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As Vestes Sacerdotais (Ex. 28:2)

וְעָשִׂיתָ בִגְדֵי-קֹדֶשׁ לְאַהֲרֹן אָחִיךָ לְכָבוֹד וּלְתִפְאָרֶת.

“E farás vestes sagradas a Aharon teu irmão, para glória e ornamento.” (Shemot/Êxodo 28:2)

Se o objetivo do Eterno jamais foi a ostentação, por que determinar que as vestes de Aharon (Aarão) fossem para glória e ornamento, gerando destaque entre os filhos de Israel? Na verdade, a vestimenta do kohen hagadol (sumo sacerdote) remetia aos reis e príncipes no Oriente Médio antigo. Assim, o Eterno ilustra o que Ele desejava: A vestimenta de Aharon, por mais bela que fosse, havia sido totalmente determinada pelo Eterno, e só deveria ser utilizada no Seu serviço. Isso nos indica que, mesmo em meio à abundância, todas as nossas ações devem estar sujeitas ao Criador. Tudo o que chega até nós vem por ordem e intermédio dEle. Assim sendo, para que estejamos prontos para receber tudo aquilo que Ele tem por bênção para nós, devemos nos sujeitar a aplicar toda a nossa vida dentro da Sua vontade.

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Prosperidade Decorrente (Jó 1:1)

אִישׁ הָיָה בְאֶרֶץ-עוּץ אִיּוֹב שְׁמוֹ וְהָיָה הָאִישׁ הַהוּא תָּם וְיָשָׁר וִירֵא אֱלֹהִים–וְסָר מֵרָע

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Iyobh; e era este homem íntegro, reto e temente a Elohim e desviava-se do mal.” (Iyobh/Jó 1:1)

O livro de Iyobh (Jó) começa de maneira intrigante. Antes mesmo de narrar que Iyobh tinha muitas posses e uma vida próspera, o texto bíblico afirma que ele era íntegro e reto diante do Criador. Essa é uma inversão proposital. Enquanto o ser humano olha para a abundância e julga que determinada pessoa está agradando o Eterno, a Escritura faz questão absoluta de desvincular a fidelidade de Iyobh dos seus bens materiais. Essa é uma importante lição para aqueles que tentam barganhar com o Eterno, prometendo fidelidade caso sejam abençoados. Iyobh, contudo, não era íntegro porque era abençoado, mas sim era abençoado por ser íntegro. Sua integridade vinha pelo reconhecimento do Criador, e não movido pelo desejo de ser beneficiado. É importante que nossa conduta sempre seja assim: Servindo e sendo grato, independentemente do que o Eterno irá nos prover. Aquele que consegue chegar nesse caminho não precisará implorar bênçãos, pois elas decorrerão naturalmente.

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Falsa Prosperidade (Dt. 29:16)

וַתִּרְאוּ אֶת-שִׁקּוּצֵיהֶם וְאֵת גִּלֻּלֵיהֶם–עֵץ וָאֶבֶן כֶּסֶף וְזָהָב אֲשֶׁר עִמָּהֶם

“E vistes as suas abominações, e os seus ídolos, o pau e a pedra, a prata e o ouro que havia entre eles.” (Debharim/Deuteronômio 29:16)

Um dos motivos pelos quais houve pragas no Egito era justamente para que o povo pudesse dissociar imagens de ídolos com a prosperidade natural que os egípcios gozavam por estarem numa região privilegiada, à margem do Nilo. E perceber o quão frágil é o caminho da rebeldia ao Eterno. Agora, quando Israel estava prestes a entrar na terra da promessa, era necessário compreender que a prosperidade vinha da confiança no Eterno, sem o qual estabelecer-se na terra se tornaria tarefa quase impossível. De forma análoga, não devemos nos deixar levar por aquilo que oferece prosperidade, mas que nos desvia dos caminhos do Criador, pois de nada adianta se apoiar numa fundação frágil. Melhor é sempre permitir que a verdade do Criador nos conduza, pois essa é a abundância que não depende de circunstâncias externas, uma vez que o Eterno cuida de nós todos os dias de nossas vidas.

