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Não a nós (Sl. 115)

לֹא לָנוּ יהוה לֹא-לָנוּ כִּי-לְשִׁמְךָ תֵּן כָּבוֹד–עַל-חַסְדְּךָ עַל-אֲמִתֶּךָ

“Não a nós, ADONAY, não a nós, mas ao Teu Nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.” (Tehilim/Salmos 115:1)

O egocentrismo é um dos maiores empecilhos para o progresso na vida espiritual. Muitas vezes, oramos por uma questão porque queremos nos destacar dos demais. Noutras situações, oramos porque queremos delegar ao Eterno a responsabilidade de fazer as mudanças necessárias em nossas vidas. Uma boa maneira de medir a intenção é nos indagarmos: Quem receberá glória? Será o Eterno, por Seu grande feito? Ou seremos nós, que nos destacaremos, seja no trabalho, no ambiente onde moramos, ou até mesmo como pessoas dotadas de grande espiritualidade? Por que queremos a interferência do Eterno? Para que Ele seja glorificado? Ou para que nós fiquemos livres de nossa responsabilidade? Refletir sobre a quem a glória será dada ajuda a separar a boa oração daquela que é um exercício de vaidade.

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Contemplando a Grandeza (Sl. 95:6)

בֹּאוּ נִשְׁתַּחֲוֶה וְנִכְרָעָה נִבְרְכָה לִפְנֵי-יהוה עֹשֵׂנוּ

“Ó, vinde, nos curvemos e prostremo-nos; ajoelhemos diante de ADONAY que nos criou.” (Tehilim/Salmos 95:6)

O salmista fala de uma prática extraordinária, que a própria halakhá determina que façamos na oração: O ato da prostração. Pelo contexto, a prostração do salmista ocorre quando ele se dá conta da grandiosidade do Eterno, através das suas obras de livramento para com Israel. O sentido da reverência da prostração é simples de compreender. Nosso próprio valor está completamente ligado ao plano, desejo e vontade dEle. Quando nos ligamos a Ele, ao ponto de nos darmos conta, mesmo com nossas limitações, da grandeza dAquele que fez as galáxias, nenhuma ação nos resta exceto nos curvarmos, em nossa insignificância, e nos prostrarmos perante o Senhor de todas as coisas. Prostrar-se é se reconhecer insuficiente, para poder contemplar a grandeza dAquele que é único.

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Perante Ele (Ez. 43:2)

וְהִנֵּה כְּבוֹד אֱלֹהֵי יִשְׂרָאֵל בָּא מִדֶּרֶךְ הַקָּדִים וְקוֹלוֹ כְּקוֹל מַיִם רַבִּים וְהָאָרֶץ הֵאִירָה מִכְּבֹדוֹ

“E eis que a glória do Elohim de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.” (Yehezqel/Ezequiel 43:2)

Tarefa árdua para os escribas dos textos bíblicos era descrever o Eterno e a Sua glória, visto que qualquer tipo de comparação, antropomorfismo, ou palavra de exaltação humana parece tão pequena perante a grandeza do Criador. Ao pensarmos na obra tão meticulosa realizada por Ele em cada uma das incontáveis partículas subatômicas que formam o número inimaginável de moléculas que compõem o nosso corpo, e se pensarmos que somos como um grão de areia em meio ao universo em que vivemos, e que o Universo nada é comparado a Ele, então nossa única possível conclusão é a de que devemos nos prostrar perante o Criador, e declarar a Ele toda a nossa admiração. Não apenas pelo que Ele fez, mas por quem Ele é.

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