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Odiado sem razão (Jr. 15:10)

אוֹי-לִי אִמִּי–כִּי יְלִדְתִּנִי אִישׁ רִיב וְאִישׁ מָדוֹן לְכָל-הָאָרֶץ לֹא-נָשִׁיתִי וְלֹא-נָשׁוּ-בִי כֻּלֹּה מְקַלְלַוְנִי

“Ai de mim, ó minha mãe, que me geraste, para tornar-se objeto de disputa e de discórdia em toda a terra! Não sou credor nem devedor, e, no entanto, todos me maldizem.” (Yirmiyahu/Jeremias 15:10)

Ser odiado sem razão é tão doloroso, que até o profeta do Eterno sofria com isso. Todavia, se você se coloca numa posição de agir somente em retidão, de não se corromper, não se vender aos valores deste mundo, nem se deixar levar por suas distorções, é quase certo que em dado momento será odiado. Talvez tanto quanto, ou até mais, do que o profeta. A dor do ódio infundado não é um sofrimento gratuito. Ela só se torna suportável quando criamos um vínculo fortíssimo com o Criador, que nos permite encarar a adversidade e não cair. Esse vínculo é o objetivo principal do sofrimento. Ele permitirá que grandes coisas sejam feitas para que a obra do mundo vindouro seja fundamentalmente sustentada em retidão. Para que a construção seja perfeita, os obreiros precisam ser fortes. E para que sejam fortes, precisam ser depurados. Quando estiver sofrendo, lembre-se disso: O sofrimento é passageiro, mas a experiência adquirida irá fundamentar a eternidade.

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A Importância da Integridade (Pv. 28:18)

הוֹלֵךְ תָּמִים יִוָּשֵׁעַ וְנֶעְקַשׁ דְּרָכַיִם יִפּוֹל בְּאֶחָת

“O que caminha na integridade, será salvo; quem seguir por caminhos tortuosos cairá no fosso.” (Mishlê/Provérbios 28:18)

Uma das coisas mais importantes de tomarmos cuidado é a nossa integridade, que é algo que não tem preço. Os servos do Altíssimo nisto são reconhecidos: Permanecem na integridade a todo instante. Por si só, a integridade já seria extremamente importante, pois um bom nome, reto e íntegro, é uma grande virtude a ser reconhecida. Mas, além disso, há sabedoria também na compreensão de que, quando o íntegro de coração clama ao Eterno, Ele o livrará de todo o mal.

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Como ser Luz (Dn. 12:3)

וְהַמַּשְׂכִּלִים–יַזְהִרוּ כְּזֹהַר הָרָקִיעַ; וּמַצְדִּיקֵי הָרַבִּים כַּכּוֹכָבִים לְעוֹלָם וָעֶד

“Os que forem sábios, resplandecerão como o brilho do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça como as estrelas para todo o sempre.” (Daniel 12:3)

Hoje você passará por pessoas que precisam de vocês. Ao longo das próximas vinte e quatro horas, você irá encontrar gente que precisa de compreensão; ou de um abraço ou outra demonstração de carinho; de perdão ou de ajuda para perdoar; de uma palavra de conselho ou sabedoria; de dinheiro, alimento ou outro recurso material; ou simplesmente de que alguém diga que o Eterno está no comando. Inúmeras dessas pequenas bênçãos se apresentam diariamente. Se você deseja ser luz, aja como tal, transformando a escuridão ao seu redor, e o Eterno se agradará e trará novas oportunidades.

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As Vestes Sacerdotais (Ex. 28:2)

וְעָשִׂיתָ בִגְדֵי-קֹדֶשׁ לְאַהֲרֹן אָחִיךָ לְכָבוֹד וּלְתִפְאָרֶת.

