Arquivo da tag: conhecimento

Usando a Bíblia de forma nociva (Jr. 31:34)

כֹּה אָמַר יהוה נֹתֵן שֶׁמֶשׁ לְאוֹר יוֹמָם חֻקֹּת יָרֵחַ וְכוֹכָבִים לְאוֹר לָיְלָה; רֹגַע הַיָּם וַיֶּהֱמוּ גַלָּיו יהוה צְבָאוֹת שְׁמוֹ

“E não ensinará mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei a ADONAY; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz ADONAY; porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.” (Yirmiyahu/Jeremias 31:34)

O principal objetivo do Eterno é ser por nós conhecido. Tanto que adquirir conhecimento dEle é o primeiro dos 613 mandamentos da Torá. Ler a respeito do que alguém fez a um terceiro pode ajudar no conhecimento, mas não é suficiente. É preciso que haja um conhecimento que vem de um relacionamento, do dia-a-dia. Quem você apresentará a seus filhos: Uma Divindade que agia quatro mil anos atrás, ou o Eterno, que age com você no dia-a-dia? A Bíblia não pode ser sua única fonte de experiência. É importantíssimo contar e anotar, e se lembrar, regularmente de tudo aquilo o Eterno fez não só para nossos pais, mas para você. Até mesmo algo tão extraordinário como a Bíblia pode ser ruim se usado para fins errados. E nada deve substituir a lembrança do que o Eterno fez e faz por você, pois além de te fortalecer nas horas de angústia, servirá de firme fundamento para seus filhos.

© 5776 – Qol haTorá (www.qol-hatora.org) – Permitida a reprodução se os créditos forem mantidos.

Fonte Inesgotável de Bênçãos (Ex. 18:24)

וַיִּשְׁמַע מֹשֶׁה לְקוֹל חֹתְנוֹ וַיַּעַשׂ כֹּל אֲשֶׁר אָמָר

“E Moshe deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito.” (Shemot/Êxodo 18:24)

Mesmo sendo alguém com quem o Eterno falava diretamente, Moshe (Moisés) deu ouvidos ao seu sogro. Humilde, Moshe sabia reconhecer que toda pessoa é capaz de nos ensinar alguma coisa. Desde os tempos de Moshe, os sábios procuravam reconhecer e adquirir conhecimento das mais variadas fontes e pessoas. Entendendo que todo conhecimento disponibilizado pelo Criador adiante de nós é uma fonte inesgotável de bênçãos. Saiba reconhecer a sabedoria daqueles em torno, e certamente serás capaz de melhor aproveitar esse maravilhoso presente que o Eterno nos concede. Para isso, é preciso deixar de lado o ego, e emular a humildade de Moshe.

© 5775 – Qol haTorah (www.qol-hatora.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Bom Nome (Pv. 22:1)

נִבְחָר שֵׁם מֵעֹשֶׁר רָב: מִכֶּסֶף וּמִזָּהָב חֵן טוֹב

“Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.” (Mishlê/Provérbios 22:1)

O mundo atual sugere que devamos investir muito em nós: novos conhecimentos, novas formações, crescimento de carreira, etc. Contudo, uma virtude tem sido deixada esquecida: A de se ter um bom nome. Atinge-se um bom nome com atos de justiça, mesmo quando a injustiça nos favoreceria. Tendemos a ser mais permissivos quando algo injusto nos é benéfico, mas esse é o caminho mais rápido para a ruína do nome. Seja reto, íntegro em todas as coisas, senhor de seus lábios e de seus atos, pois o bom nome é o melhor investimento que se pode fazer sobre si, e é uma virtude cada vez mais rara.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Resistindo ao Mal (Pv. 7:5)

לִשְׁמָרְךָ מֵאִשָּׁה זָרָה מִנָּכְרִיָּה אֲמָרֶיהָ הֶחֱלִיקָה
“Para que elas te guardem da mulher alheia, da estrangeira que lisonjeia com as suas palavras.” (Mishlê/Provérbios 7:5)

A função do estudo da Torah é, frequentemente, nos munir das armas necessárias para nos protegermos da nossa inclinação destrutiva, pois diariamente somos provados em situações difíceis. É como manter-se saudável diante de uma epidemia de gripe: Não há garantias de que não iremos contrair a enfermidade, mas nossas chances de evitá-la, ou de nos recuperarmos rapidamente, são bem maiores. Assim é com aquele que se ocupa de meditar na Torah regularmente. Suas chances de não sucumbir ao pecado, ou de se recuperar dele, serão muito maiores.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Sonhos e Visões (Ez. 1:1)

וַיְהִי בִּשְׁלֹשִׁים שָׁנָה בָּרְבִיעִי בַּחֲמִשָּׁה לַחֹדֶשׁ וַאֲנִי בְתוֹךְ-הַגּוֹלָה עַל-נְהַר-כְּבָר נִפְתְּחוּ הַשָּׁמַיִם וָאֶרְאֶה מַרְאוֹת אֱלֹהִים

“E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Kevar, se abriram os céus, e eu tive visões de Elohim.” (YeHezqel/Ezequiel 1:1)

As Escrituras dizem que o Eterno se comunica conosco através de sonhos e visões. Apenas com Moshe (Moisés), e ninguém mais, o Eterno falou com voz audível. YeHezqel (Ezequiel) começa seu relato afirmando que teve visões. Visões precisam ser interpretadas, assim como sonhos. Para conhecer o conteúdo de sonhos e visões e saber compreendê-los, é preciso uma boa dose de conhecimento das Escrituras, e estar atento aos detalhes. Especialmente daquilo que o Eterno quer nos dizer, e que frequentemente não desejamos ouvir ou tomar consciência.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Reconhecendo a Voz (1 Sm. 3:7)

“Porém Sh’muel ainda não conhecia a YHWH, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra de YHWH.” (Sh’muel Alef/1 Samuel 3:7)

O menino Sh’muel (Samuel) ainda não conhecia o Eterno, e por essa razão ao ouvir a Sua voz, pensou que Eli o havia chamado. Sh’muel (Samuel) somente soube o que fazer ao ouvir a adequada instrução de Eli. Muita gente hoje ouve a voz do Eterno, de muitas formas distintas. Porém, a falta de dedicar-se a conhecê-Lo faz com que não saibam reconhecer a Sua voz. Essas pessoas continuam pedindo ao Eterno, às vezes insistentemente, que fale com elas. Quando, na realidade, pode ser que o que falte seja apenas saber reconhecer a Sua voz.

© 2013 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Conhecimento (Ec. 1:18)

“”Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.” (Cohelet/Eclesiastes 1:18)

Shlomo haMelech (o rei Salomão) reinou por anos em Israel, e teve tempo para poder assimilar o que aprendeu. Mesmo assim, a observação de todas as coisas o angustiou e enfadou. O aprendizado de qualquer coisa na vida requer mais do que absorver conhecimento. Requer tempo para que criemos as estruturas necessárias para suportar a sabedoria adquirida. Seja constante nos seus aprendizados, mas não apresse demais o tempo de assimilação, para que o peso do conhecimento não se torne um fardo para o qual você não tenha desenvolvido a necessária estrutura.

© 2013 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.