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O Bom Olhado (Pv. 22:9)

טוֹב-עַיִן הוּא יְבֹרָךְ כִּי-נָתַן מִלַּחְמוֹ לַדָּל

“Amarás, pois, ADONAY teu Elohim de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Debarim/Deuteronômio 6:5)

Muitas pessoas têm medo do chamado mau olhado, geralmente entendido como negatividade vinda da ira, inveja ou ciúmes de um terceiro. Mas, o Tanakh (Bíblia Judaica) fala em diversas ocasiões sobre o que poderíamos chamar de “bom olhado”, isto é, um olhar generoso, que atenta para o sofrimento do outro. A maneira como vemos as pessoas pode afetar diretamente a nossa forma de lidar com elas, assim como o nosso desenvolvimento espiritual. Se vemos a todos com olhar de desconfiança, de desdém ou mesmo de ira, então teremos dificuldade de fazer o bem. Quando procuramos ver o sofrimento que as pessoas têm com suas próprias limitações, então acabamos por desenvolver a nossa capacidade de ser luz onde para o outro há trevas. Se eu entendo aquilo no qual meu irmão sofre ou tem dificuldade de vencer, posso ser um instrumento do Eterno para ajudá-lo e, através disso, também ser abençoado.

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Bondade Retribuída (Rt. 2:9)

עֵינַיִךְ בַּשָּׂדֶה אֲשֶׁר-יִקְצֹרוּן וְהָלַכְתְּ אַחֲרֵיהֶן–הֲלוֹא צִוִּיתִי אֶת-הַנְּעָרִים לְבִלְתִּי נָגְעֵךְ וְצָמִת וְהָלַכְתְּ אֶל-הַכֵּלִים וְשָׁתִית מֵאֲשֶׁר יִשְׁאֲבוּן הַנְּעָרִים

“Os teus olhos estarão atentos no campo que segarem, e irás após elas; não dei ordem aos moços, que não te molestem? Tendo tu sede, vai aos vasos, e bebe do que os moços tirarem.” (Rut 2:9)

Rut demonstrou não apenas o seu desejo de seguir o Elohim de Israel, mas também uma profunda lealdade para com Naomi, sua sogra. Ela poderia tê-la deixado, e procurado outro marido israelita, mas se recusa a fazê-lo. Isso motiva Bo’az a tratá-la de forma diferenciada. Quando agimos para com o próximo com bondade e amor, o Eterno se aproxima de nós e cuida de nossos passos, mesmo nas situações mais adversas. O carinho do Eterno pode ser sentido, mesmo na adversidade, quando percebemos que a única coisa que nos sustenta é a Sua misericórdia.

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Infinita Bondade (Sl. 136:26)

הוֹדוּ לְאֵל הַשָּׁמָיִם: כִּי לְעוֹלָם חַסְדּוֹ
“Louvai ao El dos céus; porque a sua graça dura para sempre.” (Tehilim/Salmos 136:26)

É curioso como um salmo que se ocupa de narrar os feitos do Criador encerre cada frase com: porque a sua graça dura para sempre. Nenhum dos atos do Criador para conosco, desde os tempos da Criação, ocorrem por mérito nosso, e sim por Sua infinita bondade. Mesmo quando Israel O desprezou, Ele foi misericordioso para conosco. E se Ele fez prodígios quando dEle merecíamos a rejeição, imagine as maravilhas que veremos quando verdadeiramente andarmos na Sua Torah. Façamos a nossa parte, por amor a Ele, e Ele retribuirá nos capacitando a sermos luz para as nações.

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Bons Frutos (1 Sm. 30:11)

וַיִּמְצְאוּ אִישׁ-מִצְרִי בַּשָּׂדֶה, וַיִּקְחוּ אֹתוֹ אֶל-דָּוִד; וַיִּתְּנוּ-לוֹ לֶחֶם וַיֹּאכַל, וַיַּשְׁקֻהוּ מָיִם

“E acharam no campo um homem egípcio, e o trouxeram a Dawid; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água.” (Shemuel Alef/1 Samuel 30:11)

Uma das mais importantes vitórias militares de Dawid narradas no Tanakh (Bíblia Hebraica) ocorreu porque ele e seus homens pararam para cuidar de um homem estrangeiro caído no campo. Muitas vezes, o Eterno coloca adiante de nós oportunidades de fazer o bem, que resultam no retorno de um bem ainda maior para nós. Antes de nos indagarmos pelas bênçãos do Eterno, devemos avaliar se em nossas vidas temos aproveitado essas oportunidades. Embora devamos fazer o bem porque é certo, a Torah também indica que colhemos os frutos de nossas escolhas. E sem boas escolhas, não há possibilidade de bons frutos.

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