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Batalha contra o Mal (Ex. 17:11)

וְהָיָה כַּאֲשֶׁר יָרִים מֹשֶׁה יָדוֹ–וְגָבַר יִשְׂרָאֵל וְכַאֲשֶׁר יָנִיחַ יָדוֹ וְגָבַר עֲמָלֵק

“E acontecia que quando Moshé levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia `Amaleq.” (Shemot/Êxodo 17:11)

Esta passagem da Torá faz com que reflitamos sobre nossas atitudes. Simbolicamente, pode-se dizer que dentro de nós, há uma batalha constante entre Israel e `Amaleq. Isto é, uma batalha entre o seguir os caminhos do Eterno e dar vazão à iniquidade. As mãos de Moshé ficaram cansadas, e ele precisou não apenas de todas as suas forças, como também de ajuda para que permanecessem firmes. Da mesma forma, não ceder à tentação de sucumbir aos nossos desejos egoístas não deve ser encarado como algo fácil de fazer. Pode requerer uma atenção firme e contínua, e até mesmo a ajuda de terceiros. Manter-se firme é a forma que temos de caminhar em retidão, rumo às promessas do Criador.

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A Lição do Levedado (Ex. 13:7)

מַצּוֹת יֵאָכֵל אֵת שִׁבְעַת הַיָּמִים וְלֹא-יֵרָאֶה לְךָ חָמֵץ וְלֹא-יֵרָאֶה לְךָ שְׂאֹר–בְּכָל-גְּבֻלֶךָ

“Sete dias se comerá pães ázimos, e o levedado não se verá contigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos.” (Shemot/Êxodo 13:7)

A Torá nos dá duas ordens acerca do HameS (levedado): Não comer, e não ter conosco. A provável razão é porque se o povo tivesse em seu lar alimento levedado, seria tentado a consumi-lo. Essa preocupação da Torá nos ensina uma preciosa lição. Nossa abordagem quanto à transgressão deve ser dupla. Além de cuidarmos para não cometer, devemos também eliminar aquilo que nos tenta. Enquanto você se preocupa apenas em não transgredir, e não em evitar ser tentado, está fadado a muito fracasso e frustração. Evite a fonte que te incita, e suas chances de sucesso serão muito maiores.

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A Atração do Pecado (Pv. 1:10)

בְּנִי אִם-יְפַתּוּךָ חַטָּאִים אַל-תֹּבֵא

“Filho meu, se os pecadores procuram te atrair com agrados, não aceites.” (Mishlê/Provérbios 1:10)

É comum que pensemos no pecado como algo feio, sujo e obscuro. O que nem sempre nos damos conta é de que a transgressão pode ser extremamente atraente e sedutora. É comum que, diante do brilho e da vantagem que obteríamos caso cedêssemos, fiquemos balançados diante dos valores que o Eterno nos coloca. É importante ficar alerta, e lembrar: O momento em que estamos passando por uma tentação é a pior hora para tentarmos repensar nossos valores acerca dos mandamentos. Pois corremos o risco de ouvirmos à voz da tentação, ao invés da nossa consciência.

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Tentação e Prova (Dt. 13:4)

לֹא תִשְׁמַע אֶל-דִּבְרֵי הַנָּבִיא הַהוּא אוֹ אֶל-חוֹלֵם הַחֲלוֹם הַהוּא כִּי מְנַסֶּה יהוה אֱלֹהֵיכֶם אֶתְכֶם לָדַעַת הֲיִשְׁכֶם אֹהֲבִים אֶת-יהוה אֱלֹהֵיכֶם בְּכָל-לְבַבְכֶם וּבְכָל-נַפְשְׁכֶם

“Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Elothim vos prova, para saber se amais a YHWH vosso Elohim com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.” (Devarim/Deuteronômio 13:4)

É muito mais confortável pensar na figura de um ser maligno que nos tente, como em algumas outras religiões, do que ter que compreender a realidade complexa da Torah, que nos ensina taxativamente que é o próprio Criador quem nos testa e nos prova. É difícil imaginar porque o Eterno possa querer nos provocar à falha, e nos ver tropeçar. E se Ele já conhece as nossas limitações, pra quê precisa nos testar? O Eterno conhece o nosso interior, mas nós nem sempre conhecemos a nós mesmos. Enquanto não vemos nosso próprio tropeço, achamos que estamos espiritualmente saudáveis. Pense na tentação, portanto, não como uma punição, mas sim como uma oportunidade de colocar nossos corações à prova para que possamos enxergar onde precisamos corrigir nosso curso. Enxergando dessa maneira, poderemos ter um crescimento espiritual bem mais saudável.

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Evitando o Mal (Lv. 26:1)

לֹא-תַעֲשׂוּ לָכֶם אֱלִילִם וּפֶסֶל וּמַצֵּבָה לֹא-תָקִימוּ לָכֶם וְאֶבֶן מַשְׂכִּית לֹא תִתְּנוּ בְּאַרְצְכֶםלְהִשְׁתַּחֲו‍ֹת עָלֶיהָ כִּי אֲנִי יהוה אֱלֹהֵיכֶם

“Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque Eu sou YHWH vosso Elohim.” (Wayiqra/Levítico 26:1)

A Torah nos ordena a não apenas não adorarmos ídolos, mas também não os fazermos , nem permitirmos em que em nossa terra haja imagem deles. O objetivo da segunda proibição é evitar termos diante de nós qualquer coisa que nos instigue à transgressão. É importante remover de nossas vidas aquilo que provoca no nosso yesser hara’ (inclinação ao mal), para minimizar o risco de cairmos por nossas fraquezas. É mais fácil evitar uma situação de tentação do que resistir a ela.

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