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Prioridades (Dt. 23:25)

כִּי תָבֹא בְּכֶרֶם רֵעֶךָ וְאָכַלְתָּ עֲנָבִים כְּנַפְשְׁךָ שָׂבְעֶךָ וְאֶל-כֶּלְיְךָ לֹא תִתֵּן

“Quando entrares na vinha do teu próximo, comerás uvas conforme ao teu desejo até te fartares, porém não as porás no teu cesto.” (Debharim/Deuteronômio 23:25)

A Torá traz uma lógica interessantíssima sobre propriedade privada: A primeira função daquilo que produzia a terra era servir de alimento a todos, pois a terra pertencia ao Eterno. O que passasse disso, todavia, pertencia àquele que administrava e trabalhava sobre a terra. Em outras palavras, muitas vezes o certo e o errado é melhor definido por meio das prioridades, do que por ações absolutas. Por essa razão, entender bem as prioridades ensinadas pela Torá, que dizem respeito aos valores do Eterno, é muito mais importante do que saber o que fazer. Quando entendemos as prioridades, nossas ações tendem a ser mais acertadas. Ao passo que, quando fazemos sempre a mesma coisa sem refletir sobre o contexto, corremos grande risco de agirmos equivocadamente. Por essa razão, é muito importante que o conhecimento do Eterno guie nossas ações.

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O Fator Tempo (Ex. 12:30)

וַיָּקָם פַּרְעֹה לַיְלָה הוּא וְכָל-עֲבָדָיו וְכָל-מִצְרַיִם וַתְּהִי צְעָקָה גְדֹלָה בְּמִצְרָיִם כִּי-אֵין בַּיִת אֲשֶׁר אֵין-שָׁם מֵת

“E Faraó levantou-se de noite, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.” (Shemot/Êxodo 12:30)

Faraó finalmente se levanta, no meio da noite, para resolver a crise. O Egito se encontrava humilhado, e derrotado perante aquele povo que outrora escravizara. Faraó poderia ter evitado tudo aquilo, mas deixou para tomar a decisão necessária quando já não tinha mais alternativa. Assim às vezes é conosco. Sabemos o que temos que fazer. Sabemos que não há outra alternativa. Mas, postergamos até não podermos mais. Infelizmente, o resultado disso quase sempre é sofrimento desnecessário. Não ignore os sinais do Eterno, nem tenha medo de dar o passo certo, no momento certo, mesmo que signifique sair de sua zona de conforto.

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O Sal da Aliança (Lv. 2:13)

וְכָל-קָרְבַּן מִנְחָתְךָ בַּמֶּלַח תִּמְלָח וְלֹא תַשְׁבִּית מֶלַח בְּרִית אֱלֹהֶיךָ מֵעַל מִנְחָתֶךָ עַל כָּל-קָרְבָּנְךָ תַּקְרִיב מֶלַח

“E todas as tuas ofertas dos teus alimentos temperarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta de alimentos o sal da aliança do teu Elohim; em todas as tuas ofertas oferecerás sal.” (Wayiqrá/Levítico 2:13)

O sal foi um dos primeiros conservantes descobertos pela humanidade, e assim é utilizado até hoje. O sal da aliança indicava, entre outras coisas, que a aliança seria duradoura e não iria se deteriorar. Assim deve ser tudo o que fazemos em nossa caminhada com o Eterno: Ações duradouras são mais importantes do que ações muito rápidas, ou muito intensas. Priorize dedicar a Ele coisas que perdurarão, e assim o relacionamento com Ele será sólido e suportará as adversidades, pois Ele jamais deixará de estar conosco e de nos apoiar nos momentos delicados.

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Conforme o Eterno Ordenou (Ex. 40:16)

וַיַּעַשׂ מֹשֶׁה כְּכֹל אֲשֶׁר צִוָּה יהוה אֹתוֹ–כֵּן עָשָׂה

“E Moshe fez conforme a tudo o que ADONAY lhe ordenou, assim o fez.” (Shemot/Êxodo 40:16)

Neste capítulo, a Torá repete por diversas vezes que Moshe (Moisés) fez tudo conforme o Eterno lhe ordenara. Se nada na Torá é por acaso, por que repetir essa informação tantas vezes? A resposta pode estar no fato de que é muito fácil nos desviarmos daquilo que o Eterno nos ordena, pois muitas são as vozes que nos puxam noutra direção. A cada coisa que era feita, Moshe (Moisés) tomava um enorme cuidado para que fosse da maneira que o Eterno havia determinado. Assim também devemos fazer com nossos atos. Não darmos chance às vozes da nossa inclinação destrutiva, nem das demais pessoas, caso tais coisas queiram nos tirar do foco do serviço ao Criador. E assim poderemos agir em justiça, tal como Moshe (Moisés) nos ensinou.

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Liberdade e Ação (Ex. 12:11)

וְכָכָה תֹּאכְלוּ אֹתוֹ–מָתְנֵיכֶם חֲגֻרִים נַעֲלֵיכֶם בְּרַגְלֵיכֶם וּמַקֶּלְכֶם בְּיֶדְכֶם וַאֲכַלְתֶּם אֹתוֹ בְּחִפָּזוֹן פֶּסַח הוּא ליהוה

“Assim pois o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; este é o Pessah de ADONAY.” (Shemo/tÊxodo 12:11)

O povo de Israel é instruído a fazer a sua última refeição no Egito apressadamente, com os sapatos nos pés e o cajado na mão. Isso significa que eles deveriam estar prontos para a ação do Eterno, que os libertaria da escravidão. Analogamente, há situações em nossas vidas que nos aprisionam, e nos trazem angústia. É comum que clamemos ao Eterno para nos libertarmos, ao passo em que nós mesmos nos demoramos naquela situação. O Eterno nos concede liberdade, mas somente quando fazemos o que está ao nosso alcance para deixar aquela situação apressadamente.

