Arquivo da tag: amor

Ilusão de Superioridade (Dt. 7:7)

לֹא מֵרֻבְּכֶם מִכָּל-הָעַמִּים חָשַׁק יהוה בָּכֶם–וַיִּבְחַר בָּכֶם כִּי-אַתֶּם הַמְעַט מִכָּל-הָעַמִּים

“YHWH não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos.” (Devarim/Deuteronômio 7:7)

Há quem pregue a ideia herética de que o povo judeu seja, de alguma maneira, superior espiritualmente, ou diferente dos povos. Esse conceito vai contra a Torah, que, pelo contrário, afirma que Israel era até mesmo inferior aos demais povos. O Eterno nos escolheu puramente por Seu amor a nós. Aquele que vive a vontade do Criador, esse pode dizer que atingiu algum estágio de maior espiritualidade. Somos todos criados iguais, e com o mesmo potencial. Nada pode nos destacar a não ser nossas próprias ações, sejam elas positivas ou negativas. Mesmo assim, aquele que cumpre a Torah também não deve buscar status de superioridade. Se o faz, já não cumpre a Torah, pois essa nos ensina a humildade. A razão pela qual devemos ser obedientes é simplesmente para retribuir esse amor do Criador, que ocorreu mesmo antes de sermos dignos.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Amor e Zelo (Dt. 2:6)

וְאִם-לֹא תוֹרִישׁוּ אֶת יֹשְׁבֵי הָאָרֶץ מִפְּנֵיכֶם וְהָיָה אֲשֶׁר תּוֹתִירוּ מֵהֶם לְשִׂכִּים בְּעֵינֵיכֶם וְלִצְנִינִם בְּצִדֵּיכֶם וְצָרְרוּ אֶתְכֶם עַל-הָאָרֶץ אֲשֶׁר אַתֶּם יֹשְׁבִים בָּהּ

“Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes; e também água para beber deles comprareis por dinheiro.” (Devarim/Deuteronômio 2:6)

A Torah especificamente ordena que o povo de Israel não deveria aceitar favores dos descendentes de ‘Essaw (Esaú), nem dever nada a eles. ‘Essaw e Ya’aqov (Jacó) eram irmãos, mas os descendentes de ‘Essaw não eram confiáveis. Essa recomendação específica é porque qualquer dívida para com eles custaria caro a Israel. Semelhantemente, é preciso ter cuidado com a quem pedimos ou devemos favores. Há quem ache que a fé se limita a amar o próximo. Todavia, frequentemente a Torah manda também nos protegermos do próximo, quando as intenções dele não são as melhores. Ser amoroso não significa deixar de ser zeloso.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Consagração (Lv. 27:14)

וְאִישׁ, כִּי-יַקְדִּשׁ אֶת-בֵּיתוֹ קֹדֶשׁ לַיהוָה–וְהֶעֱרִיכוֹ הַכֹּהֵן בֵּין טוֹב וּבֵין רָע: כַּאֲשֶׁר יַעֲרִיךְ אֹתוֹ הַכֹּהֵן כֵּן יָקוּם

“E quando alguém consagrar a sua casa para ser santa a YHWH, o kohen a avaliará, seja boa ou seja má; como o kohen a avaliar, assim será.” (Wayiqra/Levítico 27:14)

Muitos distorcem o conceito de consagração, acreditando poder consagrar objetos que eles próprios irão utilizar. Na Torah, porém, consagrar objetos significava doá-los ao Eterno, e os objetos eram entregues aos kohanim (sacerdotes) ou resgatados pela avaliação de seu valor. Se desejarmos consagrar algo ao Criador, que sejam nossas próprias vidas, separadas e distintas de toda transgressão, e entregues a servi-Lo a todo tempo. E isso passa por buscar conhecê-Lo, para verdadeiramente fazer a Sua vontade, e não aquilo que achamos ser o certo. Buscar a santidade é um gesto de amor.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Gratidão e Livramento (Lv. 22:29)

וְכִי-תִזְבְּחוּ זֶבַח-תּוֹדָה לַיהוה–לִרְצֹנְכֶם תִּזְבָּחוּ

“E, quando oferecerdes sacrifícios de gratidão a YHWH, o oferecereis da vossa vontade.” (Wayiqra/Levítico 22:29)

Sacrifícios de gratidão (zevaH todah) eram um tipo específico de sacrifício voluntário, que era oferecido por gratidão pelo Eterno ter livrado alguém de perigo ou angústia. Mesmo assim, o Eterno afirma na Torah que tais sacrifícios eram oferecidos segundo a vontade da pessoa. Não podemos forçar, nem esperar, a gratidão. Gratidão forçada deixa de ser gratidão e passa a ser obrigação. Para cultivar a gratidão, é preciso termos em mente que não merecemos o favor do Eterno, e que mesmo assim Ele nos cerca do Seu mais profundo e mais sublime amor, e nos protege quando menos esperamos.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Compaixão e Apoio (Pv. 14:21)

