Arquivo da categoria: Torá

Livramento Previsto (Nm. 13:16)

“Estes são os nomes dos homens que Moshe enviou a espiar aquela terra; e a Hoshea Ben Nun, Moshe chamou Yehoshua.” (Bamidbar/Números 13:16)

A Torah narra a mudança de nome de Yehoshua (Josué) num momento dramático. Moshe (Moisés) havia enviado os espias à terra de Kena’an (Canaã), para verificar se seus habitantes poderiam ser facilmente vencidos. O nome Hoshea significa livramento, enquanto o nome Yehoshua significa “YHWH traz livramento” ou “YHWH livra”. O livramento em Kena’an (Canaã) foi grandioso e improvável, tornando assim indiscutível a participação do Eterno nos eventos. Às vezes, o Eterno aguarda até o momento certo para nos livrar, de modo a não deixar dúvidas de que foi Ele quem nos resgatou.

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Persistência (Nm. 9:7)

“E aqueles homens disseram-lhe: Imundos estamos nós pelo corpo de um homem morto; por que seríamos privados de oferecer a oferta de YHWH a seu tempo determinado no meio dos filhos de Israel?” (Bamidbar/Números 9:7)

Aqueles homens poderiam ter simplesmente aceito a situação de não poderem praticar o Pessach (“Páscoa”). Afinal, era algo que poderia ser realizado anualmente. Porém, estavam determinados a honra o Eterno, e Ele se agradou de sua perseverança. Muitas vezes podemos encontrar obstáculos para servir o Eterno. Diante dos quais, podemos recuar e dar de ombros, ou podemos tentar persistir até o fim. Aquele que persiste é honrado por Ele, mesmo que nem sempre consiga atingir o ideal numa primeira tentativa.

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Sem Sombra de Dúvida (Nm. 5:29)

“Esta é a Torá dos ciúmes quando uma mulher se desvia para alguém além do seu marido e se profana;” (Bamidbar/Números 5:29)

É comum pensarmos no rito das águas amargas praticado no Mishkan (Tabernáculo) como um rito vexatório, até mesmo humilhante. No entanto, na realidade, o rito oferecia também um enorme alívio: uma forma eficaz de acabar com qualquer sombra de dúvidas sobre a fidelidade da esposa. Vivemos em tempos em que, mesmo que as pessoas são condenadas eternamente, a partir de meros boatos. A principal lição que a Torá nos traz é: Antes de condenar alguém, mesmo quando estiver apenas formando uma opinião, certifique-se dos fatos. Dê chance para que a verdade apareça.

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O Rosto de YHWH (Nm. 6:26)

 “YHWH erga o Seu rosto sobre ti, e te conceda o shalom.” (Bamidbar/Números 6:26)

É curioso como na birkat cohanim (bênção sacerdotal) por duas vezes se faça referência à face do Eterno. Nesta última, associada ao shalom. No hebraico, shalom significa não apenas paz, mas completude ou plenitude. E o rosto, no hebraico, é muitas vezes expressão idiomática para se referir à presença do Eterno. Há quem ore pedindo paz e prosperidade. Mas, se buscarmos simplesmente estar na presença dEle, através de uma vida pautada na Torah (Instrução), todas as nossas necessidades serão supridas.

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Bênção Inesperada (Nm. 5:28)

 “Mas se a mulher não se profanou e está pura, ela será inocentada e será fértil.” (Nm. 5:28)

É curioso como o rito das águas amargas poderia se tornar em bênção ou maldição para a vida da mulher, de acordo com a sua fidelidade. Muitas vezes, é inevitável passarmos por constrangimentos, ou por situações que consideraríamos terríveis. A diferença de quem é fiel não está na isenção de passar por tais coisas. A diferença está nos resultados. Para aquele que busca a Elohim, mesmo a maior tristeza pode se transformar numa grande bênção, no tempo oportuno.

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Restituição (Nm. 5:7)

“Confessará a culpa cometida, e fará restituição completa da sua culpa, e adicionará a ela um quinto, e a dará àquele contra quem se tornou culpado.” (Bamidbar/Números 5:7)

Muito se ensina sobre o ato de pedir perdão. Pouco, no entanto, sobre o ato de fazer restituição. É como se a pessoa ofendida fosse obrigada a ficar com aquele vazio, como uma ferida exposta, e ainda fosse condenada a perdoar mesmo diante de sua perda. Não é isso que a Torá ensina. A Torá nos ensina que toda culpa demanda um ação de restituição. Se você fez algo contra alguém, se esforce para restituir tudo o que fez, e ainda acrescente sobre isso 20%. Se ofensa não foi material, procure alguma forma de compensar aquele contra quem você pecou. Se a compensação for impossível, então honre a parte ofendida mudando a sua vida, e procurando evitar o pecado.

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Experiência (Nm. 4:23)

“Da idade de trinta anos para cim, até a idade de cinquenta anos os contareis, todos os que adentrarem para aguardar o serviço, para realizar o serviço na Tenda da Reunião.” (Bamidbar/Números 4:23)

Os filhos de Gershon (Gerson) faziam um trabalho de carregar a cobertura do Mishkan (Tabernáculo). Considerando que a idade adulta, pela Torá, de 20 anos, é curioso que o Eterno tenha ordenado que ninguém com menos 30 anos fosse chamado para tal serviço. Mesmo quando o trabalho envolvia fundamentalmente força física, ainda assim o Eterno fazia prevalecer a experiência e temperança, que são típicos das pessoas de mais idade. Isso nos ensina uma valiosa lição sobre o Eterno: Mesmo nos mínimos detalhes, Ele deseja que façamos tudo de forma zelosa.

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