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Cuidado (Ex. 19:14)

וַיֵּרֶד מֹשֶׁה מִן-הָהָר אֶל-הָעָם וַיְקַדֵּשׁ אֶת-הָעָם וַיְכַבְּסוּ שִׂמְלֹתָם

“Então Moshé desceu do monte ao povo, e santificou o povo; e lavaram as suas roupas.” (Shemot/Êxodo 19:14)

Em toda a Torá, há um grande cuidado que é prescrito para a aproximação da presença do Criador. O fato de não nos aproximarmos de qualquer maneira simboliza duas coisas importantes: A primeira, a santidade do Eterno. Ao nos aproximarmos de forma especial, reconhecemos que Ele está acima de todas as coisas. A segunda, o entendimento do profundo cuidado que temos que ter com Ele, e o Seu serviço. O acesso que temos ao Criador não deve ser tomada com excesso de liberalidade. É importante cuidarmos de tudo aquilo que nos é precioso. Isso inclui o relacionamento com o Sagrado, bendito seja Ele.

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Por Onde Andares (Especial Sukot)

הֲלוֹא צִוִּיתִיךָ חֲזַק וֶאֱמָץ אַל-תַּעֲרֹץ וְאַל-תֵּחָת כִּי עִמְּךָ יהוה אֱלֹהֶיךָ בְּכֹל אֲשֶׁר תֵּלֵךְ

“Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque ADONAY teu Elohim está contigo, por onde quer que andares.” (Yehoshua`/Josué 1:9)

O versículo acima ilustra uma das mais importantes, porém mais esquecidas, mensagens de Sukot. Por que recordar que nossos pais vagaram pelo deserto em habitações frágeis? Para recordar justamente o acima. Tendemos a associar o cuidado do Eterno com estar numa situação estável e confortável. Porém, o Eterno deseja nos ensinar que Ele está conosco a todo tempo. Tanto nos momentos bons quanto nos momentos em que a vida parece nos arrastar por um deserto, em habitações frágeis. A todo tempo, e onde quer que andamos, Ele está conosco. Esta lição deve ser levada para além da festividade de Sukot, e jamais devemos nos esquecer de que Ele cuidará de nós.

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Cuidado e Proteção (Dt. 17:3)

וַיֵּלֶךְ וַיַּעֲבֹד אֱלֹהִים אֲחֵרִים וַיִּשְׁתַּחוּ לָהֶם וְלַשֶּׁמֶשׁ אוֹ לַיָּרֵחַ אוֹ לְכָל-צְבָא הַשָּׁמַיִם–אֲשֶׁר לֹא-צִוִּיתִי

“Que se for, e servir a outros deuses, e se encurvar a eles ou ao sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei,” (Debharim/Deuteronômio 17:3)

Por que povos primitivos serviam ao sol, à lua e a outros astros? Por observarem que pelo movimento do sol, da lua e das estrelas, as estações mudavam, e isso tinha impacto dramático sobre suas vidas. Há uma tendência natural do ser humano de endeusar aquilo que tem influência sobre si. Se hoje vemos de como primitiva a ideia de que sol, lua e estrelas sejam deuses, não é incomum, contudo, pensar que nossas empresas, ou o governo, ou até mesmo pessoas tenham grande poder sobre nossos destinos. Compreender que nossa sorte está nas mãos do Eterno, o Criador dos céus e da terra, não liberta apenas da idolatria, mas também dos nossos medos e angústias quanto ao que irá nos acontecer. Conhecer o Eterno nos traz também uma melhor dimensão do Seu cuidado.

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Proteção e Vitória (Lv. 26:8)

וְרָדְפוּ מִכֶּם חֲמִשָּׁה מֵאָה וּמֵאָה מִכֶּם רְבָבָה יִרְדֹּפוּ וְנָפְלוּ אֹיְבֵיכֶם לִפְנֵיכֶם לֶחָרֶב

“Cinco de vós perseguirão a um cento deles, e cem de vós perseguirão a dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós.” (Wayiqrá/Levítico 26:8)

Ao contrário do que muitos pensam, esse versículo não se refere a disputas entre pessoas no trabalho, ou na vizinhança, mas sim à guerra, literalmente falando. É uma promessa de proteger o povo de Israel, mesmo nas circunstâncias mais improváveis. E é exatamente o que tem acontecido, apesar até mesmo da infidelidade de nosso povo. Fazer parte do povo de Israel é, literalmente, pertencer a um verdadeiro milagre, que se renova a todos os dias. Mas o milagre não se restringe a Israel. Está disponível a todos aqueles que aceitarem se sujeitar ao Criador, mesmo quando não forem perfeitos, pois Ele é longânimo e misericordioso.

