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O Poder da Gratidão (Sl. 136:1)

הוֹדוּ לַיהוָה כִּי-טוֹב כִּי לְעוֹלָם חַסְדּוֹ

“Louvai a ADONAY, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.” (Tehilim/Salmos 136:1)

Não é por acaso que esse salmo se encontra nas Escrituras. Se formos refletir bem, o Eterno em Sua glória não necessita de nossa gratidão. Mesmo assim, Ele nos ensina a sermos gratos – lição essa que também é transmitida pelo salmista e pelos nossos sábios. A razão é simples: A gratidão é uma força extraordinária, que demonstra o valor que damos àquilo que recebemos de bom grado. Aquele que expressa sua gratidão, não apenas pelo que o Eterno lhe dá, mas pelo que os outros à sua volta lhe proporcionam, pavimenta o caminho para receber mais bênçãos. Aquele que se esquece da gratidão não comete apenas uma injustiça, mas atenta contra a própria fonte de onde as bênçãos provêm. Ser grato pelo que se tem é uma das chaves para a sabedoria e a felicidade.

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Pedras e Bênçãos (1 Sm. 7:12)

וַיִּקַּח שְׁמוּאֵל אֶבֶן אַחַת וַיָּשֶׂם בֵּין-הַמִּצְפָּה וּבֵין הַשֵּׁן וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמָהּ אֶבֶן הָעָזֶר; וַיֹּאמַר עַד-הֵנָּה עֲזָרָנוּ יהוה

“Então tomou Shemu’el uma pedra, e a pôs entre Mispá e Shen, e chamou-lhe Even ha`azer; e disse: Até aqui nos ajudou ADONAY.” (Shemu’el Alef/1 Samuel 7:12)

Shemu’el haNavi (o profeta Samuel) sabiamente colocou uma pedra num local em que o povo recebeu uma vitória após clamar incessantemente ao Eterno. Sua frase seguinte ficaria muito conhecida: Até aqui nos ajudou ADONAY. Mas essa frase é mais do que um mero bordão. É uma afirmação de fé, mas não de uma fé cega, e sim de uma confiança sólida e firme como uma pedra, baseada na experiência com o Criador. Certamente se você olhar para trás na sua vida, você verá momentos em que o Eterno te ajudou de maneira extraordinária. Mas, onde estão as pedras? Sem as pedras, isto é, os marcos que ajudam a manter o foco da fé, nos lembrando daquilo que o Eterno fez por nós, corremos o risco de nos perder no esquecimento que vem com as novas angústias. Lembre-se com gratidão sobre aquilo que ocorreu no passado, e o Eterno te abençoará no presente.

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Difícil Escolha (Dt. 28:3)

בָּרוּךְ אַתָּה בָּעִיר וּבָרוּךְ אַתָּה בַּשָּׂדֶה

“Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.” (Debarim/Deuteronômio 28:3)

Como é difícil estar diante de uma situação na qual se pode ir para a esquerda, ou para a direita! O que fazer? Como agir? Muitas pessoas ficam paralisadas diante de uma escolha, esperando que o Eterno revele qual o caminho a ser tomado. Porém, o Eterno não age assim, pois maturidade implica em saber escolher e se responsabilizar pelas suas escolhas. Se você confia no Eterno e tem com Ele uma aliança, se fez dEle o seu Senhor, então o caminho que você escolher, Ele abençoará. E se houver armadilhas, confie que Ele te desviará de todas elas. O Eterno não abençoa quem fica parado diante da indecisão, mas sim quem confia nEle o suficiente para saber que Ele abençoará todas as tuas veredas. Como diz a Escritura acima, onde você estiver, Ele te abençoará.

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Testemunho Vivo (Js. 4:6)

לְמַעַן תִּהְיֶה זֹאת אוֹת–בְּקִרְבְּכֶם כִּי-יִשְׁאָלוּן בְּנֵיכֶם מָחָר לֵאמֹר מָה הָאֲבָנִים הָאֵלֶּה לָכֶם

“Para que isto seja por sinal entre vós; e quando vossos filhos no futuro perguntarem, dizendo: Que significam estas pedras?” (Yehoshua`/Josué 4:6

As doze pedras colocadas na conquista da terra simbolizavam o que o Eterno fez para cada uma das tribos. Era um testemunho vivo de que aquilo que o Eterno promete, Ele sempre cumpre. A função dessas pedras era evitar que as gerações futuras se sentissem excluídas das promessas do Criador. Assim é conosco: Frequentemente nos sentimos excluídos das bênçãos do Eterno quando passamos por adversidades. Um dos motivos para esse sentimento pode ser o fato de que, quando estamos em tempos de bênçãos, não lembramos de firmar testemunho daquilo que foi feito por nós. Sem o testemunho da bênção, atravessar a adversidade pode ser bem mais doloroso. Lembre-se disso da próxima vez que o Eterno te abençoar, para que a memória persista também nos tempos das provações.

