Quando a Vida se Quebra (Jr. 18:4)

וְנִשְׁחַת הַכְּלִי אֲשֶׁר הוּא עֹשֶׂה בַּחֹמֶר–בְּיַד הַיּוֹצֵר וְשָׁב וַיַּעֲשֵׂהוּ כְּלִי אַחֵר כַּאֲשֶׁר יָשַׁר בְּעֵינֵי הַיּוֹצֵר לַעֲשׂוֹת

““Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.” (Yirmiyahu/Jeremias 18:4)

Muitas vezes oramos e buscamos do Eterno renovação e restauração. Porém, é importante pensar: Se precisamos de renovação ou restauração, é sinal de que algo não está bom. No fundo, desejamos que o Eterno faça um ajuste sem dores, e conserte aquilo que está fora do lugar. Porém, nossa vida é como um vaso, que precisa ser quebrado para que seja refeito. Na passagem acima, o objetivo final do Eterno não era o mal de Israel, mas sim a reconstrução. O processo, porém, seria doloroso. Ao quebrantar nossas vidas, o Eterno nos faz olhar para os cacos. É preciso reconhecer aquilo que já não tem mais serventia, encarar os erros e dificuldades de frente, e agir fazendo as mudanças necessárias (que dependem de nós), para que o vaso refeito não seja semelhante ao primeiro. A dor do quebrantamento não deve ser recebida como um abandono da parte do Eterno. É justamente porque Ele nos ama e cuida de nós, que se importa em refazer nossas vidas. Mas, para que sejam refeitas, precisam primeiro ser quebradas. Mesmo quando está difícil de suportar, confie nEle, e permita-se fazer as mudanças que você sabe que são necessárias. Elas não serão para o mal, e sim para o bem.

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Sede do Eterno (Sl. 63:1)

אֱלֹהִים אֵלִי אַתָּה– אֲשַׁחֲרֶךָּ צָמְאָה לְךָ נַפְשִׁי– כָּמַהּ לְךָ בְשָׂרִי בְּאֶרֶץ-צִיָּה וְעָיֵף בְּלִי-מָיִם

“O Elohim, tu és o meu Elohim, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água.” (Tehilim/Salmos 63:1)

Se você ao ler o versículo acima pensa – Que lindo! – então releia com atenção. Para alguém que residia num lugar semi-árido, a terra seca e cansada, sem água, não é exatamente uma descrição de beleza, mas sim de uma situação de muita angústia. O salmista não está fazendo um elogio ao Eterno, mas sim uma declaração de angústia. O que o salmista descreve é algo que muitos de nós sentimos, nalgum momento da vida: A sensação de vazio. O salmo continua, mostrando como o salmista considerava a vida um fardo enorme. E sentia-se vazio e desesperançoso de mudanças. Nesse momento, o salmista fez a única coisa que de fato preenche esse vazio: Voltou-se para o Criador, e clamou por sua presença. Se você sente vazio e desesperança, é importante compreender que só há UM que é capaz de preencher esse vazio. Os clamores de nossa alma só podem ser saciados pela presença do Criador. Se você tem sentido esse vazio, pode ser sinal de distanciamento do Criador. Aproxime-se dEle, e o vazio se tornará em deleite.

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O Poder da Gratidão (Sl. 136:1)

הוֹדוּ לַיהוָה כִּי-טוֹב כִּי לְעוֹלָם חַסְדּוֹ

“Louvai a ADONAY, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.” (Tehilim/Salmos 136:1)

Não é por acaso que esse salmo se encontra nas Escrituras. Se formos refletir bem, o Eterno em Sua glória não necessita de nossa gratidão. Mesmo assim, Ele nos ensina a sermos gratos – lição essa que também é transmitida pelo salmista e pelos nossos sábios. A razão é simples: A gratidão é uma força extraordinária, que demonstra o valor que damos àquilo que recebemos de bom grado. Aquele que expressa sua gratidão, não apenas pelo que o Eterno lhe dá, mas pelo que os outros à sua volta lhe proporcionam, pavimenta o caminho para receber mais bênçãos. Aquele que se esquece da gratidão não comete apenas uma injustiça, mas atenta contra a própria fonte de onde as bênçãos provêm. Ser grato pelo que se tem é uma das chaves para a sabedoria e a felicidade.

