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Usando a Bíblia de forma nociva (Jr. 31:34)

כֹּה אָמַר יהוה נֹתֵן שֶׁמֶשׁ לְאוֹר יוֹמָם חֻקֹּת יָרֵחַ וְכוֹכָבִים לְאוֹר לָיְלָה; רֹגַע הַיָּם וַיֶּהֱמוּ גַלָּיו יהוה צְבָאוֹת שְׁמוֹ

“E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei a ADONAY; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz ADONAY; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Yirmiyahu/Jeremias 31:34)

O principal objetivo do Eterno é ser por nós conhecido. Tanto que adquirir conhecimento dEle é o primeiro dos 613 mandamentos da Torá. Ler a respeito do que alguém fez a um terceiro pode ajudar no conhecimento, mas não é suficiente. É preciso que haja um conhecimento que vem de um relacionamento, do dia-a-dia. Quem você apresentará a seus filhos: Uma Divindade que agia quatro mil anos atrás, ou o Eterno, que age com você no dia-a-dia? A Bíblia não pode ser sua única fonte de experiência. É importantíssimo contar e anotar, e se lembrar, regularmente de tudo aquilo o Eterno fez não só para nossos pais, mas para você. Até mesmo algo tão extraordinário como a Bíblia pode ser ruim se usado para fins errados. E nada deve substituir a lembrança do que o Eterno fez e faz por você, pois além de te fortalecer nas horas de angústia, servirá de firme fundamento para seus filhos.

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Novo Começo (Ex. 12:2)

הַחֹדֶשׁ הַזֶּה לָכֶם רֹאשׁ חֳדָשִׁים רִאשׁוֹן הוּא לָכֶם לְחָדְשֵׁי הַשָּׁנָה

“Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.” (Shemot/Êxodo 12:2)

Já era praxe no antigo Oriente Médio começar a contagem dos anos a partir da primavera, conforme atestam diversos registros arqueológicos da cultura da época. Por que, então, o Eterno diz isso? E por que nesse momento? Afinal, o calendário das festividades religiosas só seria outorgado juntamente com o restante da Torá, no Sinai. A resposta pode estar no fato de que Israel faria uma celebração muito diferente. Enquanto nos outros anos, celebrou o PessaH (Páscoa) pela libertação que havia ocorrido, naquele momento celebraria, ainda escravo, um tempo que haveria de vir. O Eterno desejava, portanto, chamar a atenção para um novo começo. Uma nova vida se iniciaria a partir daquele momento. O relacionamento com o Eterno também é assim, marcado por ciclos que começam e se encerram. É importante estarmos sempre abertos a viver com Ele novas experiências.

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Experiência (Ec. 1:10)

“Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.” (Cohelet/Eclesiastes 1:10)

É comum pensarmos que as situações pelas quais passamos são inéditas, e nos desesperarmos. Contudo, conforme nos diz Cohelet (Eclesiastes), não há nada de novo debaixo do sol. Isso significa que o Eterno nos disponibiliza não apenas as Escrituras, como também a companhia de outras pessoas que experientes, para nos ajudar a compreender como lidar com aquilo que vivemos. Não deixe que seu desespero impeça você de observar a experiência e os conselhos que o Eterno providenciou a você.

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Experiência (Nm. 4:23)

“Da idade de trinta anos para cim, até a idade de cinquenta anos os contareis, todos os que adentrarem para aguardar o serviço, para realizar o serviço na Tenda da Reunião.” (Bamidbar/Números 4:23)

Os filhos de Gershon (Gerson) faziam um trabalho de carregar a cobertura do Mishkan (Tabernáculo). Considerando que a idade adulta, pela Torá, de 20 anos, é curioso que o Eterno tenha ordenado que ninguém com menos 30 anos fosse chamado para tal serviço. Mesmo quando o trabalho envolvia fundamentalmente força física, ainda assim o Eterno fazia prevalecer a experiência e temperança, que são típicos das pessoas de mais idade. Isso nos ensina uma valiosa lição sobre o Eterno: Mesmo nos mínimos detalhes, Ele deseja que façamos tudo de forma zelosa.

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