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O Propósito da Fé (Sl. 115:1)

לֹא לָנוּ יהוה לֹא-לָנוּ כִּי-לְשִׁמְךָ תֵּן כָּבוֹד–עַל-חַסְדְּךָ עַל-אֲמִתֶּךָ

“Não a nós, ADONAY, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.” (Tehilim/Salmos 115:1)

Há uma grande parcela de pessoas que não compreende os objetivos da fé monoteísta. Muitos acham que ela é basicamente uma forma de assegurar que nós seremos servidos pelo Eterno, e são incapazes de compreender que o papel que nos cabe é o de servos, e não o de servidos. A fé existe para nos tornar melhores, nos aperfeiçoar para que possamos aprender aquilo que necessitaremos para poder melhor servir o Criador no mundo vindouro. Embora o Eterno cuide de nós, o objetivo principal é aprendermos como podemos nos alinhar a Ele, e não como receber dEle as coisas que desejamos. Sejamos gratos pela vida e pelos planos que Ele nos concede, aceitando de bom grado e alegremente o nosso papel de servos no reino de nosso Eterno Senhor.

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Obtendo Porção Dobrada (Is. 61:7)

תַּ֤חַת בָּשְׁתְּכֶם֙ מִשְׁנֶ֔ה וּכְלִמָּ֖ה יָרֹ֣נּוּ חֶלְקָ֑ם לָכֵ֤ן בְּאַרְצָם֙ מִשְׁנֶ֣ה יִירָ֔שׁוּ שִׂמְחַ֥ת עֹולָ֖ם תִּהְיֶ֥ה לָהֶֽם

“Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; e em lugar da afronta exultareis na vossa parte; por isso na sua terra possuirão o dobro, e terão perpétua alegria.” (Yeshayahu/Isaías 61:7)

Muitas pessoas se indagam qual o segredo de receber porção dobrada, segundo as Escrituras. Alguns vagam de lugar em lugar, dando ouvidos às doutrinas mais insanas, outros caem presas daqueles cuja intenção é duvidosa, e no entanto não alcançam a porção dobrada. Como obtê-la? Pelo contexto, observamos que a porção dobrada vem a partir de um quebrantamento de coração, um aceite das consequências da transgressão e, por fim, um buscar a face do Eterno em arrependimento verdadeiro. Se você deseja uma maior abundância em felicidade ou mesmo prosperidade, faça da busca do Eterno a sua prioridade. Diante do coração íntegro e do interior quebrantado, o Eterno derrama abundância sobre todos aqueles que buscam a Sua face.

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Abatimento e Transgressão (1 Rs. 21:4)

יָּבֹא אַחְאָב אֶל-בֵּיתוֹ סַר וְזָעֵף עַל-הַדָּבָר אֲשֶׁר-דִּבֶּר אֵלָיו נָבוֹת הַיִּזְרְעֵאלִי וַיֹּאמֶר לֹא-אֶתֵּן לְךָ אֶת-נַחֲלַת אֲבוֹתָי וַיִּשְׁכַּב עַל-מִטָּתוֹ וַיַּסֵּב אֶת-פָּנָיו וְלֹא-אָכַל לָחֶם

“Então AHabh veio desgostoso e indignado à sua casa, por causa da palavra que Nabhot, o jizreelita, lhe AHabh, quando disse: Não te darei a herança de meus pais. E deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão.” (Melakhim Alef/1 Reis 21:4)

AHabh (Acabe) era rei sobre Israel, e tinha muitas vinhas à sua disposição. No entanto, cobiçou aquilo que não poderia ter: a vinha de seu vizinho Nabhot (Nabote). E justamente aí esteve o princípio de uma transgressão gravíssima, que levaria à sua ruína. É saudável que o ser humano almeje conquistas, pois elas o estimulam a prosseguir se aperfeiçoando. Porém, levado ao extremo, o sentimento de frustração devido ao que não tem pode levá-lo à sua destruição. É importante sempre refletir sobre o que temos, para que a frustração do que não temos não nos tire a felicidade. Se AHabh (Acabe) tivesse atentado para o que tinha a seu dispor, e se alegrado perante o Eterno, teria sido capaz não só de ser mais realizado, como também de evitar por tudo a perder.

