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Responsabilidade pelos Atos (Ex. 22:6)

כִּי-תֵצֵא אֵשׁ וּמָצְאָה קֹצִים וְנֶאֱכַל גָּדִישׁ אוֹ הַקָּמָה אוֹ הַשָּׂדֶה–שַׁלֵּם יְשַׁלֵּם, הַמַּבְעִר אֶת-הַבְּעֵרָה

“Se irromper um fogo, e pegar nos espinhos, e queimar a meda de trigo, ou a seara, ou o campo, aquele que acendeu o fogo totalmente pagará o queimado.” (Shemot/Êxodo 22:6)

Um dos ensinamentos mais preciosos da Torá pode ser extraído a partir desse versículo: a responsabilidade pela consequência de seus atos. Muitas pessoas acham que só são responsáveis se elas desejavam que o ato tivesse uma consequência. Seria como alguém dizer: Acendi o fogo, mas não era minha intenção que o campo inteiro pegasse fogo, foi um acidente. Proposital ou não, um servo do Eterno sempre deve assumir as responsabilidades de seus atos e, inclusive, buscar a reparação quando isso se fizer necessário.

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Responsabilidade (Gn. 16:5)

וַתֹּאמֶר שָׂרַי אֶל-אַבְרָם, חֲמָסִי עָלֶיךָ–אָנֹכִי נָתַתִּי שִׁפְחָתִי בְּחֵיקֶךָ, וַתֵּרֶא כִּי הָרָתָה וָאֵקַל בְּעֵינֶיהָ; יִשְׁפֹּט יְהוָה, בֵּינִי וּבֵינֶיךָ

“Então disse Sarai a Avram: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; YHWH julgue entre mim e ti.” (Bereshit/Gênesis 16:5)

Sarai duvidou da possibilidade de uma descendência física em idade avançada, e por isso sugeriu a Avram (Abrão) que tomasse a Hagar para dar à luz a um herdeiro. Todavia, ao perceber que seu plano dera errado, e que a serva havia se sentido importante, Sarai não assume a responsabilidade de seu erro. Ao invés disso, culpa Avram (Abrão) e cobra dele uma solução. Nem sempre em nossas vidas iremos fazer a coisa certa. Mas, ao errarmos, devemos assumir o erro, e aceitar as consequências, mesmo que elas sejam ruins. Responsabilizar-se por seus próprios atos é uma das maiores lições da Torah.

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Escolhas (Nm. 25:13)

“E ele, e a sua descendência depois dele, terá a aliança do sacerdócio perpétuo, porquanto teve zelo pelo seu Elohim, e fez expiação pelos filhos de Israel.” (Bamidbar/Números 25:13)

Você já reparou que algumas das coisas mais importantes de nossas vidas começam com pequenos gestos? Uma pequena decisão, como o estar presente em determinado evento onde se conhecerá alguém importante, pode determinar o local onde iremos morar, a pessoa com quem iremos nos casar, nossa carreira profissional, etc. Quando pensamos nos atos que realizamos, a tendência é pensarmos unicamente nos resultados imediatos. A complexidade, contudo, das nossas relações tanto com o outro quanto com o ambiente ao nosso redor faz com que nossos atos se propaguem para muito além do imediato. Como Pinchas, é fundamental plantarmos atos de justiça, pois até nossa descendência colherá o fruto de nossas escolhas.

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Inveja (Nm. 16:3)

“e ajuntando-se contra Moshe e contra Aharon, disseram-lhes: Demais é o que vos arrogais a vós, visto que toda a congregação e santa, todos eles são santos, e YHWH está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a assembléia de YHWH?” (Bamidbar/Números 16:3)

A inveja foi o sentimento mais primitivo por trás da rebelião de Korach (Coré) e teve consequências desastrosas. Não podemos evitar sentir inveja, especialmente quando estamos próximos de pessoas bem-sucedidas ou aparentemente mais felizes do que nós. Todavia, é importante orar, e não deixar que os nossos atos e planos sejam motivados pela inveja. Porque o ato invejoso, acima de tudo, destrói quem o pratica.

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Compaixão? (Jr. 15:5)

“Pois quem se compadecerá de ti, ó Yerushalayim? Ou quem se entristecerá por ti? Quem se desviará para perguntar pela tua paz?” (Yirmiyahu/Jeremias 15:5)

Yerushalayim (Jerusalém) não encontraria quem se compadecesse por ela, porque suas iniquidades eram muitas. É comum nos sentirmos sozinhos quando não encontramos compaixão dos demais por nosso sofrimento. Mas, nem sempre isso é sinal de crueldade dos que estão às voltas. Às vezes, a compaixão não existe porque ela não é devida. Antes de nos acharmos dignos de compaixão, devemos fazer uma profunda reflexão diante do Criador, sem medo da sinceridade, de onde erramos. Só depois disso é que poderemos nos julgar dignos de compaixão, ou avaliar se pagamos o preço por nossas escolhas.

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Orgulho (Jr. 13:15)

“Escutai e dai ouvidos, e não sejais orgulhosos, pois YHWH falou.” (Yirmiyahu/Jeremias 13:15) 

YHWH adverte o povo de Israel para deixar de lado o orgulho, pois o orgulho pode fazer com que o homem deixe de ouvir a palavra que adverte contra a destruição. Há duas formas de deixarmos de ser orgulhosos: Pode ser por meio da nossa conscientização, ou pode ser sofrendo uma humilhação providencial. É preciso lembrar que nada somos perante o Rei do Universo, e assim termos a humildade de reconhecer que Ele sabe o que é melhor para nós.

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Pressa com Palavras (Pv. 29:20)

“Se vires um homem apressado com suas palavras, há mais esperança para um tolo do que para ele.”
(Mishlei/Provérbios 29:20)

 

A pressa ao falar pode destruir num minuto aquilo que se leva anos para construir. Procure encontrar formas de conter sua ansiedade em falar. Uma noite de sono pode ajudar a organizar os pensamentos. Se a vontade de falar for muita, escreva para você mesmo, sem censura, aquilo que deseja dizer. Depois, reveja e ajuste suas palavras até que tenha a certeza de que não irá se arrepender delas. Essa técnica pode ajudar a aplacar a ansiedade inicial, sem que as consequências sejam destrutivas.

 

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