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Moderação (Pv. 20:1)

לֵץ הַיַּיִן הֹמֶה שֵׁכָר וְכָל-שֹׁגֶה בּוֹ לֹא יֶחְכָּם

“O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio.” (Pv. 20:1)

Ao contrário de muitas religiões que praticam abstinência, o vinho e a bebida alcoólica fazem parte da rotina das celebrações de Israel. Todavia, é preciso ter cuidado, pois beber é diferente de se embebedar. Muita gente procura classificar uma prática simplesmente como ‘certa’ ou ‘errada’, quando na realidade a questão principal está na nossa capacidade de contermos nosso desejo, e agirmos com moderação. Não apenas com relação à bebida, mas em todos os nossos atos. Sem moderação, é impossível agradarmos ao Criador.

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Desejo Próprio (Pv. 18:1)

לְתַאֲוָה יְבַקֵּשׁ נִפְרָד בְּכָל-תּוּשִׁיָּה יִתְגַּלָּע

“Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria.” (Mishlê/Provérbios 18:1)

Não é incomum que as pessoas que despertam para a Torah acabem adotando uma postura de isolamento, que praticamente as leva a fundarem suas próprias religiões pessoais. No entanto, Mishlê (Provérbios) alerta para o perigo de que aquele que se isola não esteja buscando a verdade, mas sim o seu próprio desejo. Dentre eles, o mais perigoso é o de ser sábio aos seus próprios olhos. Existem boas razões pelas quais a Torah estabelece uma Corte Mosaica, para conduzir o povo. Parte de abdicar do próprio desejo está em aceitarmos que não sabemos todas as coisas, e entendermos que a Torah privilegia o que é melhor para a comunidade.

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Atos de Sabedoria (Ex. 28:2)

וְאַתָּה תְּדַבֵּר אֶל-כָּל-חַכְמֵי-לֵב אֲשֶׁר מִלֵּאתִיו, רוּחַ חָכְמָה וְעָשׂוּ אֶת-בִּגְדֵי אַהֲרֹן לְקַדְּשׁוֹ–לְכַהֲנוֹ-לִי

“Falarás também a todos os que são sábios de coração, a quem eu tenho enchido do sopro da sabedoria, que façam vestes a Aharon para santificá-lo; para que me administre o ofício sacerdotal.” (Shemot/Êxodo 28:2)

Para que Aharon (Aarão) pudesse oficiar perante o Eterno, foi ordenado que pessoas sábias fizessem vestes especiais. Todas as vezes que, nas Escrituras, a sabedoria é concedida pelo próprio Eterno, é para serviço dEle e para andar em Seus caminhos. Busquemos sempre a sabedoria que nos faz andar em retidão, e servir a Ele. Ser sábio só é útil quando gera capacidade de transformação de vida, seja para iluminar as nossas próprias vidas, ou as vidas das pessoas próximas a nós, alinhando-as com a vontade do Eterno. Essa é a verdadeira sabedoria.

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Tempo da Sabedoria (Jó 32:4)

וֶאֱלִיהוּ חִכָּה אֶת-אִיּוֹב בִּדְבָרִים כִּי זְקֵנִים-הֵמָּה מִמֶּנּוּ לְיָמִים
“Elihu, porém, esperou para falar a Iyov, porquanto tinham mais idade do que ele.” (Iyov/Jó 32:4)

O discurso de Elihu é o mais sensato dentre os amigos de Iyov (Jó), e o único a admitir que o justo frequentemente sofre por providência do próprio Eterno, por causa de um bem maior ainda não revelado. Porém, Elihu era jovem, e soube aguardar com humildade a hora de falar, mesmo diante da tolice dos demais. Saber aguardar a hora de agir, e de falar, mesmo quando diante de situações e falas absurdas, é a chave para que a sua sabedoria possa produzir resultados, ao invés de produzir apenas ressentimento.

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Conhecimento (Ec. 1:18)

“E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão.” (Cohelet/Eclesiastes 1:17)

Até a busca de sabedoria, tão elogiada por Shlomo (Salomão) em Mishlei (Provérbios), pode ser um ato de vaidade, conforme é reconhecido por Cohelet (Eclesiastes). Há quem busque sabedoria apenas para ser maior do que os demais, como o caso descrito no contexto do verso. Praticar a Torah, e a fé no Elohim de Israel, antes de mais nada é um ato de humildade, e de esvaziamento. Qualquer ação, por mais nobre que pareça, que não for regida por esses princípios, resultará em vaidade.

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