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Desconstruindo para Reconstruir (Mensagem Especial de Rosh Hodesh)

וְאֶת-הַדָּבָר הַזֶּה עֲשֵׂה הָסֵר הַמְּלָכִים אִישׁ מִמְּקֹמוֹ וְשִׂים פַּחוֹת תַּחְתֵּיהֶם

“Escondeu-se, pois, Dawid no campo; e, sendo a lua nova, assentou-se o rei para comer pão.” (Shemu’el Aelf/1 Samuel 20:24)

A lua nova, nos tempos bíblicos, era marcada pelo reaparecimento da luz da lua após estar oculta ao final do quarto minguante. A volta da luz da lua era marcada por grande celebração. E justamente nessa época, Dawid (Davi) não tinha muitos motivos para celebrar. Acuado, perseguido e escondido, Dawid viu sua vida se esfacelar diante de seus olhos, devido ao ciúme do rei. No entanto, foi justamente a partir dessa situação que Dawid foi conduzido ao reinado de Israel, tendo sido um dos reis israelitas mais importantes da história, cuja dinastia perdurará até o fim desta existência. Sem tirar Dawid da posição onde estava, não teria sido possível conduzi-lo ao objetivo final. Frequentemente, as maiores e mais importantes bênçãos do Eterno começam com períodos em que nossas vidas viram de pernas para o ar, em que tudo que é novo parece ser pior, e que os prognósticos são os mais pessimistas possíveis. Nessas horas, no Eterno é fundamental para não se abater, pois toda grande renovação começa com desconstrução.

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Prosperidade Decorrente (Jó 1:1)

אִישׁ הָיָה בְאֶרֶץ-עוּץ אִיּוֹב שְׁמוֹ וְהָיָה הָאִישׁ הַהוּא תָּם וְיָשָׁר וִירֵא אֱלֹהִים–וְסָר מֵרָע

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Iyobh; e era este homem íntegro, reto e temente a Elohim e desviava-se do mal.” (Iyobh/Jó 1:1)

O livro de Iyobh (Jó) começa de maneira intrigante. Antes mesmo de narrar que Iyobh tinha muitas posses e uma vida próspera, o texto bíblico afirma que ele era íntegro e reto diante do Criador. Essa é uma inversão proposital. Enquanto o ser humano olha para a abundância e julga que determinada pessoa está agradando o Eterno, a Escritura faz questão absoluta de desvincular a fidelidade de Iyobh dos seus bens materiais. Essa é uma importante lição para aqueles que tentam barganhar com o Eterno, prometendo fidelidade caso sejam abençoados. Iyobh, contudo, não era íntegro porque era abençoado, mas sim era abençoado por ser íntegro. Sua integridade vinha pelo reconhecimento do Criador, e não movido pelo desejo de ser beneficiado. É importante que nossa conduta sempre seja assim: Servindo e sendo grato, independentemente do que o Eterno irá nos prover. Aquele que consegue chegar nesse caminho não precisará implorar bênçãos, pois elas decorrerão naturalmente.

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Agindo como Faraó (Ex. 8:8)

וַיֵּצֵא מֹשֶׁה וְאַהֲרֹן מֵעִם פַּרְעֹה וַיִּצְעַק מֹשֶׁה אֶל-יהוה עַל-דְּבַר הַצְפַרְדְּעִים אֲשֶׁר-שָׂם לְפַרְעֹה

“E Faraó chamou a Moshé e a Aharon, e disse: Rogai a ADONAY que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem a ADONAY.” (Shemot/Êxodo 8:8)

Não é comum que as pessoas se identifiquem com os personagens que são caracterizados negativamente pelas Escrituras. No entanto, é muito comum encontrar pessoas que agem exatamente como o Faraó. No momento da dificuldade, fazem inúmeras promessas ao Criador, tentando negociar por algo favorável. Porém, afastada a dificuldade, esquecem-se de seus compromissos anteriores, até que surja a próxima dificuldade. Observar o desfecho de Faraó nos ajuda a compreender o que o Eterno pensa a respeito de tal atitude. A fidelidade do justo não deve estar vinculada ao seu grau de sofrimento. Deve ser um ato contínuo, uma trajetória de vida, como no caso de Moshé (Moisés). O justo fiel será amparado pelo Eterno durante suas tribulações.

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