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A Sabedoria do Silêncio (Jó 13:5)

מִי-יִתֵּן הַחֲרֵשׁ תַּחֲרִישׁוּן וּתְהִי לָכֶם לְחָכְמָה

“Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.” (Iyov/Jó 13:5)

Quando ouvimos uma pessoa sofrendo, é normal que sintamos necessidade de dizer algo. Seja dizer que vai passar, ou tentar explicar porque estão sofrendo. É importante indagar: Estamos dizendo para benefício da pessoa, ou para nosso próprio benefício? A companhia silenciosa, daquele que não tenta explicar ou julgar, mas tão somente se coloca solidariamente ao lado, tem uma enorme capacidade de curar. Infelizmente, é rara. Porque na maioria das vezes vence a vontade de superar aquele constrangimento ou desconforto de não saber o que fazer ou dizer. Os amigos de Iyov estavam tão incomodados com a possibilidade de alguém sofrer sem motivo, que preferiram buscar mil explicações ou culpar Iyov (Jó) para que sua fantasia de um mundo perfeito não fosse desfeita. E isso tornou as palavras pesadas perante Iyov, que retruca dizendo: Há sabedoria no silêncio. Não o silêncio da indiferença, mas no silêncio intencional, daquele que ora em voz baixa e simplesmente se faz presente no momento da adversidade, como um anjo mensageiro do Criador que vem trazer tão somente paz e repouso.

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Feridas Profundas (Sl. 52:4)

הַוּוֹת תַּחְשֹׁב לְשׁוֹנֶךָ; כְּתַעַר מְלֻטָּשׁ עֹשֵׂה רְמִיָּה
“A tua língua intenta o mal, como uma navalha amolada, traçando enganos.” (Tehilim/Salmos 52:4)

De todas as possíveis formas de se ferir um ser humano, a ferida através da língua permanece como uma das mais profundas. Mesmo a pessoa de aparência mais durona oculta, às vezes até de si mesma, a dor que sente de uma ferida pela língua. Algumas delas podem permanecer abertas por toda a vida. Outras cauterizam com o tempo, mas a área afetada permanece frágil. Lembre-se disso ao buscar ter domínio sobre sua língua: Ela pode ferir muito mais do que uma agressão. O homem que domina a língua é capaz de se transformar. Deixa a posição de agressor, e tem potencial para se tornar um curador.

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Vítimas da Língua (Sl. 109:2)

“Pois boca maldosa e boca enganadora abriram-se contra mim. Falam a mim com língua mentirosa.” (Tehilim/Salmos 109:2)

A língua é uma arma que pode destruir muitas vidas. Não é exagero, portanto, que uma pessoa se sinta abatida, irada, e profundamente magoada ao ser vítima de enganos, difamações e calúnias. Semelhantemente ao salmista, não tenha medo nem sinta culpa de extravasar toda a sua tristeza, raiva e frustração em oração ao Eterno. Melhor é o exaspero em oração do que engolir a raiva, e arriscar uma enfermidade ou um acesso de ira, até mesmo com a pessoa errada.

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