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Limites (Pv. 29:18)

“Onde não há visão, o povo abandona seus limites. Porém, aquele que guarda a Torá é louvável.” (Mishlei/Provérbios 29:18)

 

A maioria das pessoas não quer um relacionamento com o Eterno, e sim uma experiência mística. Aceitam de imediato as instruções da boca de (falsos) profetas, mas rejeitam a Torá (Instrução) do próprio Eterno. E suas vidas mergulham num profundo vazio e tristeza que poucos conseguem expressar em palavras. Os limites e regras que a Torá nos coloca não são pesadas, nem visam tiranizar a humanidade. Pelo contrário, são o manual do Criador para nos ensinar como podemos ter uma vida feliz, e libertos da escravidão de preceitos humanos.

 

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Testemunhas (Sl. 98:3)

“Ele recordou a Sua benignidade e a Sua fidelidade para com a Casa de Israel; todos os confins da terra viram a salvação do nosso Elohim.” (Tehilim/Salmos 98:3)

Temos grande anseio por ver uma situação tal qual a descrita pelo salmista. Porém, geralmente não desejamos pensar que para que haja salvação, é necessário que haja situação de perigo ou angústia. Contudo, as palavras do salmista podem nos ajudar a entendermos porque passamos por certas situações, mesmo quando buscamos a Elohim. Muitas vezes, o livramento que Elohim nos concede serve de testemunho para que outros e cheguem a Ele. Se você aceitou ser um servo da mensagem de Elohim, é preciso estar preparado para isso.

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Tempo de Preparo (Os. 10:12)

“Semeai para vós justiça, e colhei segundo a benevolência; arai para vós uma lavoura, e é tempo de buscar a YHWH, até que Ele venha e vos instrua em justiça.” (Hoshea/Oséias 10:12)

Se permitirmos, a angústia pelo pecado, pelo exílio e pela idolatria pode nos consumir, e nos levar a uma perplexidade que pode nos paralisar. O que fazer, diante dessa situação? Se permitirmos nos dominar por esse sentimento, perderemos a oportunidade de fazer uma das obras mais importantes jamais feitas na história de Israel: A de semear a justiça. Talvez não venhamos a ver a colheita, mas isso não nos exime dos esforços do plantio, pois esta é a tarefa de nossa geração, até que venha a Gueulá (Redenção).

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Incertezas (Jó 20:2)

“Portanto meus pensamentos respondem por mim, mesmo por razão da minha agitação dentro de mim.” (Iyov/Jó 20:2)

Tsofar (Zofar) se consumia por suas próprias certezas. O mundo em que Tsofar (Zofar) vivia era preto-no-branco. Ele sabia tudo sobre a dinâmica dos céus e da terra sobre o justo e o injusto. E por isso a insistência de Iyov (Jó) sobre ser inocente o consumia, ao ponto dele ser impetuosamente agressivo. E a agressividade é comportamento típico daquele que se sente inseguro ao se defrontar com uma situação que não cabe na sua visão de mundo. O sábio não é aquele que é repleto de certezas. O sábio é aquele que tem uma única certeza: A de que pouco sabemos, diante da grandeza de Elohim.

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Experiência (Nm. 4:23)

“Da idade de trinta anos para cim, até a idade de cinquenta anos os contareis, todos os que adentrarem para aguardar o serviço, para realizar o serviço na Tenda da Reunião.” (Bamidbar/Números 4:23)

Os filhos de Gershon (Gerson) faziam um trabalho de carregar a cobertura do Mishkan (Tabernáculo). Considerando que a idade adulta, pela Torá, de 20 anos, é curioso que o Eterno tenha ordenado que ninguém com menos 30 anos fosse chamado para tal serviço. Mesmo quando o trabalho envolvia fundamentalmente força física, ainda assim o Eterno fazia prevalecer a experiência e temperança, que são típicos das pessoas de mais idade. Isso nos ensina uma valiosa lição sobre o Eterno: Mesmo nos mínimos detalhes, Ele deseja que façamos tudo de forma zelosa.

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