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Dificuldade ou Bênção? (Ex. 5:2)

וַיֹּאמֶר פַּרְעֹה–מִי יהוה אֲשֶׁר אֶשְׁמַע בְּקֹלוֹ לְשַׁלַּח אֶת-יִשְׂרָאֵל לֹא יָדַעְתִּי אֶת-יהוה וְגַם אֶת-יִשְׂרָאֵל לֹא אֲשַׁלֵּחַ

“Mas Faraó disse: Quem é ADONAY, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço ADONAY, nem tampouco deixarei ir Israel?” (Shemot/Êxodo 5:2)

O começo da redenção promovida pelo Eterno através de Moshé (Moisés) parecia desastroso para Israel. Ao invés de dar ouvidos a ele, faraó ainda endureceu sua atitude perante o povo de Israel. Moshé, contudo, permaneceu firme no seguir as instruções do Criador, e a adversidade aparente se revelou um grande livramento. Muitas vezes, as melhores coisas que o Eterno coloca adiante de nós, as experiências mais extraordinárias, começam com ares de dificuldade, e de angústia. No entanto, a perseverança costuma nos dar outra perspectiva. As dificuldades de hoje podem revelar ser as grandes bênçãos de amanhã.

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Dividindo Bênçãos (Dt. 26:11)

וְשָׂמַחְתָּ בְכָל-הַטּוֹב אֲשֶׁר נָתַן-לְךָ יהוה אֱלֹהֶיךָ–וּלְבֵיתֶךָ אַתָּה וְהַלֵּוִי וְהַגֵּר אֲשֶׁר בְּקִרְבֶּךָ

“E te alegrarás por todo o bem que ADONAY teu Elohim te tem dado a ti e à tua casa, tu e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti.” (Debharim/Deuteronômio 26:11)

O objetivo desta miswá (mandamento) é mais do que simplesmente repartir os bens com a classe sacerdotal e com os menos favorecidos. O objetivo era também compartilhar a alegria, de modo que o sucesso de uma pessoa pudesse ser também a causa de júbilo para os demais. Observa-se então que o Eterno não deseja que nossas vitórias sejam guardadas apenas para nós, mas sim que sejam compartilhadas, e que a nossa alegria possa também contagiar outras pessoas ao nosso redor. Claro, tudo pede moderação, e é preciso cautela quanto a não se expor demais ou parecer arrogante. Todavia, partilhar aquilo que o Eterno fez por nós é muito importante, de modo a fortalecer aqueles que estão ao redor, encorajando-os a também entregarem seus caminhos ao Criador.

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Controlando Bênçãos e Maldições (Nm. 23:11)

וַיֹּאמֶר בָּלָק אֶל-בִּלְעָם מֶה עָשִׂיתָ לִי לָקֹב אֹיְבַי לְקַחְתִּיךָ וְהִנֵּה בֵּרַכְתָּ בָרֵךְ

“Então disse Balaq a Bil`am: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que inteiramente os abençoaste.” (Bamidbar/Números 23:11)

Balaq comete aqui um erro primário: Atribui a capacidade de abençoar, ou de amaldiçoar, a Bil`am (Balaão), e não ao Eterno. Isso nada mais é do que um ato de idolatria. Há muitas pessoas que tem algo em comum com Balaq, mesmo não percebendo: Ao buscarem esta ou aquela pessoa, em particular, para de alguma maneira obter resultados satisfatórios com uma oração, ou suposta profecia, não percebem que, com isso, atribuem poder ao ser humano, ao invés de ao Criador dos céus e da terra. O Eterno não aceita concorrentes. Mesmo que fosse da vontade dEle abençoar Balaq (o que não era), Ele jamais toleraria dividir sua glória. É importante ter ciência de Quem servimos, e Quem verdadeiramente pode nos abençoar.

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O Segredo da Bênção (Nm. 6:27)

וְשָׂמוּ אֶת-שְׁמִי עַל-בְּנֵי יִשְׂרָאֵל וַאֲנִי אֲבָרְכֵם

“Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.” (Bamidbar/Números 6:27)

O texto da Torá não é muito claro acerca de quem o Eterno iria abençoar, se os filhos de Israel, ou se os kohanim (sacerdotes) que sobre eles pronunciariam a bênção. Ibn `Ezra afirma que seria a segunda alternativa. A razão é que, ao cumprirem o mandamento de abençoarem os filhos de Israel, os kohanim seriam abençoados. Podemos pensar em três bênçãos: Ao abençoar os filhos de Israel, estariam abençoando a si próprios. Ao abençoarem as demais tribos, eles também teriam maior abundância. E, por fim, ao cumprirem o mandamento, seriam abençoados por sua fidelidade. Este é um dos segredos da Torá: Quanto mais fazemos pelos outros, mais somos abençoados. Tanto como resultado direto da própria bênção, quanto pela nossa fidelidade ao Criador.

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Fonte Inesgotável de Bênçãos (Ex. 18:24)

וַיִּשְׁמַע מֹשֶׁה לְקוֹל חֹתְנוֹ וַיַּעַשׂ כֹּל אֲשֶׁר אָמָר

“E Moshe deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito.” (Shemot/Êxodo 18:24)

Mesmo sendo alguém com quem o Eterno falava diretamente, Moshe (Moisés) deu ouvidos ao seu sogro. Humilde, Moshe sabia reconhecer que toda pessoa é capaz de nos ensinar alguma coisa. Desde os tempos de Moshe, os sábios procuravam reconhecer e adquirir conhecimento das mais variadas fontes e pessoas. Entendendo que todo conhecimento disponibilizado pelo Criador adiante de nós é uma fonte inesgotável de bênçãos. Saiba reconhecer a sabedoria daqueles em torno, e certamente serás capaz de melhor aproveitar esse maravilhoso presente que o Eterno nos concede. Para isso, é preciso deixar de lado o ego, e emular a humildade de Moshe.