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A Sabedoria de Agur (Pv. 30:8)

שָׁוְא וּדְבַר-כָּזָב הַרְחֵק מִמֶּנִּי– רֵאשׁ וָעֹשֶׁר אַל-תִּתֶּן-לִי הַטְרִיפֵנִי לֶחֶם חֻקִּי

“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume.” (Mishlê/Provérbios 30:8)

A oração de Agur é curiosa. Estamos acostumados a pedir muito, e buscar a prosperidade. Muita gente acha que a oração de Agur é como uma resposta certa numa pergunta de múltipla escolha: Se eu pedir pouco, então o Eterno se agradará e me dará muito! Nada mais equivocado. Na realidade, a oração de Agur demonstra que suas prioridades estavam no lugar certo. Não é o quanto ele pediu, mas sim o que pediu. Agur desejava receber uma porção razoável, para que isso não o afastasse do Eterno. Ele entendia que se pedisse muito, poderia ficar soberbo. E se pedisse pouco, poderia ficar amargurado. Ou seja, no fundo, Agur não está pedindo mantimentos. Ele está pedindo que o Eterno esteja sempre presente, pois para ele era isso que importava. Isso mostra que as prioridades de Agur estavam no lugar certo, e revela grande sabedoria. Muitas vezes nossas orações não são atendidas não porque o Eterno quer que se peça menos, ou mais, mas sim porque aquilo que pedimos pode ser um indício de prioridades equivocadas. Há sabedoria no rever as prioridades, e valorizar aquilo que realmente é importante. A saber, o andar em retidão e o apreciar aqueles que estão à nossa volta, a começar pelo próprio Eterno.

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A Sabedoria do Silêncio (Jó 13:5)

מִי-יִתֵּן הַחֲרֵשׁ תַּחֲרִישׁוּן וּתְהִי לָכֶם לְחָכְמָה

“Quem dera que vos calásseis de todo, pois isso seria a vossa sabedoria.” (Iyov/Jó 13:5)

Quando ouvimos uma pessoa sofrendo, é normal que sintamos necessidade de dizer algo. Seja dizer que vai passar, ou tentar explicar porque estão sofrendo. É importante indagar: Estamos dizendo para benefício da pessoa, ou para nosso próprio benefício? A companhia silenciosa, daquele que não tenta explicar ou julgar, mas tão somente se coloca solidariamente ao lado, tem uma enorme capacidade de curar. Infelizmente, é rara. Porque na maioria das vezes vence a vontade de superar aquele constrangimento ou desconforto de não saber o que fazer ou dizer. Os amigos de Iyov estavam tão incomodados com a possibilidade de alguém sofrer sem motivo, que preferiram buscar mil explicações ou culpar Iyov (Jó) para que sua fantasia de um mundo perfeito não fosse desfeita. E isso tornou as palavras pesadas perante Iyov, que retruca dizendo: Há sabedoria no silêncio. Não o silêncio da indiferença, mas no silêncio intencional, daquele que ora em voz baixa e simplesmente se faz presente no momento da adversidade, como um anjo mensageiro do Criador que vem trazer tão somente paz e repouso.

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Pesadelos (Dn. 4:2)

חֵלֶם חֲזֵית וִידַחֲלִנַּנִי וְהַרְהֹרִין עַל-מִשְׁכְּבִי וְחֶזְוֵי רֵאשִׁי יְבַהֲלֻנַּנִי

“Tive um sonho, que me espantou; e estando eu na minha cama, as imaginações e as visões da minha cabeça me turbaram.” (Dani’el 4:2) (4:5*)

Como é terrível ter pesadelos, visões negativas, ou de alguma forma ser alertado pelo Eterno quanto às nuvens densas e espessas que se apresentam diante de nós! Uma boa parte das pessoas nas Escrituras passaram por isso. Há pessoas que por medo procuram afastar da mente tais revelações, ou dizer para si próprias que é bobagem ou coisa da sua própria cabeça. No entanto, temos uma ótima razão para manter a fé nesses momentos: Uma revelação sombria não nos é dada para nos assustar. É um alerta do Eterno para que possamos nos preparar, justamente para que possamos evitar ou, pelo menos, minimizar o seu efeito. Assim sendo, é fruto do amor dEle para conosco.

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Fé Transformadora (Sl. 42:9)

יוֹמָם יְצַוֶּה יהוה חַסְדּוֹ וּבַלַּיְלָה שִׁירֹה עִמִּי–תְּפִלָּה לְאֵל חַיָּי

“Contudo ADONAY mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao EL da minha vida.” (Tehilim/Salmos 42:9) (8*)

No versículo imediatamente anterior, o salmista fala do tumulto das ondas, e da sensação de estar perdido em meio à correnteza. No entanto, aqui afirma a sua fé na misericórdia do Eterno. Angustiado durante o dia, o salmista clama ao Eterno. À noite, quando geralmente somos afligidos por nossas preocupações que nos tiram o sono, a fé dele era tamanha que a angústia se transformou num cântico ao Criador. A fé no Eterno, e na grandeza de suas obras por amor de nós, deu ao salmista a tranquilidade necessária para ter paz de espírito, e o salmista jubilou no grande livramento do Criador. Que essa fé, capaz de transformar nossas mentes e corações, possa ser inspirada em nós da parte do Criador de todas as coisas!