בָּז-לְרֵעֵהוּ חוֹטֵא וּמְחוֹנֵן עֲנָוִים אַשְׁרָיו
“O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado.” (Mishlê/Provérbios 14:21)

Um dos elementos chaves da boa prática da Torah está na compaixão para com o próximo. Muitos entendem isso como uma referência exclusiva à caridade, mas é mais do que isso. Compadecer-se dos humildes também significa ser compreensivo com aquele que está numa posição inferior, ou que tem sofrido com as dificuldades da vida. O Eterno espera que compreendamos que somos todos irmãos, e assim devemos nos esforçar para apoiarmos aqueles que estão em condições menos favoráveis.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Fonte de Vida (Pv. 13:14)

תּוֹרַת חָכָם מְקוֹר חַיִּים לָסוּר מִמֹּקְשֵׁי מָוֶת
“A Torah do sábio é uma fonte de vida para se desviar dos laços da morte.” (Mishlê/Provérbios 13:14)

O termo Torah significa “instrução” e sua raiz, literalmente, apontar o caminho. O objetivo principal da Torah é nos ensinar a viver bem. Viver bem conosco mesmo, com nosso corpo, com nossa mente, com nosso semelhante, e com o Eterno. Nem sempre, aquilo que é bom e saudável é aquilo que nós desejamos. É preciso ter força e lembrar que a instrução (Torah) que o Eterno nos ensina através de pessoas sábias é fonte de vida, para nos afastar das armadilhas da morte. Pois uma pessoa sem Torah, mesmo que viva, é como se estivesse morta, sem instrução, propósito ou fundamento para a iluminar.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

A Luz da Torah (Pv. 8:13)

יִרְאַת יהוה שְׂנֹאת-רָע גֵּאָה וְגָאוֹן וְדֶרֶךְ רָע וּפִי תַהְפֻּכוֹת שָׂנֵאתִי
“O temor de YHWH é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.” (Mishlê/Provérbios 8:13)

Toda a Torah tem por objetivo conduzir ao temor do Eterno. Logo, toda a Torah tem por objetivo nos ensinar a odiarmos o mal, a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa. Qualquer pessoa que diz amar a Torah e é soberbo, arrogante, e perverso de boca, está anulando a Torah, e tornando-a vazia. Vivamos uma Torah que faça com que as pessoas ao nosso redor enxerguem a nossa presença como uma influência positiva. As pessoas precisam de luz, e a luz da Torah só pode ser vista se as ações corresponderem ao que está em nossos corações.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

O Sábio na Era da Informação (Pv. 1:5)

יִשְׁמַע חָכָם וְיוֹסֶף לֶקַח וְנָבוֹן תַּחְבֻּלוֹת יִקְנֶה
“O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos.” (Mishlê/Provérbios 1:5)

Na Era da Informação, é muito fácil justificar qualquer coisa, posição ou padrão de comportamento. Basta uma busca rápida no navegador, ou simplesmente mudar de página. Tudo é lícito, tudo é belo, e tudo é espiritual. Porém, o verdadeiro sábio não é aquele que busca ouvir aquilo que deseja, para que possa se justificar. O verdadeiro sábio ouve a verdade, independentemente de sua doçura ou amargura. E privilegia palavras que possam transformá-lo, a consolações que o mantenham na mesma posição.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Amor Duradouro (Ct. 6:3)

אֲנִי לְדוֹדִי וְדוֹדִי לִי הָרֹעֶה בַּשּׁוֹשַׁנִּים
“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta entre os lírios.” (Shir haShirim/Cântico dos Cânticos 6:3)

A linda história de Shir haShirim (Cântico dos Cânticos) exemplifica o que é um relacionamento duradouro entre homem e mulher: Quando um pertence ao outro. Se em um casal, uma das partes crê que a outra é propriedade de si, o casamento é disfuncional. Se as partes se julgam totalmente independentes, idem. Porém, quando cada um se conscientiza de que está no casamento para fazer o outro feliz, a relação é frutífera. Cada qual deve dizer a si mesmo: Eu pertenço ao outro, e o outro me pertence. Uma carne, um coração, e uma grande história de amor.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.

Apoio (Ct. 2:6)

שְׂמֹאלוֹ תַּחַת לְרֹאשִׁי וִימִינוֹ תְּחַבְּקֵנִי
“A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.” (Shir haShirim/Cântico dos Cânticos 2:6)

Como parte dos elogios ao amado, Shulamit (Sulamita) cita o apoio de suas mãos. Um dos principais ingredientes para o amor duradouro num relacionamento é o companheirismo, de ambas as partes. Presença e suporte nas horas necessárias são mais eficazes do que presentes caros. E se não houver tempo para isso, o amor certamente esfria e morre. A principal razão pela qual o Eterno criou os casais é para serem ajudadores mútuos. A segurança de uma relação estável permite ao ser humano realizar grandes coisas.

© 2014 – Kol haTorah (www.kol-hatorah.org) – Proibida a reprodução sem consentimento prévio.