Odiado sem razão (Jr. 15:10)

אוֹי-לִי אִמִּי–כִּי יְלִדְתִּנִי אִישׁ רִיב וְאִישׁ מָדוֹן לְכָל-הָאָרֶץ לֹא-נָשִׁיתִי וְלֹא-נָשׁוּ-בִי כֻּלֹּה מְקַלְלַוְנִי

“Ai de mim, ó minha mãe, que me geraste, para tornar-se objeto de disputa e de discórdia em toda a terra! Não sou credor nem devedor, e, no entanto, todos me maldizem.” (Yirmiyahu/Jeremias 15:10)

Ser odiado sem razão é tão doloroso, que até o profeta do Eterno sofria com isso. Todavia, se você se coloca numa posição de agir somente em retidão, de não se corromper, não se vender aos valores deste mundo, nem se deixar levar por suas distorções, é quase certo que em dado momento será odiado. Talvez tanto quanto, ou até mais, do que o profeta. A dor do ódio infundado não é um sofrimento gratuito. Ela só se torna suportável quando criamos um vínculo fortíssimo com o Criador, que nos permite encarar a adversidade e não cair. Esse vínculo é o objetivo principal do sofrimento. Ele permitirá que grandes coisas sejam feitas para que a obra do mundo vindouro seja fundamentalmente sustentada em retidão. Para que a construção seja perfeita, os obreiros precisam ser fortes. E para que sejam fortes, precisam ser depurados. Quando estiver sofrendo, lembre-se disso: O sofrimento é passageiro, mas a experiência adquirida irá fundamentar a eternidade.

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