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Testemunho Vivo (Js. 4:6)

לְמַעַן תִּהְיֶה זֹאת אוֹת–בְּקִרְבְּכֶם כִּי-יִשְׁאָלוּן בְּנֵיכֶם מָחָר לֵאמֹר מָה הָאֲבָנִים הָאֵלֶּה לָכֶם

“Para que isto seja por sinal entre vós; e quando vossos filhos no futuro perguntarem, dizendo: Que significam estas pedras?” (Yehoshua`/Josué 4:6

As doze pedras colocadas na conquista da terra simbolizavam o que o Eterno fez para cada uma das tribos. Era um testemunho vivo de que aquilo que o Eterno promete, Ele sempre cumpre. A função dessas pedras era evitar que as gerações futuras se sentissem excluídas das promessas do Criador. Assim é conosco: Frequentemente nos sentimos excluídos das bênçãos do Eterno quando passamos por adversidades. Um dos motivos para esse sentimento pode ser o fato de que, quando estamos em tempos de bênçãos, não lembramos de firmar testemunho daquilo que foi feito por nós. Sem o testemunho da bênção, atravessar a adversidade pode ser bem mais doloroso. Lembre-se disso da próxima vez que o Eterno te abençoar, para que a memória persista também nos tempos das provações.

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Por Toda a Eternidade (Dt. 6:5)

וְאָהַבְתָּ אֵת יהוה אֱלֹהֶיךָ בְּכָל-לְבָבְךָ וּבְכָל-נַפְשְׁךָ וּבְכָל-מְאֹדֶךָ

“Amarás, pois, ADONAY teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Debarim/Deuteronômio 6:5)

Amar o Eterno significa tratar aquilo que diz respeito a Ele com a mesma dedicação, ou mais, do que aquilo que diz respeito a nós. Existem dois tipos de pessoas religiosas: Aquelas que almejam a recompensa vindoura, e aquelas que almejam a proximidade com o Criador. O mundo vindouro, por mais que saibamos que será absolutamente maravilhoso, não deve ser aquilo que nos motiva e nos move a nos aprofundarmos nos caminhos do Criador. A amor ao Eterno é nossa luz, que norteará nossos caminhos sempre. Quem assim procede estará com Ele por toda a eternidade.

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Lembrança Saudável x Apego Excessivo (Ex. 13:19)

וַיִּקַּח מֹשֶׁה אֶת-עַצְמוֹת יוֹסֵף עִמּוֹ כִּי הַשְׁבֵּעַ הִשְׁבִּיעַ אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל לֵאמֹר פָּקֹד יִפְקֹד אֱלֹהִים אֶתְכֶם וְהַעֲלִיתֶם אֶת-עַצְמֹתַי מִזֶּה אִתְּכֶם

“E Moshé levou consigo os ossos de Yossêf, porquanto havia este solenemente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Certamente Elohim vos visitará; fazei, pois, subir daqui os meus ossos convosco.” (Shemot/Êxodo 13:19)

Por que levar os ossos de Yossêf (José)? Na cultura semita da antiguidade, as tumbas serviam como memorial dos antepassados de uma família, ou mesmo de um povo. Se os ossos permanecessem no Egito, haveria menos vínculo com a terra de Israel, e ainda se correria o risco do povo desejar voltar para o Egito, onde estaria enterrado um de seus ancestrais. Analogamente, existem várias coisas que funcionam para nós como símbolos importantes, de momentos de nossas vidas ou das vidas de nossos pais. Alguns, contudo, podem nos manter presos ao passado. Há registros de memória que são saudáveis, servindo apenas para nos recordar, e que não nos impede de viver o presente. Há outros que indicam que não queremos nos desapegar de coisas que já passaram. A falta desse desapego pode nos manter paralisados, e nos impedir de trilhar caminhos que o Criador tem para nós. Nesse caso, é melhor desfazer-se daquilo que nos mantém na escravidão do passado, mesmo que pareça representar coisas boas.

