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Distante do Criador (Dt. 4:29)

בִקַּשְׁתֶּם מִשָּׁם אֶת-יהוה אֱלֹהֶיךָ וּמָצָאתָ כִּי תִדְרְשֶׁנּוּ בְּכָל-לְבָבְךָ וּבְכָל-נַפְשֶׁךָ

“Então dali buscarás a ADONAY teu Elohim, e O acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.” (Debarim/Deuteronômio 4:29)

É comum sentir-se como se o Eterno estivesse distante? Porém, a Torá nos ensina que esse distanciamento é artificial. Quantas vezes você respirou enquanto lia esse versículo? Até o ato da respiração só é possível porque o Eterno soprou sobre nós o Seu Espírito, e nos deu a vida. Quando nos sentimos distantes do Criador, é porque nós dEle nos afastamos. Seja porque ficamos aborrecidos por Ele não nos dar o que desejamos, nos esquecendo de que Ele é Senhor e não servo, ou porque acabamos dando mais importância às questões cotidianas. A boa notícia, contudo, é essa: Nada está perdido! Na fração de segundos na qual você voltar o seu coração para o Criador, abrindo-se para Ele, você será novamente inundado pela doce presença do Altíssimo em sua vida. Foque-se nEle, pois o restante desta vida é acessório.

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Refúgio no Altíssimo (Ex. 15:18)

יהוה יִמְלֹךְ לְעֹלָם וָעֶד

“ADONAY reinará eterna e perpetuamente.” (Shemot/Êxodo 15:18)

O contexto do versículo acima é o de um cântico que exalta as conquistas do Eterno, e o seu triunfo sobre os falsos deuses do Egito. Mesmo em meio a adversidade, e sob ameaças e opressão das mais variadas por parte dos egípcios, o povo de Israel encontrou seu refúgio no Altíssimo. Israel ainda viria a passar por outras situações atemorizantes. Por isso, a importância de se recordar do cântico. Muitas vezes, ameaças e opressão da parte de terceiros pode nos amedrontar, e podem até chegar ao ponto de nos paralisar. Nesses momentos, é fundamental parar e refletir sobre os feitos do Altíssimo, e obter tranquilidade no fato de que Ele é Soberano sobre qualquer adversidade.

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Palavras de Coragem (Ex. 14:13)

וַיֹּאמֶר מֹשֶׁה אֶל-הָעָם אַל-תִּירָאוּ–הִתְיַצְּבוּ וּרְאוּ אֶת-יְשׁוּעַת יהוה אֲשֶׁר-יַעֲשֶׂה לָכֶם הַיּוֹם כִּי אֲשֶׁר רְאִיתֶם אֶת-מִצְרַיִם הַיּוֹם–לֹא תֹסִפוּ לִרְאֹתָם עוֹד עַד-עוֹלָם

“Moshé, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento de ADONAY, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver.” (Shemot/Êxodo 14:13)

Imagine-se no lugar de um de nossos antepassados. Você foi escravo por muitos anos. Não tem nenhum treinamento militar. Saiu fugido de onde estava. De repente, você se depara com o mar à sua frente, e um exército vindo atrás querendo te destruir. Quando colocado em perspectiva, o medo se torna plenamente compreensível. Moshé (Moisés), como o grande líder que foi, soube encorajar o povo no momento certo. Quando você está diante de uma situação que parece ser sem saída, saiba reconhecer a mão do Eterno, que te envia aquela pessoa que te anima, que te diz para ter coragem e seguir adiante. O Eterno sempre envia seus mensageiros para aqueles que O amam e andam em Suas veredas. Não desanime diante daquilo que, para o Criador do Universo, é tão grande quanto uma gota no mar dos juncos.

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Onde está o Eterno? (Ex. 13:16)

וְהָיָה לְאוֹת עַל-יָדְכָה וּלְטוֹטָפֹת בֵּין עֵינֶיךָ כִּי בְּחֹזֶק יָד הוֹצִיאָנוּ יְהוָה מִמִּצְרָיִם

“E será isso por sinal sobre tua mão, e por frontais entre os teus olhos; porque ADONAY, com mão forte, nos tirou do Egito.” (Shemot/Êxodo 13:16)

Muitas pessoas se perguntam se o Eterno está nos ritos religiosos. Mesmo nos ritos que a própria Torá prescreve. Como poderia o Autor das galáxias se ocupar com ritualística? A resposta é simples, e não há outra: O Eterno não está em nenhum rito religioso. Os ritos, sem exceção, existem para atender às necessidades do homem. Somos nós, seres humanos, que necessitamos dos ritos porque somos seres sensoriais. Somos movidos àquilo que podemos ver, sentir, tocar, enfim, experimentar. Não conseguimos nos concentrar em demasia naquilo que é abstrato, intangível. Por essa razão, o rito sem intenção é vazio, e atribuir poder ao rito ingenuidade e superstição. Em sendo assim, achou por bem o Criador ordenar os ritos da Torá para o povo de Israel. Para que através deles, o povo pudesse ser constantemente relembrado do Seu amor, cuidado e proteção em todo tempo.

