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Esforço x Resultado (2 Rs. 14:3)

וַיַּעַשׂ הַיָּשָׁר בְּעֵינֵי יהוה–רַק לֹא כְּדָוִד אָבִיו כְּכֹל אֲשֶׁר-עָשָׂה יוֹאָשׁ אָבִיו עָשָׂה

“E fez o que era reto aos olhos do Senhor, ainda que não como seu pai Davi; fez, porém, conforme tudo o que fizera Yo’ash seu pai.” (Melakhim Bet/2 Reis 14:3)

Esta passagem das Escrituras é profundamente reveladora. Amasyahu (Amazias) foi um rei reto aos olhos do Eterno. Ainda que não tenha atingido o patamar de Dawid, andou em integridade segundo o que lhe havia ensinado seu pai. Frequentemente, nos frustramos porque não conseguimos atingir determinados patamares de santidade. No entanto, o Eterno nos avalia segundo o contexto em que estamos inseridos. Amasyahu não teve condições de fazer tanto quanto poderia, se seu pai o tivesse instruído melhor. Contudo, o Eterno não avalia o resultado obtido, mas sim o grau de esforço para se chegar a esse patamar. E, por razão disso, Amasyahu foi considerado justo perante o Criador. Preocupe-se com o esforço, e não com o resultado. Pois assim você será avaliado(a) perante o Juiz de todas as coisas.

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Expiação e Santidade (Lv. 1:4)

וְסָמַךְ יָדוֹ עַל רֹאשׁ הָעֹלָה וְנִרְצָה לוֹ לְכַפֵּר עָלָיו

“E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.” (Wayiqrá/Levítico 1:4)

Uma forma de expiação prescrita na Torá é pautada na cultura dos povos semitas: A utilização de uma animal, em lugar do transgressor. Esse tipo de expiação, contudo, traz um aspecto fundamental, que é o reconhecimento do transgressor de que ele merecia tal punição. Perante o Eterno, o que tinha valor não era a forma cultural da expiação, mas justamente a admissão de culpa por parte daquele que cometeu o pecado. Para que sejamos efetivamente perdoados, é muito importante termos a coragem de assumir nossos erros. Porque somente através dessa admissão é possível dar início à transformação que levará à santidade.

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Questão de Foco (Ex. 39:30)

וַיַּעֲשׂוּ אֶת-צִיץ נֵזֶר-הַקֹּדֶשׁ זָהָב טָהוֹר וַיִּכְתְּבוּ עָלָיו מִכְתַּב פִּתּוּחֵי חוֹתָם–קֹדֶשׁ לַיהוה

“Fizeram também, de ouro puro, a lâmina da coroa de santidade, e nela escreveram o escrito como de gravura de selo: SANTIDADE A ADONAY.” (Shemot/Êxodo 39:30)

A coroa de santidade trazia a expressão “Qadosh LADONAY”. A primeira palavra (Santidade) tinha aproximadamente a metade do tamanho da segunda (a ADONAY). Isso mostra uma preocupação da Torá de demonstrar que o status do sumo sacerdote não poderia ser equiparado ao do Eterno. O que tornava o sumo sacerdote especial não era um atributo pessoal, mas sim a função a ele designada pelo próprio Criador. Nosso foco deve sempre estar nEle, jamais em homens, se desejamos realmente ter com Ele um relacionamento. Ele jamais dividirá a Sua glória. Isso é importante ter em mente quando nos sentimos frustrados. O que nos frustra é o Eterno, ou os homens que, com suas atitudes arrogantes e ditatoriais, se colocam em pé de igualdade com Ele? A verdadeira santidade passa por reconhecer que tudo é para Ele.

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Cuidado (Ex. 19:14)

וַיֵּרֶד מֹשֶׁה מִן-הָהָר אֶל-הָעָם וַיְקַדֵּשׁ אֶת-הָעָם וַיְכַבְּסוּ שִׂמְלֹתָם

“Então Moshé desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram as suas roupas.” (Shemot/Êxodo 19:14)

Em toda a Torá, há um grande cuidado que é prescrito para a aproximação da presença do Criador. O fato de não nos aproximarmos de qualquer maneira simboliza duas coisas importantes: A primeira, a santidade do Eterno. Ao nos aproximarmos de forma especial, reconhecemos que Ele está acima de todas as coisas. A segunda, o entendimento do profundo cuidado que temos que ter com Ele, e o Seu serviço. O acesso que temos ao Criador não deve ser tomada com excesso de liberalidade. É importante cuidarmos de tudo aquilo que nos é precioso. Isso inclui o relacionamento com o Sagrado, bendito seja Ele.

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O Lar é um Santuário (Dt. 7:26)

וְלֹא-תָבִיא תוֹעֵבָה אֶל-בֵּיתֶךָ וְהָיִיתָ חֵרֶם כָּמֹהוּ שַׁקֵּץ תְּשַׁקְּצֶנּוּ וְתַעֵב תְּתַעֲבֶנּוּ כִּי-חֵרֶם הוּא

“Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas separado para destruição, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque é separada para destruição.” (Devarim/Deuteronômio 7:26)

É difícil viver em um mundo que caminha distante do Criador e de seus preceitos. Em nosso dia-a-dia, frequentemente nossos valores morais e espirituais são colocados em cheque. Por essa razão, mais do que nunca é fundamental cuidar do próprio lar. O lar de todo aquele que ama o Eterno deve ser como um santuário para o Criador. É importante barrar e impedir que a imundícia adentre nossas casas. Caso contrário, onde poderemos ter paz? A presença do Eterno não habita onde há imundícia. Se desejamos ser luz para um mundo enfermo, é preciso começar cuidando do próprio lar. Nem que isso exija de nós firmeza de posicionamento.

