A Sabedoria de Agur (Pv. 30:8)

שָׁוְא וּדְבַר-כָּזָב הַרְחֵק מִמֶּנִּי– רֵאשׁ וָעֹשֶׁר אַל-תִּתֶּן-לִי הַטְרִיפֵנִי לֶחֶם חֻקִּי

“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume.” (Mishlê/Provérbios 30:8)

A oração de Agur é curiosa. Estamos acostumados a pedir muito, e buscar a prosperidade. Muita gente acha que a oração de Agur é como uma resposta certa numa pergunta de múltipla escolha: Se eu pedir pouco, então o Eterno se agradará e me dará muito! Nada mais equivocado. Na realidade, a oração de Agur demonstra que suas prioridades estavam no lugar certo. Não é o quanto ele pediu, mas sim o que pediu. Agur desejava receber uma porção razoável, para que isso não o afastasse do Eterno. Ele entendia que se pedisse muito, poderia ficar soberbo. E se pedisse pouco, poderia ficar amargurado. Ou seja, no fundo, Agur não está pedindo mantimentos. Ele está pedindo que o Eterno esteja sempre presente, pois para ele era isso que importava. Isso mostra que as prioridades de Agur estavam no lugar certo, e revela grande sabedoria. Muitas vezes nossas orações não são atendidas não porque o Eterno quer que se peça menos, ou mais, mas sim porque aquilo que pedimos pode ser um indício de prioridades equivocadas. Há sabedoria no rever as prioridades, e valorizar aquilo que realmente é importante. A saber, o andar em retidão e o apreciar aqueles que estão à nossa volta, a começar pelo próprio Eterno.

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