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Felicidade Plena (Ec. 12:13)

סוֹף דָּבָר הַכֹּל נִשְׁמָע אֶת-הָאֱלֹהִים יְרָא וְאֶת-מִצְו‍ֹתָיו שְׁמוֹר כִּי-זֶה כָּל-הָאָדָם

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Elohim, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.” (Qohelet/Eclesiastes 12:13)

Por que o propósito de nossas vidas é ser temente ao Eterno, e obediente a Ele? O que dizer de outras coisas, como amar, ou ser feliz? E não estamos aqui, nesta vida, para adquirir sabedoria a fim de amadurecer para a existência no mundo vindouro? Todas essas coisas são importantes, mas o essencial ainda é o temor e a obediência. Por que? A resposta é simples: Porque obedecê-Lo não agrega nada para Ele. O Criador continua sendo o Supremo Senhor do universo, com ou sem a nossa obediência. Mas obedecer é entregar nossa vida a Ele, e confiar que Ele, muito mais do que nós, sabe o que precisamos desenvolver nesta vida, em preparação para o mundo vindouro. Guardar suas palavras é a chave para a felicidade plena.

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Lembrar e Confiar (Ex. 13:9)

וְהָיָה לְךָ לְאוֹת עַל-יָדְךָ וּלְזִכָּרוֹן בֵּין עֵינֶיךָ לְמַעַן תִּהְיֶה תּוֹרַת יהוה בְּפִיךָ כִּי בְּיָד חֲזָקָה הוֹצִאֲךָ יהוה מִמִּצְרָיִם

“E te será por sinal sobre tua mão e por lembrança entre teus olhos, para que a Torá de ADONAY esteja em tua boca; porquanto com mão forte ADONAY te tirou do Egito.” (Shemot/Êxodo 13:9)

A Torá nos diz que a ritualística do Pessah (Páscoa) tem por objetivo ser um sinal para nós. O sinal na mão tem por objetivo conduzir nossas ações. E o sinal entre os olhos, para conduzir nosso foco. E ambos devem estar direcionados para a Torá (Instrução) do Eterno. Muitos pensam que isso seria por gratidão, supondo que já que o Eterno nos livrou, então devemos a Ele obediência. Mas o motivo da Torá é outro: Ao apontar para o livramento, a Torá está nos lembrando a Instrução do Eterno é para o nosso bem, e para o nosso livramento. Nossos pais confiaram nEle, e por isso conseguiram sair do Egito. Da mesma forma, se desejamos ter uma vida feliz e realizada, devemos seguir o Eterno, pois Ele sempre nos conduz para o que há de melhor.

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Servir para Ver a Glória (Lv. 9:6)

וַיֹּאמֶר מֹשֶׁה זֶה הַדָּבָר אֲשֶׁר-צִוָּה יהוה תַּעֲשׂוּ–וְיֵרָא אֲלֵיכֶם כְּבוֹד יהוה

“E disse Moshé: Esta é a coisa que ADONAY ordenou que fizésseis; e a glória de ADONAY vos aparecerá.” (Wayiqrá/Levítico 9:6)

O aparecimento da glória do Eterno estava condicionado a que o povo de Israel seguisse sua instrução. O Eterno se relaciona tão somente com aqueles que se propõe a obedecê-Lo, pois não há espaço para outro Rei e Senhor que não Ele, visto que Ele não divide glória com ninguém. Nem com nossos egos. Você não decreta, não declara, não profetiza, nem determina coisa alguma. A não ser que Ele tenha ordenado. Tudo vem da vontade dEle, e não da nossa. Você tão somente obedece, pois é servo, e Ele Senhor. Servos obedecem, e assim encontram o favor do seu Senhor. Tê-lo como Senhor é a chave para que Ele se revele, e para que encontremos nEle a nossa fidelidade.