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Lembrando do Livramento (Ex. 12:51)

וַיְהִי בְּעֶצֶם הַיּוֹם הַזֶּה הוֹצִיא יהוה אֶת-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל מֵאֶרֶץ מִצְרַיִם–עַל-צִבְאֹתָם

“E aconteceu naquele mesmo dia que ADONAY tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.” (Shemot/Êxodo 12:51)

O ritual da Festa dos Ázimos, com todas as suas prescrições, tais como os pães ázimos, as ervas amargas, os sete dias, é riquíssimo em simbolismo. Todavia, é importante não perder o foco do cerne da festividade, que é o livramento efetuado pelo Eterno. A importância de se lembrar disso não é apenas para glorificar o Criador. É também para que nos recordemos de que, mesmo durante as situações mais improváveis, quando não há mais esperança para o ser humano, o Sagrado, Bendito seja Ele, atua e dá livramento aos seus servos. Essa lição nos ensina a confiar no Seu agir, pois a Sua vontade sempre vai na direção daquilo que é o melhor para nós.

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Preciosidade (Ex. 39:7)

וַיָּשֶׂם אֹתָם עַל כִּתְפֹת הָאֵפֹד אַבְנֵי זִכָּרוֹן לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל כַּאֲשֶׁר צִוָּה יהוה אֶת-מֹשֶׁה

“E as pôs sobre as ombreiras do efod por pedras de memória para os filhos de Israel, como YHWH ordenara a Moshe.” (Shemot/Êxodo 39:7)

A parte mais preciosa da vestimenta do Kohen haGadol (Sumo Sacerdote) era justamente o local sobre os quais era colocado o nome dos filhos de Israel, por memorial. Isso nos ensina duas lições muito importantes: A primeira é que o próprio Eterno valoriza de sobremaneira cada pessoa do seu povo. E a segunda é que aquele que deseja servir ao Eterno deve conhecer esse valor, para estar alinhado à vontade do Criador. Mas, não se conhece o valor do outro sem antes conhecer o valor de si mesmo. Comece pela compreensão de que você é precioso para o Criador, e a partir daí poderá evoluir para apreciar e valorizar o próximo.

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Inabalável (Ex. 10:2)

וּלְמַעַן תְּסַפֵּר בְּאָזְנֵי בִנְךָ וּבֶן-בִּנְךָ אֵת אֲשֶׁר הִתְעַלַּלְתִּי בְּמִצְרַיִם וְאֶת-אֹתֹתַי אֲשֶׁר-שַׂמְתִּי בָם; וִידַעְתֶּם כִּי-אֲנִי יְהוָה

““E para que contes aos ouvidos de teus filhos, e dos filhos de teus filhos, as coisas que fiz no Egito, e os meus sinais, que tenho feito entre eles; para que saibais que Eu sou YHWH.” (Shemot/Êxodo 10:2)

Uma das chaves para que possamos ter uma confiança inabalável no Eterno é termos a capacidade de nos recordarmos, e de narrarmos para os que estão próximos a nós (especialmente nas novas gerações) tudo aquilo que o Eterno já fez por nós. Quanto maior a nossa confiança nEle, menos sofreremos as angústias que nos cercarem. Lembremo-nos de como Ele agiu, quando anteriormente fomos afligidos.

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Nosso Lar (Sl. 137:1)

עַל נַהֲרוֹת בָּבֶל–שָׁם יָשַׁבְנוּ גַּם-בָּכִינוּ: בְּזָכְרֵנוּ אֶת-צִיּוֹן

“Junto aos rios de Bavel, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Siyon.” (Tehilim/Salmos 137:1)

É muito difícil estar na diáspora, quando nossos corações estão em Israel. Também é difícil ouvir as dolorosas notícias dos inimigos que nos rodeiam e desejam nos expulsar definitivamente de nosso lar. O povo judeu jamais deve se esquecer de Yerushalayim (Jerusalém), e da sua importância para todos nós. Mas, acima de tudo, jamais deve se esquecer da promessa do Eterno de que um dia habitaremos com Ele em segurança.

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