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Conflito e Paz (Dt. 20:10)

כִּי-תִקְרַב אֶל-עִיר לְהִלָּחֵם עָלֶיהָ–וְקָרָאתָ אֵלֶיהָ לְשָׁלוֹם

“Quando te achegares a alguma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás a paz.” (Debharim/Deuteronômio 20:10)

Mesmo em situação de guerra, a Torá determina que primeiramente se esgotem as possibilidades relativas à paz. Analogamente, há situações em nossas vidas nas quais as soluções pacíficas se tornam inviáveis. No entanto, devemos esgotar primeiro todas as possibilidades de solução pacífica. Entregar-se à contenda de imediato pode ser precipitado, se antes não tentarmos uma via não-conflituosa. Há momentos em que precisamos ser firmes e nos defendermos perante um conflito. Porém, buscar primeiro a paz é uma grande virtude.

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Conflito Precipitado (Nm. 22:3)

וַיָּגָר מוֹאָב מִפְּנֵי הָעָם מְאֹד–כִּי רַב-הוּא וַיָּקָץ מוֹאָב מִפְּנֵי בְּנֵי יִשְׂרָאֵל

“Mo’abh temeu muito diante deste povo, porque era numeroso; e Mo’abh andava angustiado por causa dos filhos de Israel.” (Bamidbar/Números 22:3)

Os filhos de Mo’abh estavam angustiados por causa de Israel. Porém, ao invés de tentarem um acordo diplomático, resolveram partir para a agressão, mesmo não tendo sido provocados. E foi justamente a sua ação que, por fim, os conduziu à ruína. O medo de um suposto perigo pode nos fazer tomarmos atitudes precipitadas, e frequentemente essas atitudes são muito mais perigosas do que qualquer suposta ameaça. A chave para não cair em armadilhas é buscar sempre o diálogo, e a oração. Há casos em que o conflito é inevitável, mas, ele deve ser sempre o último recurso.

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Conflito Indesejado (Sl. 120:7)

אֲנִי-שָׁלוֹם וְכִי אֲדַבֵּר; הֵמָּה לַמִּלְחָמָה
“Pacífico sou, mas quando eu falo já eles procuram a guerra.” (Tehilim/Salmos 120:7)

Há situações em que parece que tudo que dizemos gera conflito. É como se as pessoas ao nosso redor já estivessem dispostas à contenda, mesmo quando nós não desejamos brigar. Essa é a angústia descrita pelo salmista, e em sua angústia ele clama ao Eterno que o livre te tais pessoas. Há pessoas que buscam o conflito continuamente, mesmo quando nossas palavras são pacíficas. Melhor é fazer como o salmista e pedir ao Eterno que nos livre de tais pessoas, e se afastar delas quando tiver oportunidade.

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Conflito e Prioridade (Gn. 33:4)

וַיָּרָץ עֵשָׂו לִקְרָאתוֹ וַיְחַבְּקֵהוּ וַיִּפֹּל עַל-צַוָּארָו וַיִּשָּׁקֵהוּ; וַיִּבְכּוּ

“Então ‘Essaw correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.” (Bereshit/Gênesis 33:4)

Desde a última vez em que se viram, ‘Essaw (Esaú) nutria grande ira contra Ya’aqov (Jacó), em função da disputa pelas bênçãos do pai. Ao se virem, todavia, a rivalidade deu lugar a outro sentimento mais importante: A saudade que sentiam um do outro. Ter razão numa contenda pode ser bom, mas também pode nos levar a uma posição solitária. Abdicar de um conflito nem sempre significa que deixamos de ter razão, mas sim que priorizamos preservar, ou mesmo restaurar, um relacionamento que nos é precioso.

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