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Na Presença do Criador (Especial Sukot)

אַל-תְּבַהֵל עַל-פִּיךָ וְלִבְּךָ אַל-יְמַהֵר לְהוֹצִיא דָבָר–לִפְנֵי הָאֱלֹהִים כִּי הָאֱלֹהִים בַּשָּׁמַיִם וְאַתָּה עַל-הָאָרֶץ עַל-כֵּן יִהְיוּ דְבָרֶיךָ מְעַטִּים

“Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Elohim; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.” (Qohelet/Eclesiastes 5:1)

Qohelet (Eclesiastes) fala do sacrifício de tolos. Pelo contexto, ele se refere àqueles que, na Casa do Eterno, faziam votos e juramentos, mas não os cumpriam. Isso aponta para uma questão importante: A diferença entre a fala e a prática, motivada pelo fato de que a pessoa era incapaz de levar a experiência extraordinária do Templo para sua vida diária. A lição que temos com Sukot é justamente um ensinamento que visa corrigir esse curso. Devemos conviver com o Eterno a todo momento, habitar com Ele em nosso dia-a-dia. Muitos confundem isso com rezar regularmente, mas a verdade é que devemos nos conscientizar da presença dEle em todas as ações que realizamos. Quando comemos, bebemos e dormimos na Suká, nos recordamos que devemos andar a todo momento como alguém que está continuamente na presença do Criador.

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Habitação (Especial Sukot)

כֹּה אָמַר יהוה הַשָּׁמַיִם כִּסְאִי וְהָאָרֶץ הֲדֹם רַגְלָי אֵי-זֶה בַיִת אֲשֶׁר תִּבְנוּ-לִי וְאֵי-זֶה מָקוֹם מְנוּחָתִי

“Assim diz ADONAY: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso?” (Yeshayahu/Isaías 66:1)

Se o Eterno afirma, através do profeta, que não habita em casa edificada por homens, por que construímos sukot durante as festividades? E mais: Por que ter um Templo? A resposta está no fato de que esses locais são pontos de encontro para que o homem possa se sentir na presença do Eterno, e não o oposto. Foram concebidos para suprir as nossas necessidades, e não as dEle. Há pessoas que têm mais dificuldade de se sentirem ligadas ao Eterno nos lugares cotidianos, precisam de um espaço especial. Há quem tenha mais facilidade quanto a isso. Uns se sentem ligados a Ele na natureza, outros em locais agitados, outros ainda em lugares silenciosos. Sukot proporciona um momento em que nos sentimos habitando com Ele num espaço sagrado, mas isso não deve se limitar à festividade. É preciso encontrarmos os nossos espaços sagrados diariamente, para que possamos nos concentrar nEle. Para Ele, o lugar é irrelevante, pois Ele é onipresente. Para nós, não é questão trivial. É importante portanto encontrar um espaço onde você se sinta à vontade, para se concentrar em estar perante Ele.

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A Presença do Criador (2 Cr. 6:18)

כִּי הַאֻמְנָם יֵשֵׁב אֱלֹהִים אֶת-הָאָדָם עַל-הָאָרֶץ הִנֵּה שָׁמַיִם וּשְׁמֵי הַשָּׁמַיִם לֹא יְכַלְכְּלוּךָ–אַף כִּי-הַבַּיִת הַזֶּה אֲשֶׁר בָּנִיתִי

“Mas, na verdade, habitará Elohim com os homens na terra? Eis que os céus, e o céu dos céus, não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado?” (Divrê haYamim Bet/2 Crônicas 6:18)

Shelomo (Salomão) compreendeu aquilo que muitos têm dificuldade: A presença do Eterno no Templo era simbólica, uma concessão ao povo de Israel para que pudesse estabelecer seu culto. Porém, até hoje muitos acreditam que o Eterno esteja num lugar. O Eterno não está nos céus, pois os céus não podem contê-lo. Não está em prédios físicos de associações religiosas, pois essas servem apenas como local para que as pessoas se reúnam. O Eterno, na realidade, não “está”. Uma vez que estar em algum lugar é uma coisa que só faz sentido para criaturas finitas. Ao contrário disso, o Eterno é. Ele existe para muito além da Criação e de qualquer lugar. E se é assim, nada, nem mesmo a ausência do Templo, nos afasta da presença dEle, e nos impede que O sirvamos diariamente. Mesmo que a ausência do Templo nos impeça de realizarmos, fisicamente, certas ações, ela não nos impede de dedicarmos totalmente o nosso coração a Ele.

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Espaços (1 Rs. 8:10)

“E sucedeu que, saindo os cohanim do santuário, uma nuvem encheu a casa de YHWH.” (Melachim Alef/1 Reis 8:10)

A presença do Eterno não ocupou o espaço do Beit HaMikdash (Templo) antes que os cohanim (sacerdotes) dele saíssem. Muitas vezes, o Eterno só ocupa espaços que quando nós nos ausentamos deles. Se você não sente que o Eterno está presente numa determinada área da sua vida, será que o espaço não está preenchido pelas suas expectativas, pelos seus valores pessoais, ou pelo seu desejo? Experimente deixar o espaço vago, para que Ele possa ocupá-lo.

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O Rosto de YHWH (Nm. 6:26)

 “YHWH erga o Seu rosto sobre ti, e te conceda o shalom.” (Bamidbar/Números 6:26)

É curioso como na birkat cohanim (bênção sacerdotal) por duas vezes se faça referência à face do Eterno. Nesta última, associada ao shalom. No hebraico, shalom significa não apenas paz, mas completude ou plenitude. E o rosto, no hebraico, é muitas vezes expressão idiomática para se referir à presença do Eterno. Há quem ore pedindo paz e prosperidade. Mas, se buscarmos simplesmente estar na presença dEle, através de uma vida pautada na Torah (Instrução), todas as nossas necessidades serão supridas.

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