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Bênção para a Família (Gn. 22:18)

וְהִתְבָּרְכוּ בְזַרְעֲךָ כֹּל גּוֹיֵי הָאָרֶץ עֵקֶב אֲשֶׁר שָׁמַעְתָּ בְּקֹלִי

“E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.” (Bereshit/Gênesis 22:18)

A obediência à Torá traz efeitos extraordinários: Não apenas afeta espiritualmente a vida de quem a segue, como também a da família, em especial, dos descendentes. A razão para isso é simples: A Torá é um pacto coletivo, e assim sendo, o objetivo do Eterno é ensinar que ela afeta a coletividade. Muitas de nossas escolhas de vida podem trazer consequências negativas sobre nossas famílias e, em particular, nossos filhos. Escolher seguir a Torá é, portanto, mais do que um bem individual. É um investimento positivo na saúde espiritual daqueles que nos cercam.

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Bênçãos Enganosas (Gn. 14:23)

אִם-מִחוּט וְעַד שְׂרוֹךְ-נַעַל וְאִם-אֶקַּח מִכָּל-אֲשֶׁר-לָךְ וְלֹא תֹאמַר אֲנִי הֶעֱשַׁרְתִּי אֶת-אַבְרָם

“Jurando que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Avram.” (Bereshit/Gênesis 14:23)

Avram (Abrão) poderia ter ficado com os bens oferecidos pelo rei de Sodoma. Não era nenhum favor, afinal Avram tinha ganho uma guerra e livrado o rei de seus inimigos. No entanto, Avram sabia que se tomasse daquilo, o preço poderia ser alto. Muitas vezes o Eterno fala conosco através da voz da nossa consciência e nos diz: “Não faças!” Há caminhos e recompensas que são tentadores, mas que Ele nos adverte e nos coloca em mente o incômodo, para nos proteger de consequências futuras. Tais coisas são verdadeiras bênçãos enganosas, cuja aparência é desejável, mas o preço é alto. Quanto mais ligado a Ele estivermos, mais estaremos atentos a tais situações, e mais saberemos discernir quando Ele nos dá uma advertência./p>

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Caçadores de Bênçãos (Dt. 11:26)

רְאֵה אָנֹכִי נֹתֵן לִפְנֵיכֶם הַיּוֹם בְּרָכָה וּקְלָלָה

“Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição.” (Devarim/Deuteronômio 11:26)

Muitas pessoas são caçadores de bênçãos. Movem céus e terra para poderem ir atrás de cultos ou pessoas religiosas que, teoricamente, seriam capazes de abençoá-las. E, apesar de seus grandes esforços, só colhem frustração. Porque seus esforços estão sendo empregados no lugar errado. A Torah é simples. A bênção não depende disso, mas está ao alcance de todo aquele que a desejar. Basta, para isso, optar por viver uma vida reta e obediente aos mandamentos do Criador. Quanto mais nos dedicamos a isso, e quanto mais mandamentos incorporamos em nosso dia-a-dia, mais seremos abençoados. É nisso que devemos nos esforçar, se desejamos ver resultados.

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Soberania (Is. 5:4)

מַה-לַּעֲשׂוֹת עוֹד לְכַרְמִי וְלֹא עָשִׂיתִי בּוֹ מַדּוּעַ קִוֵּיתִי לַעֲשׂוֹת עֲנָבִים וַיַּעַשׂ בְּאֻשִׁים

“Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? Por que, esperando eu que desse uvas boas, veio a dar uvas bravas?” (Yeshayahu/Isaías 5:4)

Há duas formas através das quais o Eterno nos torna cientes de que Ele é Senhor sobre nossas vidas: Através do cuidado, ou através da provação. Pode-se identificar o cuidado quando Ele faz acontecerem as coisas mais improváveis, e nos coloca em terras férteis. Porém, muitas vezes as pessoas não reconhecem a soberania dEle quando são abençoadas, e precisam assim passar por provações para reconhecerem que Ele é Soberano sobre suas vidas. Cabe a reflexão sincera: Somos tão amorosos, obedientes, tementes e dedicados a Ele quando tudo está bem, quanto quando passamos por tribulações?

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Cobrança e Bênção (Jó 41:3)

מִי הִקְדִּימַנִי וַאֲשַׁלֵּם תַּחַת כָּל-הַשָּׁמַיִם לִי-הוּא
“Quem primeiro Me deu, para que Eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é Meu.” (Iyov/Jó 41:3)

Antes de ser restituído e abençoado em tudo o que fazia, Iyov (Jó) precisou compreender que todas as coisas pertenciam ao Criador, e que Ele não é devedor de ninguém. Muitas vezes nos perguntamos por que o Eterno não nos abençoa em determinada área de nossas vidas. Essa é uma possível resposta. Enquanto cobrarmos algo do Eterno como se fôssemos merecedores, Ele se calará. Melhor é compreender que tudo o que temos é fruto de Sua infinita misericórdia, e não de nossos próprios méritos. O Pai amoroso cuida de seus filhos porque os ama, e não porque ele lhes é devedor.

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