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A Dor da Sabedoria (Ec. 1:18)

כִּי בְּרֹב חָכְמָה רָב-כָּעַס וְיוֹסִיף דַּעַת יוֹסִיף מַכְאוֹב

“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.” (Qohelet/Eclesiastes 1:18)

Como pode existir sabedoria cansativa, e conhecimento que aumenta dor? A resposta está no tipo de conhecimento ou sabedoria. Muitas pessoas acabam, sem querer, se cansando até mesmo de sua própria fé, porque estabelecem com o Criador tão somente um relacionamento que visa sabedoria e providência cotidianas. Preocupam-se com como vão pagar suas contas, como sair de problemas familiares, entre outros. É claro que colocar essas coisas diante do Eterno é importante, mas se essa é a única forma de sabedoria buscada, brevemente ela se torna cansativa. Quando, contudo, nos preocupamos com entender do Eterno como Ele deseja nos usar, e buscamos dEle aquilo que Ele quer nos dar, ao invés de aquilo que nós queremos receber, então nos abrimos para uma sabedoria que é infinita, e que tem muito a iluminar nossas mentes, e fazer arder nossas almas em amor ao Criador.

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Santidade no Dia-a-Dia (Lv. 22:7)

וּבָא הַשֶּׁמֶשׁ וְטָהֵר וְאַחַר יֹאכַל מִן-הַקֳּדָשִׁים כִּי לַחְמוֹ הוּא

““E havendo-se o sol já posto, então será limpo, e depois comerá das coisas santas; porque este é o seu pão.” (Wayiqra/Levítico 22:7)

O kohen (sacerdote) que estivesse em estado de impureza deveria primeiro se purificar, para depois comer do pão daquilo que pertencia às coisas do Hekhal (Santuário). A preocupação com levarmos uma vida de santidade deve geralmente preceder as coisas cotidianas. Isto é, aquilo que fazemos deve antes ser santo, e não aquilo que é santo ser definido por aquilo que fazemos. Acima de tudo, deve estar o nosso compromisso com a Torah, pois essa é a maior missão de nossas vidas.

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