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Consagração (Lv. 27:14)

וְאִישׁ, כִּי-יַקְדִּשׁ אֶת-בֵּיתוֹ קֹדֶשׁ לַיהוָה–וְהֶעֱרִיכוֹ הַכֹּהֵן בֵּין טוֹב וּבֵין רָע: כַּאֲשֶׁר יַעֲרִיךְ אֹתוֹ הַכֹּהֵן כֵּן יָקוּם

“E quando alguém consagrar a sua casa para ser santa a YHWH, o kohen a avaliará, seja boa ou seja má; como o kohen a avaliar, assim será.” (Wayiqra/Levítico 27:14)

Muitos distorcem o conceito de consagração, acreditando poder consagrar objetos que eles próprios irão utilizar. Na Torah, porém, consagrar objetos significava doá-los ao Eterno, e os objetos eram entregues aos kohanim (sacerdotes) ou resgatados pela avaliação de seu valor. Se desejarmos consagrar algo ao Criador, que sejam nossas próprias vidas, separadas e distintas de toda transgressão, e entregues a servi-Lo a todo tempo. E isso passa por buscar conhecê-Lo, para verdadeiramente fazer a Sua vontade, e não aquilo que achamos ser o certo. Buscar a santidade é um gesto de amor.

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O Santo e o Mundano (Ez. 42:20)

לְאַרְבַּע רוּחוֹת מְדָדוֹ חוֹמָה לוֹ סָבִיב סָבִיב–אֹרֶךְ חֲמֵשׁ מֵאוֹת וְרֹחַב חֲמֵשׁ מֵאוֹת לְהַבְדִּיל בֵּין הַקֹּדֶשׁ לְחֹל

“Mediu pelos quatro lados; e havia um muro em redor, de quinhentas canas de comprimento, e quinhentas de largura, para fazer separação entre o santo e o mundano.” (Yehezqel/Ezequiel 42:20)

Um dos objetivos de quem serve ao Eterno deve ser fazer separação entre aquilo que é sagrado e o que é mundano, comum. Estes estão entre os principais objetivos de coisas como Shabat, kashrut, entre outros preceitos da Torah. Mas, mais importante do que a separação externa, é a interna. Aquilo que é sagrado deve ter um local de destaque em nossos corações. Um local inconfundível, distinto das demais coisas. E deve estar no cerne dos objetivos de nossas vidas.

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Santidade no Dia-a-Dia (Lv. 22:7)

וּבָא הַשֶּׁמֶשׁ וְטָהֵר וְאַחַר יֹאכַל מִן-הַקֳּדָשִׁים כִּי לַחְמוֹ הוּא

““E havendo-se o sol já posto, então será limpo, e depois comerá das coisas santas; porque este é o seu pão.” (Wayiqra/Levítico 22:7)

O kohen (sacerdote) que estivesse em estado de impureza deveria primeiro se purificar, para depois comer do pão daquilo que pertencia às coisas do Hekhal (Santuário). A preocupação com levarmos uma vida de santidade deve geralmente preceder as coisas cotidianas. Isto é, aquilo que fazemos deve antes ser santo, e não aquilo que é santo ser definido por aquilo que fazemos. Acima de tudo, deve estar o nosso compromisso com a Torah, pois essa é a maior missão de nossas vidas.

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Pureza (Ex. 27:20)

וְאַתָּה תְּצַוֶּה אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל וְיִקְחוּ אֵלֶיךָ שֶׁמֶן זַיִת זָךְ כָּתִית–לַמָּאוֹר לְהַעֲלֹת נֵר תָּמִיד

“Tu pois ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveiras, batido, para a Menorah, para fazer arder as lâmpadas continuamente.” (Shemot/Êxodo 27:20)

Os filhos de Israel deveriam trazer para a Menorah azeite puro, continuamente. A pureza é um dos principais elementos na construção do Mishkan (Tabernáculo). Diversas ofertas, e objetos, eram feitos de único material puro, sem misturas. Da mesma forma, devemos oferecer continuamente ao Eterno uma pureza de atitude. E o que é ser puro? É deixar-se guiar somente pela Sua Torah, mesmo quando para isso precisamos deixar de lado nossos próprios desejos.

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Habitando com Ele (Ex. 25:8)

וְעָשׂוּ לִי מִקְדָּשׁ וְשָׁכַנְתִּי בְּתוֹכָם

“E me farão um Santuário, e habitarei no meio deles.” (Shemot/Êxodo 25:8)

O povo de Israel deveria fazer ao Eterno um Santuário (Miqdash) para que Ele sempre estivesse no seu meio. Mesmo sem o Bet HaMiqdash (Templo), o Eterno continua a habitar no meio de Israel. E onde Ele habita? Nos nossos atos de santidade. Todas as vezes em que agimos de forma a nos separarmos do mal, e a separarmos tempo para Ele e para agirmos segundo a Sua vontade, estamos estabelecendo um Santuário para o Criador em nossas vidas. E Ele jamais se apartará de nós.

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