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Felicidade Plena (Ec. 12:13)

סוֹף דָּבָר הַכֹּל נִשְׁמָע אֶת-הָאֱלֹהִים יְרָא וְאֶת-מִצְו‍ֹתָיו שְׁמוֹר כִּי-זֶה כָּל-הָאָדָם

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Elohim, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.” (Qohelet/Eclesiastes 12:13)

Por que o propósito de nossas vidas é ser temente ao Eterno, e obediente a Ele? O que dizer de outras coisas, como amar, ou ser feliz? E não estamos aqui, nesta vida, para adquirir sabedoria a fim de amadurecer para a existência no mundo vindouro? Todas essas coisas são importantes, mas o essencial ainda é o temor e a obediência. Por que? A resposta é simples: Porque obedecê-Lo não agrega nada para Ele. O Criador continua sendo o Supremo Senhor do universo, com ou sem a nossa obediência. Mas obedecer é entregar nossa vida a Ele, e confiar que Ele, muito mais do que nós, sabe o que precisamos desenvolver nesta vida, em preparação para o mundo vindouro. Guardar suas palavras é a chave para a felicidade plena.

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Torah ou Idolatria? (Os. 8:12)

אֶכְתָּב-לוֹ רֻבֵּי תּוֹרָתִי כְּמוֹ-זָר נֶחְשָׁבוּ

“Escrevi-lhe as grandezas da minha Torah, porém essas são estimadas como coisa estranha.” (Hoshea’/Oséias 8:12)

Mesmo diante das maravilhas da Torah, que se comprovam a cada dia, o Reino do Norte preferiu se enamorar da idolatria. Talvez considerassem a idolatria como mais espiritual, ou libertadora. Certamente a idolatria os fazia se sentirem bem. Afinal, não eram cobrados podiam se dedicar aos seus cultos irracionais. Porém, tudo isso era vazio e se esvaiu diante do exílio imposto pelo próprio Eterno. A grandeza da Torah está disponível a todo aquele que O busque, porém o Eterno jamais tolerará quem prefere a via fácil da idolatria. O bezerro do Reino do Norte era chamado pelo nome do Elohim de Israel, mas ainda assim era falso e não pôde livrar Efrayim de sua ruína. Assim será com todo aquele que se apóia na idolatria. Busquemos o Eterno enquanto há tempo.

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Sabedoria e Temor (Dt. 1:13)

הָבוּ לָכֶם אֲנָשִׁים חֲכָמִים וּנְבֹנִים וִידֻעִים לְשִׁבְטֵיכֶם וַאֲשִׂימֵם בְּרָאשֵׁיכֶם

“Tomai-vos homens sábios, entendidos e experimentados, segundo as vossas tribos, e eu os porei como cabeças sobre vós.” (Devarim/Deuteronômio 1:13)

Um dos segredos para a boa observância da Torah é buscar sempre pessoas sábias e entendidas para que possam ajudar em todas as questões. Aquele que depende unicamente de si corre o risco de sempre interpretar a Escritura a seu favor, e assim privar a Torah de poder exercer a transformação de vida que é tão necessária para que andemos em retidão. Buscar o caminho dos sábios é certificar-se de que não estamos nos iludindo, e desenvolvendo uma aparência de obediência, ao invés de um verdadeiro temor ao Eterno.

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Temor em Excesso (Nm. 27:4)

לָמָּה יִגָּרַע שֵׁם-אָבִינוּ מִתּוֹךְ מִשְׁפַּחְתּוֹ כִּי אֵין לוֹ בֵּן תְּנָה-לָּנוּ אֲחֻזָּה בְּתוֹךְ אֲחֵי אָבִינוּ

“Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra YHWH no grupo de Qorah; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.” (Badmibar/Números 27:4)

O próprio Eterno diz que o pedido das filhas de Selofhad (Zelofeade) foi justo. Não foi portanto, um ato de misericórdia, mas sim um ato de justiça. Contudo, é dito que Selofhad morreu em seu próprio pecado, e não com o grupo de Qorah (Corá) – o que indica que seu pecado não era grave o suficiente para que ele ficasse sem descendentes. Há religiões que se sustentam sobre sentimentos pesados de culpa, igualando todo e qualquer tipo de pecado, e suas consequências. Não é assim com a Torah. O Eterno é, antes de mais nada, justo. Sua punição não é nem desproporcional, nem cruel, nem tampouco Ele deixa de levar em consideração todas as variáveis envolvidas, em seu juízo. Acima de tudo, Ele é muito mais justo do que os seres humanos. Não há porque temer sofrer dEle punição excessivamente severa. Isso negaria a Sua justiça. É preciso ter cuidado, pois o temor em excesso, e injustificado, pode nos paralisar, e nos desmotivar a caminhar na Torah.

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Benefício (Nm. 1:19)

כַּאֲשֶׁר צִוָּה יהוה אֶת-מֹשֶׁה וַיִּפְקְדֵם בְּמִדְבַּר סִינָי

“Como YHWH ordenara a Moshe, assim os contou no deserto de Sinai.” (Badmibar/Números 1:19)

Por que o Eterno mandaria Moshe contar o povo? Não poderia o Eterno simplesmente revelar a Moshe a soma dos filhos de Israel? A resposta revela o sentido da Torah: O ato de contar fez com que todo o povo se envolvesse. O Eterno não extrai qualquer benefício das miswot (mandamentos) que realizamos. Elas foram dadas para nosso benefício, e para nosso envolvimento. Quanto mais nos envolvemos na prática dAquilo que Ele nos instruiu, mas nos beneficiamos das bênçãos que são proporcionadas através delas. Devemos cumprir a Torah por amor a Ele, mas devemos também ter em mente que o cumprimento da Torah foi dado por amor de nós.

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Fonte de Vida (Pv. 13:14)

תּוֹרַת חָכָם מְקוֹר חַיִּים לָסוּר מִמֹּקְשֵׁי מָוֶת
“A Torah do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.” (Mishlê/Provérbios 13:14)

O termo Torah significa “instrução” e sua raiz, literalmente, apontar o caminho. O objetivo principal da Torah é nos ensinar a viver bem. Viver bem conosco mesmo, com nosso corpo, com nossa mente, com nosso semelhante, e com o Eterno. Nem sempre, aquilo que é bom e saudável é aquilo que nós desejamos. É preciso ter força e lembrar que a instrução (Torah) que o Eterno nos ensina através de pessoas sábias é fonte de vida, para nos afastar das armadilhas da morte. Pois uma pessoa sem Torah, mesmo que viva, é como se estivesse morta, sem instrução, propósito ou fundamento para a iluminar.

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A Luz da Torah (Pv. 8:13)

יִרְאַת יהוה שְׂנֹאת-רָע גֵּאָה וְגָאוֹן וְדֶרֶךְ רָע וּפִי תַהְפֻּכוֹת שָׂנֵאתִי
“O temor de YHWH é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.” (Mishlê/Provérbios 8:13)

Toda a Torah tem por objetivo conduzir ao temor do Eterno. Logo, toda a Torah tem por objetivo nos ensinar a odiarmos o mal, a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa. Qualquer pessoa que diz amar a Torah e é soberbo, arrogante, e perverso de boca, está anulando a Torah, e tornando-a vazia. Vivamos uma Torah que faça com que as pessoas ao nosso redor enxerguem a nossa presença como uma influência positiva. As pessoas precisam de luz, e a luz da Torah só pode ser vista se as ações corresponderem ao que está em nossos corações.

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