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Rejeição e Abandono (Gn. 21:16)

וַתֹּאמֶר שָׂרָה–צְחֹק עָשָׂה לִי אֱלֹהִים כָּל-הַשֹּׁמֵעַ יִצְחַק-לִי

“E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.” (Bereshit/Gênesis 21:16)

O desespero de Hagar era passar mais uma vez pela mesma situação: de abandono e rejeição. E Hagar, sendo uma serva, era a que menos tinha culpa ou responsabilidade no plano malfeito de Sara de dar um herdeiro a Avraham. Por que ela tinha que sofrer? No entanto, o Eterno sabia que seria um desastre que aquelas duas famílias crescessem juntas. Ao permitir a situação da partida de Hagar, o Eterno deixa claro que também iria cuidar dela e de seu filho. Às vezes o Eterno nos permite passarmos por situações que podem nos fazer sentir desespero e rejeição. Mas, é preciso confiar nEle, pois nem sempre enxergamos que o maior sofrimento, a longo prazo, pode estar em permanecer na companhia daqueles que nos causam mal. A partir desse momento, Hagar teria a chance de recomeçar. E assim também pode ser conosco.

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Consolo (Gn. 29:31)

וַיַּרְא יְהוָה כִּי-שְׂנוּאָה לֵאָה וַיִּפְתַּח אֶת-רַחְמָהּ; וְרָחֵל עֲקָרָה

“Vendo, pois, YHWH que Leah era desprezada, abriu a sua madre; porém Raẖel era estéril.” (Bereshit/Gênesis 29:31)

A dor de Leah, desprezada aos olhos de seu esposo, foi observada pelo Eterno, que em contra-partida a abençoou. O Eterno não agiu contra o livre arbítrio de Ya’aqov (Jacó) sobre a forma de tratar sua esposa, mas encontrou uma forma de compensá-la. Até hoje, Leah é a mãe da maior parte do povo de Israel. Frequentemente, sofremos a dor da rejeição por parte de pessoas próximas. Rejeição essa que pode vir de diversas maneiras, e em diversos tipos de relacionamento. Porém, o Eterno sempre encontra uma forma de consolar um coração desprezado. Confie a Ele a sua dor, pois Ele sempre encontra uma forma de nos confortar.

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