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Obediência e Benefício (Ex. 24:7)

וַיִּקַּח סֵפֶר הַבְּרִית וַיִּקְרָא בְּאָזְנֵי הָעָם וַיֹּאמְרוּ כֹּל אֲשֶׁר-דִּבֶּר יְהוָה נַעֲשֶׂה וְנִשְׁמָע

“E tomou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que ADONAY tem falado faremos, e obedeceremos.” (Shemot/Êxodo 24:7)

Diante do Eterno, o povo assumiu um compromisso de obediência com relação às suas palavras. Por essa razão a Torá é chamada de livro da aliança. Toda aliança é um contrato, onde ambas as partes assumem compromissos. Não podemos pensar na aliança com o Eterno como um conjunto de direitos e benefícios. Se desejamos que o Eterno faça mais por nós, devemos antes de tudo nos indagar: O que mais podemos fazer em nosso compromisso com Ele?

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Influência (Gn. 39:5)

וַיְהִי מֵאָז הִפְקִיד אֹתוֹ בְּבֵיתוֹ וְעַל כָּל-אֲשֶׁר יֶשׁ-לוֹ וַיְבָרֶךְ יהוה אֶת-בֵּית הַמִּצְרִי בִּגְלַל יוֹסֵף וַיְהִי בִּרְכַּת יהוה בְּכָל-אֲשֶׁר יֶשׁ-לוֹ בַּבַּיִת וּבַשָּׂדֶה

“E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o que tinha, ADONAY abençoou a casa do egípcio por amor de Yossef; e a bênção de ADONAY foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo.” (Bereshit/Gênesis 39:5)

É comum que quando pensamos em fé, pensemos em termos individuais. E frequentemente nos esquecemos de como a nossa vida pode afetar aos que estão ao nosso redor. O Eterno abençoou o egípcio Potifar, por amor a Yossef (José). Da mesma forma, o Eterno frequentemente abençoa, faz prosperar ou traz livramento em um determinado local por amor daqueles que ouvem a Sua voz. Isso nos faz compreender a dimensão da importância de servir a Ele, e do porque Ele nos coloca em determinadas situações. Frequentemente é para que, por amor de nós, Ele abençoe a todos os que estão à nossa volta.

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Prosperidade e Retidão (Os. 12:8)

וַיֹּאמֶר אֶפְרַיִם–אַךְ עָשַׁרְתִּי מָצָאתִי אוֹן לִי כָּל-יְגִיעַי לֹא יִמְצְאוּ-לִי עָו‍ֹן אֲשֶׁר-חֵטְא

“E diz Efrayim: Contudo me tenho enriquecido, e tenho adquirido para mim grandes bens; em todo o meu trabalho não acharão em mim iniqüidade alguma que seja pecado.” (Hoshea’/Oséias 12:8)

É bastante comum que as pessoas atribuam o seu sucesso financeiro a estarem caminhando conforme a vontade do Eterno. No entanto, como visto nas palavras do profeta, nem sempre é assim. Muitas vezes, o justo sofre e o injusto parece prosperar. Isso porque nossa visão é limitada ao presente, e não temos como observar a totalidade dos planos do Criador. Isso vale tanto para quem está prosperando quanto para quem tem dificuldades. Às vezes, a dificuldade se revela num bem muito maior, ao passo que a prosperidade se revela num caminho que conduz à ruína. Se podemos observar isso em meses e anos, quanto mais nos planos da eternidade. Sendo assim, a forma ideal para observar se estamos andando segundo a vontade do Eterno não é através de resultados financeiros, mas sim comparando nossos atos com a Torah que Ele nos deixou, e sondando nossos corações. O coração do justo se alegra e tem paz de espírito ao fazer isso. Mas o do iníquo se angustia.

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Torah ou Idolatria? (Os. 8:12)

אֶכְתָּב-לוֹ רֻבֵּי תּוֹרָתִי כְּמוֹ-זָר נֶחְשָׁבוּ

“Escrevi-lhe as grandezas da minha Torah, porém essas são estimadas como coisa estranha.” (Hoshea’/Oséias 8:12)

Mesmo diante das maravilhas da Torah, que se comprovam a cada dia, o Reino do Norte preferiu se enamorar da idolatria. Talvez considerassem a idolatria como mais espiritual, ou libertadora. Certamente a idolatria os fazia se sentirem bem. Afinal, não eram cobrados podiam se dedicar aos seus cultos irracionais. Porém, tudo isso era vazio e se esvaiu diante do exílio imposto pelo próprio Eterno. A grandeza da Torah está disponível a todo aquele que O busque, porém o Eterno jamais tolerará quem prefere a via fácil da idolatria. O bezerro do Reino do Norte era chamado pelo nome do Elohim de Israel, mas ainda assim era falso e não pôde livrar Efrayim de sua ruína. Assim será com todo aquele que se apóia na idolatria. Busquemos o Eterno enquanto há tempo.