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Sabedoria no Parar (Ex. 10:29)

וַיֹּאמֶר מֹשֶׁה כֵּן דִּבַּרְתָּ לֹא-אֹסִף עוֹד רְאוֹת פָּנֶיךָ

“E disse Moshe: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.” (Shemot/Êxodo 10:29)

Houve um momento em que não era mais possível, nem mesmo produtivo, dialogar com Faraó. Por essa razão, Moshe (Moisés) não insistiu. É sempre muito importante saber a hora de parar. Moshe buscou uma saída conciliatória, esperou, e se esforçou até o fim. Porém, há um momento em que insistir é inútil, e só trará frustração. Reconhecer quando esse momento chega, e não ter medo de dar um basta, é um fundamento de sabedoria, que precisamos colocar em prática. Não é fácil, mas é extremamente necessário.

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Milagres Reproduzidos (Ex. 7:22)

וַיַּעֲשׂוּ-כֵן חַרְטֻמֵּי מִצְרַיִם בְּלָטֵיהֶם וַיֶּחֱזַק לֵב-פַּרְעֹה וְלֹא-שָׁמַע אֲלֵהֶם כַּאֲשֶׁר דִּבֶּר יהוה

“Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como ADONAY tinha dito.” (Shemot/Êxodo 7:22)

Muitos se indagam: Se o Eterno desejava que o faraó libertasse o povo, por que permitiu que os magos do Egito conseguissem reproduzir alguns dos milagres, até certo ponto? Uma possível razão pode estar na lição de que é, até certo ponto, possível se iludir em sua espiritualidade. Se os magos do Egito não tivessem tido êxito parcial, faraó poderia ser tentado a achar que o problema estava na falta de capacidade dos magos, ao invés de na superação do Eterno sobre os deuses do Egito. Muitas pessoas, ao se depararem com suas frustrações espirituais, buscam outros magos que lhes realizem prodígios. Mesmo quando esses magos são chamados por outros nomes. Frequentemente, contudo, é preciso se indagar se o problema não está na jornada espiritual equivocada. Pois quando o Eterno age, não restam dúvidas de seus atos.

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Adversidade e Ação (Reflexão Especial)

וַחֲזַקְתֶּם מְאֹד–לִשְׁמֹר וְלַעֲשׂוֹת אֵת כָּל-הַכָּתוּב בְּסֵפֶר תּוֹרַת מֹשֶׁה לְבִלְתִּי סוּר-מִמֶּנּוּ יָמִין וּשְׂמֹאול

“Esforçai-vos, pois, para guardar e cumprir tudo quanto está escrito no livro da Torah de Moshe, para que dela não vos desvieis nem para a direita nem para a esquerda;” (Yehoshua’/Josué 23:6)

Muitas religiões são contemplativas, e suas obras sagradas se propõem a descrever os mistérios do universo. Não é assim com a Torah, a revelação original. Existe uma razão pela qual o livro mais sagrado de nossa fé é um conjunto de instruções de como viver: o Eterno deseja nos ensinar que a verdadeira fé é uma fé de ações diárias, e não de conceitos teológicos. Em momentos de grande dor e dificuldade, podemos nos sentir perplexos, perdidos, e totalmente vulneráveis. Nessas horas, devemos compreender que o Eterno espera de nós que encontremos, na Torah, forças para agirmos, fazendo a coisa certa. Não tenha medo de agir conforme os princípios da Torah. Quando fazemos isso, Ele nos abençoa e dirige nossos passos. Jamais devemos nos abater, e deixar de lutar, para fazermos a coisa certa.

Esta reflexão é em memória de Eyal, Gilad e Naftali, cujas vidas foram prematuramente ceifadas em um ataque brutal ao povo judeu.

Preparação (Ex. 8:6)

וַיַּקְרֵב מֹשֶׁה אֶת-אַהֲרֹן וְאֶת-בָּנָיו וַיִּרְחַץ אֹתָם, בַּמָּיִם

“E Moshe fez chegar a Aharon e a seus filhos, e os lavou com água.” (Shemot/Êxodo 8:6)

Antes que Aharon (Aarão) pudesse servir no Mishkan (Tabernáculo) com seus filhos, o maior serviço ao Eterno que existia na época, foi necessário ser purificado com água. Isso ilustra como a purificação é importante em nossas vidas. Frequentemente pensamos nela como um ato relativo ao passado, mas na realidade ela é muito mais relativa ao futuro. Devemos purificar nossas palavras e ações por causa da grandeza da obra adiante de nós, para que possamos realizar a vontade do Criador.

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Bênção e Ação (Ne. 3:1)

“E levantou-se Eliashav, o cohen hagadol, com os seus irmãos, os cohanim, e reedificaram a porta das ovelhas, a qual consagraram; e levantaram as suas portas, e até à torre de Meah consagraram, e até à torre de Hananel.” (Nechemiyah/Neemias 3:1)

É quase um milagre como os homens foram capazes de re-edificarem Israel das ruínas após a volta do exílio babilônio. Mesmo com a moral abatida em com tudo em ruínas, esses homens encontraram forças em sua confiança no Eterno para fazerem o que precisava ser feito. Mas eles não aguardaram por obras sobrenaturais. Primeiro começaram a agir, e em seguida o Eterno os abençoou. Se algo em sua vida está em ruínas, reflita: Está faltando bênção, ou está faltando ação?

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