Bem, Mal e Eternidade (Is. 45:7)

יוֹצֵר אוֹר וּבוֹרֵא חֹשֶׁךְ עֹשֶׂה שָׁלוֹם וּבוֹרֵא רָע אֲנִי יהוה עֹשֶׂה כָל-אֵלֶּה

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; Eu, YHWH, faço todas estas coisas.” (Yeshayahu/Isaías 45:7)

Durante a 2a. Guerra, um paraquedista quebrou o pescoço sem perceber. Ao cair, foi preso por nazistas, que o colocaram num cubículo onde permaneceu semanas deitado. Isso permitiu a seu pescoço se recuperar da fratura. Caso não tivesse sido preso, o ato de se movimentar muito teria feito com que ficasse paralítico ou mesmo morresse. A prisão foi, na realidade, sua salvação. Mas, ele só descobriu isso décadas depois, quando um raio-X revelou o ocorrido. Uma das razões pelas quais religiões dualistas surgiram está na dificuldade de atribuir a origem do mal (no sentido de destruição) ao Eterno. Para alguns, é preferível crer num segundo deus, tal como o diabo, e projetar sobre ele tais coisas. Mas o Tanakh é categórico: O Eterno é o único Elohim. Contudo, como na história do paraquedista, bem e mal são relativos, e nossa capacidade de enxergar é muito limitada. Nossas vidas são grãos de areia na eternidade. O sofrimento pelo qual passamos um dia se revelará como um grande bem no plano geral do Criador, e será como o nada, diante da grandiosidade objetivos dEle para nós, que contemplam toda a Eternidade.

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