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Cuidado e Proteção (Dt. 17:3)

וַיֵּלֶךְ וַיַּעֲבֹד אֱלֹהִים אֲחֵרִים וַיִּשְׁתַּחוּ לָהֶם וְלַשֶּׁמֶשׁ אוֹ לַיָּרֵחַ אוֹ לְכָל-צְבָא הַשָּׁמַיִם–אֲשֶׁר לֹא-צִוִּיתִי

“Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei,” (Debharim/Deuteronômio 17:3)

Por que povos primitivos serviam ao sol, à lua e a outros astros? Por observarem que pelo movimento do sol, da lua e das estrelas, as estações mudavam, e isso tinha impacto dramático sobre suas vidas. Há uma tendência natural do ser humano de endeusar aquilo que tem influência sobre si. Se hoje vemos de como primitiva a ideia de que sol, lua e estrelas sejam deuses, não é incomum, contudo, pensar que nossas empresas, ou o governo, ou até mesmo pessoas tenham grande poder sobre nossos destinos. Compreender que nossa sorte está nas mãos do Eterno, o Criador dos céus e da terra, não liberta apenas da idolatria, mas também dos nossos medos e angústias quanto ao que irá nos acontecer. Conhecer o Eterno nos traz também uma melhor dimensão do Seu cuidado.

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Lealdade à Torá (Dt. 32:7)

זְכֹר יְמוֹת עוֹלָם, בִּינוּ שְׁנוֹת דֹּר-וָדֹר שְׁאַל אָבִיךָ וְיַגֵּדְךָ זְקֵנֶיךָ וְיֹאמְרוּ לָךְ

“Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão.” (Devarim/Deuteronômio 32:7)

Neste mesmo capítulo, o Eterno fala sobre buscar os dias da antiguidade, e adverte contra os ‘novos deuses’. A idolatria e os desvios surgem quando o povo começava a supor que a Torá não é suficiente nem perfeita, e buscava outras revelações e poderes para complementar suas bênçãos. Para que o relacionamento com o Eterno possa ser exclusivo, é preciso ter ciência de que a Torá também é exclusiva. Israel não precisa de mais nada do que aquilo que lhe foi dado, e que é perfeito. Se você tem fome e sede em sua vida espiritual, busque na Torá o seu alimento e esqueça o resto. E a sua vida com o Eterno refletirá essa fidelidade.

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Soberba x Redenção (Ob. 1:3)

זְדוֹן לִבְּךָ הִשִּׁיאֶךָ שֹׁכְנִי בְחַגְוֵי-סֶלַע מְרוֹם שִׁבְתּוֹ אֹמֵר בְּלִבּוֹ מִי יוֹרִדֵנִי אָרֶץ

“A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra?” (‘Ovadya/Obadias 1:3)

O profeta ‘Ovadya (Obadias) diz que, apesar de Israel ser uma nação pequenina, tinha um grave problema de soberba. Até hoje, há quem aja com soberba, acreditando não na missão de Israel, mas numa suposta superioridade. Soberba essa que leva à idolatria, à maledicência, aos maus tratos aos prosélitos, e à arrogância espiritual. Todas essas coisas são abomináveis ao Criador, e nos afastam do verdadeiro propósito da Torá. Sem entender que aquilo que temos a fazer é muito mais importante do que quem somos, e sem voltarmos as costas para politicagem e a fronte para o Eterno, não estaremos prontos para a Gueulá (Redenção). Não desprezemos o que nos foi ensinado pelos profetas e pelos sábios, e busquemos o Criador de todo coração.

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Exaltação e Idolatria (Os. 13:4)

וְאָנֹכִי יהוה אֱלֹהֶיךָ מֵאֶרֶץ מִצְרָיִם וֵאלֹהִים זוּלָתִי לֹא תֵדָע וּמוֹשִׁיעַ אַיִן בִּלְתִּי

“Todavia, Eu sou YHWH teu Elohim, desde a terra do Egipto. Não reconhecerás outro Elohim fora de mim, não há outro salvador senão Eu.” (Hoshea’/Oséias 13:4)

Um dos motivos pelos quais o Reino do Norte caiu na idolatria foi devido à sua arrogância. Querer ser cada vez mais pode tê-los levado a buscar um suposto poder nos outros deuses, para se elevar. O Eterno, portanto, o faria passar pela humilhação e pelo exílio para que pudesse reconhecer nEle o seu único salvador. É preciso tomar cuidado com a falta de limites no nosso desejo de nos exaltarmos ou de nos elevarmos, seja em que área for nas nossas vidas. Se reconhecemos que vivemos para o Eterno, então o que somos importa menos do que a missão que Ele nos concede. Essa é a chave para nos mantermos longe dos excessos que nos desviam dEle.