“E farás vestes sagradas a Aharon teu irmão, para glória e ornamento.” (Shemot/Êxodo 28:2)

Se o objetivo do Eterno jamais foi a ostentação, por que determinar que as vestes de Aharon (Aarão) fossem para glória e ornamento, gerando destaque entre os filhos de Israel? Na verdade, a vestimenta do kohen hagadol (sumo sacerdote) remetia aos reis e príncipes no Oriente Médio antigo. Assim, o Eterno ilustra o que Ele desejava: A vestimenta de Aharon, por mais bela que fosse, havia sido totalmente determinada pelo Eterno, e só deveria ser utilizada no Seu serviço. Isso nos indica que, mesmo em meio à abundância, todas as nossas ações devem estar sujeitas ao Criador. Tudo o que chega até nós vem por ordem e intermédio dEle. Assim sendo, para que estejamos prontos para receber tudo aquilo que Ele tem por bênção para nós, devemos nos sujeitar a aplicar toda a nossa vida dentro da Sua vontade.

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Prosperidade Decorrente (Jó 1:1)

אִישׁ הָיָה בְאֶרֶץ-עוּץ אִיּוֹב שְׁמוֹ וְהָיָה הָאִישׁ הַהוּא תָּם וְיָשָׁר וִירֵא אֱלֹהִים–וְסָר מֵרָע

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Iyobh; e era este homem íntegro, reto e temente a Elohim e desviava-se do mal.” (Iyobh/Jó 1:1)

O livro de Iyobh (Jó) começa de maneira intrigante. Antes mesmo de narrar que Iyobh tinha muitas posses e uma vida próspera, o texto bíblico afirma que ele era íntegro e reto diante do Criador. Essa é uma inversão proposital. Enquanto o ser humano olha para a abundância e julga que determinada pessoa está agradando o Eterno, a Escritura faz questão absoluta de desvincular a fidelidade de Iyobh dos seus bens materiais. Essa é uma importante lição para aqueles que tentam barganhar com o Eterno, prometendo fidelidade caso sejam abençoados. Iyobh, contudo, não era íntegro porque era abençoado, mas sim era abençoado por ser íntegro. Sua integridade vinha pelo reconhecimento do Criador, e não movido pelo desejo de ser beneficiado. É importante que nossa conduta sempre seja assim: Servindo e sendo grato, independentemente do que o Eterno irá nos prover. Aquele que consegue chegar nesse caminho não precisará implorar bênçãos, pois elas decorrerão naturalmente.

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Misericórdia x Favorecimento (Ex. 23:3)

וְדָל לֹא תֶהְדַּר בְּרִיבוֹ

“Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.” (Shemot/Êxodo 23:3)

Ao mesmo tempo em que as Escrituras falam sobre a importância de uma sociedade justa, e do amor e da misericórdia para com os menos favorecidos, também afirma que não se deve, no âmbito da justiça, favorecer uma pessoa porque ela tem menos recursos. Afinal, a justiça deve ser igual para todos. Essa lição da Torá é muito preciosa, pois infelizmente muitos confundem misericórdia com favorecimento. Agir em amorosidade para com um alguém menos afortunado não pode servir de pretexto para que se favoreça tal pessoa quando se julga entre ela e outra mais afortunada. Esse erro é muito comum de ocorrer em família, com pais que favorecem um filho que nasceu enfermo. Ou em ambientes de trabalho, com chefes favorecendo funcionários mais humildes porque supostamente precisam mais. Todas essas coisas são uma perversão grave da imparcialidade exigida pelo Eterno para a aplicação da justiça. Há tempo e espaço para ser misericordioso, assim como há momento e lugar para ser justo. A misericórdia não deve perverter a justiça, nem a retidão ser sobrepujada pela compaixão..