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Caçadores de Bênçãos (Dt. 11:26)

רְאֵה אָנֹכִי נֹתֵן לִפְנֵיכֶם הַיּוֹם בְּרָכָה וּקְלָלָה

“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição.” (Devarim/Deuteronômio 11:26)

Muitas pessoas são caçadores de bênçãos. Movem céus e terra para poderem ir atrás de cultos ou pessoas religiosas que, teoricamente, seriam capazes de abençoá-las. E, apesar de seus grandes esforços, só colhem frustração. Porque seus esforços estão sendo empregados no lugar errado. A Torah é simples. A bênção não depende disso, mas está ao alcance de todo aquele que a desejar. Basta, para isso, optar por viver uma vida reta e obediente aos mandamentos do Criador. Quanto mais nos dedicamos a isso, e quanto mais mandamentos incorporamos em nosso dia-a-dia, mais seremos abençoados. É nisso que devemos nos esforçar, se desejamos ver resultados.

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A Presença do Criador (2 Cr. 6:18)

כִּי הַאֻמְנָם יֵשֵׁב אֱלֹהִים אֶת-הָאָדָם עַל-הָאָרֶץ הִנֵּה שָׁמַיִם וּשְׁמֵי הַשָּׁמַיִם לֹא יְכַלְכְּלוּךָ–אַף כִּי-הַבַּיִת הַזֶּה אֲשֶׁר בָּנִיתִי

“Mas, na verdade, habitará Elohim com os homens na terra? Eis que os céus, e o céu dos céus, não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado?” (Divrê haYamim Bet/2 Crônicas 6:18)

Shelomo (Salomão) compreendeu aquilo que muitos têm dificuldade: A presença do Eterno no Templo era simbólica, uma concessão ao povo de Israel para que pudesse estabelecer seu culto. Porém, até hoje muitos acreditam que o Eterno esteja num lugar. O Eterno não está nos céus, pois os céus não podem contê-lo. Não está em prédios físicos de associações religiosas, pois essas servem apenas como local para que as pessoas se reúnam. O Eterno, na realidade, não “está”. Uma vez que estar em algum lugar é uma coisa que só faz sentido para criaturas finitas. Ao contrário disso, o Eterno é. Ele existe para muito além da Criação e de qualquer lugar. E se é assim, nada, nem mesmo a ausência do Templo, nos afasta da presença dEle, e nos impede que O sirvamos diariamente. Mesmo que a ausência do Templo nos impeça de realizarmos, fisicamente, certas ações, ela não nos impede de dedicarmos totalmente o nosso coração a Ele.

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Ilusão de Superioridade (Dt. 7:7)

לֹא מֵרֻבְּכֶם מִכָּל-הָעַמִּים חָשַׁק יהוה בָּכֶם–וַיִּבְחַר בָּכֶם כִּי-אַתֶּם הַמְעַט מִכָּל-הָעַמִּים

“YHWH não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos.” (Devarim/Deuteronômio 7:7)

Há quem pregue a ideia herética de que o povo judeu seja, de alguma maneira, superior espiritualmente, ou diferente dos povos. Esse conceito vai contra a Torah, que, pelo contrário, afirma que Israel era até mesmo inferior aos demais povos. O Eterno nos escolheu puramente por Seu amor a nós. Aquele que vive a vontade do Criador, esse pode dizer que atingiu algum estágio de maior espiritualidade. Somos todos criados iguais, e com o mesmo potencial. Nada pode nos destacar a não ser nossas próprias ações, sejam elas positivas ou negativas. Mesmo assim, aquele que cumpre a Torah também não deve buscar status de superioridade. Se o faz, já não cumpre a Torah, pois essa nos ensina a humildade. A razão pela qual devemos ser obedientes é simplesmente para retribuir esse amor do Criador, que ocorreu mesmo antes de sermos dignos.

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