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Torah ou Idolatria? (Os. 8:12)

אֶכְתָּב-לוֹ רֻבֵּי תּוֹרָתִי כְּמוֹ-זָר נֶחְשָׁבוּ

“Escrevi-lhe as grandezas da minha Torah, porém essas são estimadas como coisa estranha.” (Hoshea’/Oséias 8:12)

Mesmo diante das maravilhas da Torah, que se comprovam a cada dia, o Reino do Norte preferiu se enamorar da idolatria. Talvez considerassem a idolatria como mais espiritual, ou libertadora. Certamente a idolatria os fazia se sentirem bem. Afinal, não eram cobrados podiam se dedicar aos seus cultos irracionais. Porém, tudo isso era vazio e se esvaiu diante do exílio imposto pelo próprio Eterno. A grandeza da Torah está disponível a todo aquele que O busque, porém o Eterno jamais tolerará quem prefere a via fácil da idolatria. O bezerro do Reino do Norte era chamado pelo nome do Elohim de Israel, mas ainda assim era falso e não pôde livrar Efrayim de sua ruína. Assim será com todo aquele que se apóia na idolatria. Busquemos o Eterno enquanto há tempo.

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Idolatria da Coração (Ez. 14:3)

בֶּן-אָדָם הָאֲנָשִׁים הָאֵלֶּה הֶעֱלוּ גִלּוּלֵיהֶם עַל-לִבָּם וּמִכְשׁוֹל עֲו‍ֹנָם, נָתְנוּ נֹכַח פְּנֵיהֶם הַאִדָּרֹשׁ אִדָּרֵשׁ לָהֶם

“Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos nos seus corações, e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles?” (Yehezqel/Ezequiel 14:3)

Ao ser inquirido pelo profeta, o Eterno afirma que não irá responder ao povo, por causa dos ídolos de seus corações. A idolatria não se restringe a um objeto, e pode ser bem mais sutil do que se curvar a imagens. Qualquer atribuição de poder espiritual a, e busca de, poderes supostamente celestes que não sejam o próprio Eterno incorre em idolatria. E a idolatria é um dos pecados menos tolerados pelo Criador dos céus e da terra. O relacionamento com o Eterno, sob esse aspecto, é tudo ou nada: Ou é somente Ele, ou não existe.

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Proximidade (Especial Selichot)

“Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para Mim, porque Eu te remi.” (Yeshayahu/Isaías 44:22)

A maior razão pela qual o Eterno apaga nossas transgressões é porque Ele nos ama, e não quer que estejamos afastados dEle. Todas as vezes que escolhemos andar por caminhos tortuosos, Ele sofre. Ele sofre e pranteia, porque Seus filhos estão longe. Não há transgressão que seja maior do que o desejo dEle de estar novamente perto do Seu povo.

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Excesso de Confiança (Is. 20:6)

“Então os moradores desta ilha dirão naquele dia: Vede que tal é a nossa esperança, à qual fugimos por socorro, para nos livrarmos da face do rei da Assíria! Como pois escaparemos nós?” (Yeshayahu/Isaías 20:6)

É comum que, a exemplo do ocorrido na profecia, confiemos em pessoas que, em uma hora de adversidade, são incapazes de nos auxiliar. Se isso ocorrer com você, não se desespere. Talvez, novamente a exemplo do ocorrido na profecia, o Eterno esteja tentando te ensinar uma valiosa lição: Confiar somente nEle, e buscar a Ele nas horas de angústia. Pois o excesso de confiança em uma pessoa pode ser uma forma sutil de idolatria.

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Desgraça e Redenção (Ez. 6:9)

“Então os que dentre vós escaparem se lembrarão de Mim entre as nações para onde forem levados em cativeiro, quando eu lhes tiver quebrantado o coração corrompido, que se desviou de mim, e cegado os seus olhos, que se vão corrompendo após os seus ídolos; e terão nojo de si mesmos, por causa das maldades que fizeram em todas as suas abominações.” (Yechezkel/Ezequiel 6:9)

O maior adversário do povo judeu em toda a história não foi Hitler. Sua maior desgraça não foram nem a Inquisição, nem as Cruzadas. Seu principal algoz da atualidade não são os filhos de Ishmael. Apesar do fato de que nenhum dos acima está isento de responsabilidade por seus crimes, a maior desgraça que assolou não apenas o povo de Israel como a humanidade é a idolatria. A idolatria significa a ruptura total e completa com o Criador dos céus e a terra, num ato de rebeldia onde a criatura se assume sozinha. E, como tal, é relegada à própria sorte. Só seremos capazes de apressar o tempo da Gueulah (Redenção) se formos ferrenhos opositores da idolatria, e se fizermos a nossa parte para trazer ao mundo a revelação do Criador dos céus e da terra.

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