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Justo e Injusto (Dt. 25:1)

כִּי-יִהְיֶה רִיב בֵּין אֲנָשִׁים וְנִגְּשׁוּ אֶל-הַמִּשְׁפָּט וּשְׁפָטוּם וְהִצְדִּיקוּ אֶת-הַצַּדִּיק וְהִרְשִׁיעוּ אֶת-הָרָשָׁע

“Quando houver contenda entre alguns, e vierem a juízo, para que os julguem, ao justo justificarão, e ao injusto condenarão.” (Debharim/Deuteronômio 25:1)

A recomendação acima era dada aos Batê Din (tribunais) em Israel: Os juízes, ao julgarem um caso, deveriam ser totalmente objetivos e, dentro da medida do possível, imparciais. Mas, também serve como uma referência geral sobre o que o Eterno espera de nós. Muitas vezes avaliamos situações com base em gostarmos ou não de uma pessoa, em nos identificarmos ou não com o que ela está vivendo, e temos ainda a tendência de privilegiar pessoas menos favorecidas, ou de quem temos pena, em nossos juízos de valores. Embora haja espaço, na Torá, para as amizades, para a misericórdia, e para o auxílio aos necessitados, isso não deve conduzir ou guiar nossas avaliações. O que é justo e correto, o é independentemente de quem o pratica ou diz. O mesmo se pode dizer para o que é injusto ou errado. Sejamos imparciais perante os homens, na medida do que nos for possível, para sermos tidos como retos perante o Criador.

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Integridade e Prioridade (Pv. 21:3)

עֲשֹׂה צְדָקָה וּמִשְׁפָּט– נִבְחָר לַיהוָה מִזָּבַח

“Fazer justiça e juízo é mais aceitável a ADONAY do que sacrifício.” (Mishlê/Provérbios 21:3)

A ritualística da Torá é bastante completa e sofisticada, e objetiva nos manter conscientes do Criador a todo tempo. Todavia, os ritos existem por nossa causa, isto é, pela necessidade que o ser humano tem de algo concreto para conseguir direcionar sua mente e seu coração ao Eterno. No entanto, não devemos nos iludir em direcionar nossos principais esforços a tais coisas, sem contudo nos ocuparmos de moldar nosso caráter, integridade e amorosidade. Sem isso, qualquer outra coisa se torna absolutamente vazia, e até mesmo desnecessária. Esse é o sentido da recomendação de Mishlê (Provérbios).

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A Bondade de Muitos (Pv. 20:6)

מַעֲנֶה-רַּךְ יָשִׁיב חֵמָה וּדְבַר-עֶצֶב, יַעֲלֶה-אָף

“Muitos há que proclamam a sua própria bondade; mas o homem fiel, quem o achará?” (Mishlê/Provérbios 20:6)

Observe à sua volta. Quantas pessoas proclamam a si próprias como modelos? Quantas criticam as demais sempre que podem? Quantas usam a bandeira de uma causa como pretexto para agir em iniquidade, e ainda se dizerem boas? Não se surpreenda com os números. Já dizia Mishlê (Provérbios) que assim age a multidão de homens. E por que dizer isso? Para nos ensinar que temos que ser diferentes. Nossa retidão não deve estar em auto-proclamações, em palavras bonitas, em críticas a terceiros, mas sim em nossas atitudes. Agir em retidão é ser fiel ao Eterno. O objetivo da Torá é produzir pessoas dessa raridade. Sem isso, tudo mais é em vão.

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Coluna de Nuvem e Fogo (Especial Dia do Holocausto)

לֹא-יָמִישׁ עַמּוּד הֶעָנָן יוֹמָם וְעַמּוּד הָאֵשׁ לָיְלָה–לִפְנֵי הָעָם

“Nunca tirou de diante do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite.” (Shemot/Êxodo 13:22)

O Eterno esteve com o povo de Israel durante toda a escravidão no Egito e travessia do deserto. No entanto, foi preciso atravessar o deserto. Da mesma maneira, o Eterno preservou Israel da aniquilação durante o holocausto, o que não impediu que o povo sofresse perseguição e destruição. Quando olhamos para o alto, observamos que tanto em nossos melhores momentos quanto em nossos piores, o Eterno sempre nos foi por coluna de nuvem, e coluna de fogo. Sempre ao nosso lado, mesmo quando parecia distante. Há coisas que jamais entenderemos em vida, mas permanece a nossa certeza de que Ele é por nós. Assim também é com todo aquele que busca viver em justiça perante Ele.

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