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Por Toda a Eternidade (Dt. 6:5)

וְאָהַבְתָּ אֵת יהוה אֱלֹהֶיךָ בְּכָל-לְבָבְךָ וּבְכָל-נַפְשְׁךָ וּבְכָל-מְאֹדֶךָ

“Amarás, pois, ADONAY teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Debarim/Deuteronômio 6:5)

Amar o Eterno significa tratar aquilo que diz respeito a Ele com a mesma dedicação, ou mais, do que aquilo que diz respeito a nós. Existem dois tipos de pessoas religiosas: Aquelas que almejam a recompensa vindoura, e aquelas que almejam a proximidade com o Criador. O mundo vindouro, por mais que saibamos que será absolutamente maravilhoso, não deve ser aquilo que nos motiva e nos move a nos aprofundarmos nos caminhos do Criador. A amor ao Eterno é nossa luz, que norteará nossos caminhos sempre. Quem assim procede estará com Ele por toda a eternidade.

© 5776 – Qol haTorá (www.qol-hatora.org) – Permitida a reprodução se os créditos forem mantidos.

Lembrança Saudável x Apego Excessivo (Ex. 13:19)

וַיִּקַּח מֹשֶׁה אֶת-עַצְמוֹת יוֹסֵף עִמּוֹ כִּי הַשְׁבֵּעַ הִשְׁבִּיעַ אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל לֵאמֹר פָּקֹד יִפְקֹד אֱלֹהִים אֶתְכֶם וְהַעֲלִיתֶם אֶת-עַצְמֹתַי מִזֶּה אִתְּכֶם

“E Moshé levou consigo os ossos de Yossêf, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Elohim vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.” (Shemot/Êxodo 13:19)

Por que levar os ossos de Yossêf (José)? Na cultura semita da antiguidade, as tumbas serviam como memorial dos antepassados de uma família, ou mesmo de um povo. Se os ossos permanecessem no Egito, haveria menos vínculo com a terra de Israel, e ainda se correria o risco do povo desejar voltar para o Egito, onde estaria enterrado um de seus ancestrais. Analogamente, existem várias coisas que funcionam para nós como símbolos importantes, de momentos de nossas vidas ou das vidas de nossos pais. Alguns, contudo, podem nos manter presos ao passado. Há registros de memória que são saudáveis, servindo apenas para nos recordar, e que não nos impede de viver o presente. Há outros que indicam que não queremos nos desapegar de coisas que já passaram. A falta desse desapego pode nos manter paralisados, e nos impedir de trilhar caminhos que o Criador tem para nós. Nesse caso, é melhor desfazer-se daquilo que nos mantém na escravidão do passado, mesmo que pareça representar coisas boas.

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Revelação Gradual (Is. 45:5)

אֲנִי יהוה וְאֵין עוֹד זוּלָתִי אֵין אֱלֹהִים אֲאַזֶּרְךָ וְלֹא יְדַעְתָּנִי

“Eu sou YHWH, e não há outro; fora de mim não há Elohim; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças.” (Yeshayahu/Isaías 45:5)

Ciro da Pérsia foi chamado de ungido, e foi usado pelo Eterno. O Eterno promete a ele riquezas e vitória, porém, há um detalhe: Ciro não o conhece. A Pérsia era, à época de Ciro, era politeísta, e via nascer uma religião dualista, o Zoroastrismo, que já dava passos na direção de reconhecer um Criador. Em dado momento, contudo, o Eterno cobra a Ciro o reconhecimento. É possível que em alguns momentos o Eterno use, abençoe e até mesmo responda a pessoas que ainda não crêem nele, ou que adotam a crença noutras divindades. Com o objetivo de se fazer conhecer a elas, e finalmente conduzi-las à verdade. Pessoas podem passar por transições, todavia o objetivo final deve ser ser glorificar o Criador como o único Elohim dos céus e da terra. Sem intermediários, sem segundos colocados, e sem poderes paralelos. Porque o dia virá que Ele reinará absoluto sobre toda a terra.

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