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Fé e Eternidade (Jr. 1:5)

בְּטֶרֶם אֶצָּרְךָ בַבֶּטֶן יְדַעְתִּיךָ וּבְטֶרֶם תֵּצֵא מֵרֶחֶם הִקְדַּשְׁתִּיךָ נָבִיא לַגּוֹיִם נְתַתִּיךָ

“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” (Yirmiyahu/Jeremias 1:5)

Desde antes de você ser concebido, moldado, e do aspecto de seu espírito que é imagem do Eterno ser revestido de um corpo de carne, o Eterno já tinha planos para você. É comum ter dificuldade de enxergar o todo, pois nossa mente carnal consegue apenas se focar no presente, e mesmo a visão do passado e do futuro são limitadas. E se isso é verdadeiro quanto à essa existência, quanto mais quanto à eternidade. Tudo que você passou, passa, e passará é por um propósito. Tudo tem um motivo, e nada é por acaso. No presente pode haver dúvida, incerteza, insegurança ou mesmo tristeza. São sentimentos normais e plenamente naturais. Porém, o Eterno tem em vista muito mais do que o presente. Você está sendo moldado, cuidado e pensado, em um plano perpétuo, que tem milhares de milhares de épocas, e cujo tempo presente é apenas um grão de areia na imensidão. Essa percepção também é importante para despertar a fé verdadeira, porque essa fé é muito mais do que confiar no Eterno quanto a livrar de uma angústia presente. É a confiança de que Ele concebeu a evolução, de eternidade em eternidade, num plano que tem tão somente o nosso melhor em vista.

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Pedras e Bênçãos (1 Sm. 7:12)

וַיִּקַּח שְׁמוּאֵל אֶבֶן אַחַת וַיָּשֶׂם בֵּין-הַמִּצְפָּה וּבֵין הַשֵּׁן וַיִּקְרָא אֶת-שְׁמָהּ אֶבֶן הָעָזֶר; וַיֹּאמַר עַד-הֵנָּה עֲזָרָנוּ יהוה

“Então tomou Shemu’el uma pedra, e a pôs entre Mispá e Shen, e chamou-lhe Even ha`azer; e disse: Até aqui nos ajudou ADONAY.” (Shemu’el Alef/1 Samuel 7:12)

Shemu’el haNavi (o profeta Samuel) sabiamente colocou uma pedra num local em que o povo recebeu uma vitória após clamar incessantemente ao Eterno. Sua frase seguinte ficaria muito conhecida: Até aqui nos ajudou ADONAY. Mas essa frase é mais do que um mero bordão. É uma afirmação de fé, mas não de uma fé cega, e sim de uma confiança sólida e firme como uma pedra, baseada na experiência com o Criador. Certamente se você olhar para trás na sua vida, você verá momentos em que o Eterno te ajudou de maneira extraordinária. Mas, onde estão as pedras? Sem as pedras, isto é, os marcos que ajudam a manter o foco da fé, nos lembrando daquilo que o Eterno fez por nós, corremos o risco de nos perder no esquecimento que vem com as novas angústias. Lembre-se com gratidão sobre aquilo que ocorreu no passado, e o Eterno te abençoará no presente.

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A Dor da Sabedoria (Ec. 1:18)

כִּי בְּרֹב חָכְמָה רָב-כָּעַס וְיוֹסִיף דַּעַת יוֹסִיף מַכְאוֹב

“Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.” (Qohelet/Eclesiastes 1:18)

Como pode existir sabedoria cansativa, e conhecimento que aumenta dor? A resposta está no tipo de conhecimento ou sabedoria. Muitas pessoas acabam, sem querer, se cansando até mesmo de sua própria fé, porque estabelecem com o Criador tão somente um relacionamento que visa sabedoria e providência cotidianas. Preocupam-se com como vão pagar suas contas, como sair de problemas familiares, entre outros. É claro que colocar essas coisas diante do Eterno é importante, mas se essa é a única forma de sabedoria buscada, brevemente ela se torna cansativa. Quando, contudo, nos preocupamos com entender do Eterno como Ele deseja nos usar, e buscamos dEle aquilo que Ele quer nos dar, ao invés de aquilo que nós queremos receber, então nos abrimos para uma sabedoria que é infinita, e que tem muito a iluminar nossas mentes, e fazer arder nossas almas em amor ao Criador.

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