 3:12)

É emocionante somente imaginar a sensação do povo ao ver o Templo do Eterno sendo reconstruído em Yerushalayim (Jerusalém), sentimento esse que esperamos ter em breve. Mas, para que isso se tornasse uma realidade, o povo trabalhou de forma incessante. Semelhantemente, se nós desejamos ver os tempos da Gueulah (Redenção), devemos esperar menos, e agir mais. Buscando a transformação em nossas vidas pessoais, estamos contribuindo para que esse tempo chegue em breve. A opção pela observância da Torah pode ser individual, mas o seu resultado é coletivo.

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