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O Segredo da Bênção (Nm. 6:27)

וְשָׂמוּ אֶת-שְׁמִי עַל-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל וַאֲנִי אֲבָרְכֵם

“Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.” (Bamidbar/Números 6:27)

O texto da Torá não é muito claro acerca de quem o Eterno iria abençoar, se os filhos de Israel, ou se os kohanim (sacerdotes) que sobre eles pronunciariam a bênção. Ibn `Ezra afirma que seria a segunda alternativa. A razão é que, ao cumprirem o mandamento de abençoarem os filhos de Israel, os kohanim seriam abençoados. Podemos pensar em três bênçãos: Ao abençoar os filhos de Israel, estariam abençoando a si próprios. Ao abençoarem as demais tribos, eles também teriam maior abundância. E, por fim, ao cumprirem o mandamento, seriam abençoados por sua fidelidade. Este é um dos segredos da Torá: Quanto mais fazemos pelos outros, mais somos abençoados. Tanto como resultado direto da própria bênção, quanto pela nossa fidelidade ao Criador.

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Aparência de Inferioridade (Sl. 38:20)

וְאֹיְבַי חַיִּים עָצֵמוּ וְרַבּוּ שֹׂנְאַי שָׁקֶר

“Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se multiplicam.” (Tehilim/Salmos 38:20)

Pode ser extremamente doloroso observar que pessoas que nos causaram mal estão bem. Às vezes chegamos a nos indagar: Pra quê servir ao Eterno, se os iníquos prosperam? Todavia, há duas coisas sobre as quais precisamos refletir. A primeira é: Não servimos ao Eterno pelo que Ele pode fazer por nós, mas sim por quem Ele é. E a segunda: Enquanto os iníquos desfrutam de sua maldade de maneira imediata e superficial, o Eterno prepara aqueles que O amam para coisas grandiosas. Olhar para o presente pode ser frustrante, por isso é importante não perder o foco em onde o Eterno deseja nos conduzir, e que lições precisamos atravessar para evoluirmos. A aparência de inferioridade é apenas ilusória. O Eterno prepara representantes da Sua própria luz e verdade na terra. E não há nada maior e mais importante do que isso.

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Prosperidade e Retidão (Os. 12:8)

וַיֹּאמֶר אֶפְרַיִם–אַךְ עָשַׁרְתִּי מָצָאתִי אוֹן לִי כָּל-יְגִיעַי לֹא יִמְצְאוּ-לִי עָו‍ֹן אֲשֶׁר-חֵטְא

“E diz Efrayim: Contudo me tenho enriquecido, e tenho adquirido para mim grandes bens; em todo o meu trabalho não acharão em mim iniqüidade alguma que seja pecado.” (Hoshea’/Oséias 12:8)

É bastante comum que as pessoas atribuam o seu sucesso financeiro a estarem caminhando conforme a vontade do Eterno. No entanto, como visto nas palavras do profeta, nem sempre é assim. Muitas vezes, o justo sofre e o injusto parece prosperar. Isso porque nossa visão é limitada ao presente, e não temos como observar a totalidade dos planos do Criador. Isso vale tanto para quem está prosperando quanto para quem tem dificuldades. Às vezes, a dificuldade se revela num bem muito maior, ao passo que a prosperidade se revela num caminho que conduz à ruína. Se podemos observar isso em meses e anos, quanto mais nos planos da eternidade. Sendo assim, a forma ideal para observar se estamos andando segundo a vontade do Eterno não é através de resultados financeiros, mas sim comparando nossos atos com a Torah que Ele nos deixou, e sondando nossos corações. O coração do justo se alegra e tem paz de espírito ao fazer isso. Mas o do iníquo se angustia.

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O Rosto de YHWH (Nm. 6:26)

 “YHWH erga o Seu rosto sobre ti, e te conceda o shalom.” (Bamidbar/Números 6:26)

É curioso como na birkat cohanim (bênção sacerdotal) por duas vezes se faça referência à face do Eterno. Nesta última, associada ao shalom. No hebraico, shalom significa não apenas paz, mas completude ou plenitude. E o rosto, no hebraico, é muitas vezes expressão idiomática para se referir à presença do Eterno. Há quem ore pedindo paz e prosperidade. Mas, se buscarmos simplesmente estar na presença dEle, através de uma vida pautada na Torah (Instrução), todas as nossas necessidades serão supridas.

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