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Limites (Lv. 22:8)

נְבֵלָה וּטְרֵפָה לֹא יֹאכַל לְטָמְאָה-בָהּ אֲנִי יהוה

“Do animal que morrer por si, ou do que for dilacerado por feras, não comerá o homem, para que não se contamine com ele. Eu sou ADONAY.” (Wayiqrá/Levítico 22:8)

A proibição com relação à nebhelá (‘carcassa’), isto é, a comer de um animal, mesmo limpo, que não tenha sido abatido de forma adequada, ou que tenha morrido por contra própria, não apenas revela uma preocupação enorme do Eterno para com a saúde humana, uma vez que tal animal poderia ser fonte de doenças, como também revela uma preocupação de que o abate dos animais fosse feito de forma humanitária e digna. Embora o ser humano biologicamente não tenha sido programado para ser carnívoro, acabou por se tornar assim com o passar do tempo. Ao invés de proibir, o que seria um peso grande sobre o ser humano, o Eterno regulou a prática, de modo que não fosse excessivamente ruim para o homem, nem demasiado sofrida para os animais. Os limites que o Eterno nos colocou na Torá são os mais suaves possíveis, para que nossa vida seja saudável, feliz e nossa espiritualidade seja positiva.

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Cuidado e Limite (Lv. 21:21)

כָּל-אִישׁ אֲשֶׁר-בּוֹ מוּם מִזֶּרַע אַהֲרֹן הַכֹּהֵן–לֹא יִגַּשׁ לְהַקְרִיב אֶת-אִשֵּׁי יהוה מוּם בּוֹ–אֵת לֶחֶם אֱלֹהָיו לֹא יִגַּשׁ לְהַקְרִיב

“Nenhum homem da descendência de Aharon, o sacerdote, em quem houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas da ADONAY; defeito nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Elohim.” (Wayiqrá/Levítico 21:21)

À primeira vista e fora de contexto, a passagem acima pode parecer preconceito. Por que pessoas com deficiência física não poderiam servir no Templo? A verdade é que o serviço no Templo era extremamente braçal, mexendo com fogo, objetos cortantes, e poderia ser perigoso caso a pessoa não tivesse as condições adequadas para realizá-lo, além de ser desgastante. Uma pessoa sem condições de servir estaria isenta, mas ainda assim partilhava daquilo que cabia aos sacerdotes! Isso nos ensina o enorme zelo que o Eterno tem pela segurança e pela vida. Ele deseja ser servido, mas não ao ponto de colocarmos nossa segurança em risco. Tudo tem limites – até o servir ao Eterno. E esses limites existem porque nossa existência é frágil. Reconhecer isso é um ato de humildade, e aceitar que o Eterno cuide de nós quando chegamos aos nossos limites é abrir-se para um amor incomensurável.

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Honra e Cuidado (Ex. 40:31)

וְרָחֲצוּ מִמֶּנּוּ מֹשֶׁה וְאַהֲרֹן וּבָנָיו אֶת-יְדֵיהֶם וְאֶת-רַגְלֵיהֶם

“E Moshe, e Aharon e seus filhos nela lavaram as suas mãos e os seus pés.” (Shemot/Êxodo 40:31)

Moshe (Moisés) é descrito como uma das pessoas mais humildes que já existiram. E era alguém tão especialmente obediente que foi a única pessoa com quem o Eterno falou diretamente, sem ser por sonhos ou visões. No entanto, até mesmo ele lavou suas mãos e seus pés para adentrar o Mishkan (Tabernáculo). De forma análoga, mesmo naquilo em que temos forte ligação com o Eterno, é preciso atentarmos sempre para que não deixemos de honrá-Lo, e de nos apresentarmos puros diante dEle. Frequentemente focamos nas coisas em que temos dificuldade, porém não devemos deixar de cuidar daquilo em que temos prática, para não tropeçarmos. O cuidado para com as coisas do Criador deve ser constante, e abranger tudo aquilo que fazemos.

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Conforme o Eterno Ordenou (Ex. 40:16)

וַיַּעַשׂ מֹשֶׁה כְּכֹל אֲשֶׁר צִוָּה יהוה אֹתוֹ–כֵּן עָשָׂה

“E Moshe fez conforme a tudo o que ADONAY lhe ordenou, assim o fez.” (Shemot/Êxodo 40:16)

Neste capítulo, a Torá repete por diversas vezes que Moshe (Moisés) fez tudo conforme o Eterno lhe ordenara. Se nada na Torá é por acaso, por que repetir essa informação tantas vezes? A resposta pode estar no fato de que é muito fácil nos desviarmos daquilo que o Eterno nos ordena, pois muitas são as vozes que nos puxam noutra direção. A cada coisa que era feita, Moshe (Moisés) tomava um enorme cuidado para que fosse da maneira que o Eterno havia determinado. Assim também devemos fazer com nossos atos. Não darmos chance às vozes da nossa inclinação destrutiva, nem das demais pessoas, caso tais coisas queiram nos tirar do foco do serviço ao Criador. E assim poderemos agir em justiça, tal como Moshe (Moisés) nos ensinou.

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Cuidado Constante (Ex. 1:6)

וַיָּמָת יוֹסֵף וְכָל-אֶחָיו, וְכֹל הַדּוֹר הַהוּא

“Faleceu Yossef, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.” (Shemot/Êxodo 1:6)

Após o falecimento da geração de Yossef (José), o povo egípcio passou a oprimir o povo de Israel. Não é raro que percamos pessoas que nos protegiam, e que passemos a enfrentar enormes dificuldades devido à sua ausência. No entanto, mesmo no auge da opressão dos egípcios, a Torah nos relata que o Eterno protegeu o povo de diversas maneiras. E, posteriormente, levantou um libertador para o povo. Confiemos no Eterno, mesmo quando nos sentimos desprotegidos, pois Ele nunca deixará de cuidar de nós.

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